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PERGUNTAS E RESPOSTAS
Este tópico tem como finalidade
responder algumas questões que nos são enviadas e tentar resolver dúvidas
de
nossos leitores.
Se você quiser participar deste tópico, envie um e-mail com seu nome para boletimomega@gmail.com, fazendo a sua pergunta e explicitando seu desejo de participar nesta seção. Responderemos às perguntas na ordem de chegada ou por ordem de complexidade. As perguntas e respostas ficarão no ar por um tempo determinado e serão substituídas por outras mais novas.
As perguntas enviadas poderão ser separadas e os e-mails recebidos poderão ser editados, para que haja uma melhor compreensão e distribuição. As intervenções de nossos leitores estarão identificadas com a cor marrom. Nossas respostas não são infalíveis e devem ser consideradas e questionadas sob o discernimento espiritual que todo aquele que nasceu de novo possui (I Coríntios 2:14-16).
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Pergunta enviada pelo leitor Douglas
Graça e Paz irmãos!
Após ler o texto sobre o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo
como um evento que acontecerá ao mesmo tempo após a grande
tribulação, fiquei em dúvida em relação à parábola
de Mateus 25, sobre as dez virgens. Não seria um "rapto" daqueles
que negaram a vida da alma? Sendo que as dez virgens eram crentes?
Se for possível explicar-me seria muito útil para a minha edificação.
Douglas,
Graça e Paz!
Obrigado por ler o nosso site.
Sobre a parábola das 10 virgens, devemos considerar, em primeiro lugar, que essa narrativa ocorreu na sequência do que o Senhor já vinha falando sobre a Sua vinda, desde Mateus 24:1. Logo após narrar os detalhes da Sua vinda e dos sinais que a antecederiam, o Senhor narra algumas parábolas a respeito do que havia revelado pouco antes.
Então, cremos que a parábola das 10 virgens, com a narrativa da chegada do noivo, deve ser entendida sob o crivo do que Jesus já havia claramente revelado sobre Sua vinda. Não deve ser entendida como uma revelação separada, mas dentro de um contexto. Nessa narrativa anterior, Jesus revela-nos apenas uma vinda, a qual ocorrerá, segundo o próprio Mestre, de forma visível, logo após a maior de todas a aflições e na qual Seus escolhidos serão reunidos nos ares ao som do toque de trombeta (Mateus 24:21-31). Não faria sentido o Senhor descrever pormenorizadamente uma vinda e, ato contínuo, deixar nas entrelinhas uma outra vinda, a qual ele não tinha mencionado aos mesmos discípulos.
O segundo ponto a ser considerado é que a vinda do Senhor será como um ladrão para quem não estiver vigiando. Não será como um ladrão para quem estiver vigiando. A grande questão é que, quando Ele voltar, poucos estarão realmente vigiando... Muitos serão enganados pela besta. Se hoje milhares de cristãos se deixam levar por falsos ensinamentos e qualquer modismo interessante que surge, quantos não serão enganados quando toda a eficácia de Satanás for exercida sobre o mundo? Jesus pergunta: Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lucas 18:8). Veja o que Paulo ensina em I Tessalonicenses 5:4 e Jesus revela em Apocalipse 3:3. Vigiar significa estar de olhos bem abertos durante um período de vigília ou um período de trevas. As virgens tinham que possuir azeite, pois precisavam das lâmpadas para iluminar seus caminhos na escuridão da noite. Tudo isso nos remete ao período de maior escuridão que virá sobre a Terra... O período da tribulação final com toda a sua escuridão espiritual.
Por último, gostaríamos de chamar sua atenção para o fato do noivo chegar depois do que as virgens esperavam. O noivo tardou e as virgens começaram a cochilar.... Ou seja, o noivo chegou depois do que elas estavam pensando que ele chegaria... Num determinado momento, no meio da densa noite, algo as faz acordar... Um grito em meio à escuridão... Quem tinha azeite para enfrentar aquela escuridão e acender sua lâmpada, pôde encontrar-se com o Noivo. Quem não tinha azeite, foi tragada pela escuridão... Perdeu-se no caminho... Veja que todas essas figuras nos remetem, mais uma vez, ao período tribulacional.
Esse é o nosso entendimento. Que você possa buscar no Senhor a Verdade, pois somente o Espírito Santo pode oferecê-la. Que Cristo Jesus continue lhe abençoando e honrando, pela Sua Graça.
Abs,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por uma leitora
"Querido Irmão:
Como será difícil suportar a tribulação com fé, presenciar a morte de tantos "inocentes", tanta destruição, e ainda assim crer que D'US é justo e fiel, precisaremos tanto de ajuda para ver além das aparências...
Penso que precisamos urgente de líderes capazes de conduzir os rebanhos em meio ao vale das sombras da morte por onde eles terão que passar até que sejam retirados daqui pelo ETERNO, líderes capacitados pelo Seu Espírito e treinados para a sobrevivência em meio à tribulação. Não só sobrevivência material (como suas ótimas instruções para a preservação de alimentos), mas a sobrevivência emocional em meio à dor que virá. Líderes capacitados para ajudar a sobrevivência da Fé em meio à realidade do caos e da dor...
Ao ver as coisas começando a acontecer parece impossível olhar para o alto e se regozijar pela salvação próxima... Para mim "parece" ser "fácil" suportar a perseguição, o difícil será suportar a dor do próximo..."
Leitora,
Graça e Paz!
Realmente, a morte de tantas pessoas em tragédias como a do Rio de Janeiro nos deixam profundamente tristes. Apenas aqueles que chegaram a um nível máximo de insensibilidade e comportamento psicótico podem dizer que isso não os atinge em nada. Cabe a nós, enquanto filhos de Deus, não apenas sensibilizar-nos com tão situação, mas também agir, assim como nos ensinou o Mestre, ajudando efetivamente a quem precisa de nossa ajuda e socorro.
O ser humano não foi criado para morrer nem para viver num ambiente de caos e destruição. Por isso, tais coisas causam tanto impacto em nós...
Assim como o Rio de Janeiro, milhões de tragédias têm ocorrido desde que Adão saiu do Éden. Tenha certeza que, se você sente por essas pessoas, muito mais o Criador delas. Aquele que enviou o Seu próprio Filho à Terra para a maior de todas as humilhações e o maior de todos os sofrimentos, assumindo forma humana, carregando todos os pecados da humanidade sobre si e morrendo numa cruz.
A criação cósmica e terrena geme por causa do impacto do pecado humano e angelical (anjos caídos). É uma consequência dessas desobediências. Veja as passagens de Gênesis 3:17-19, Oséias 4:1-3, etc. À medida que a iniqüidade cresce e chega ao seu clímax (período tribulacional), as reações da natureza serão cada vez mais profundas. Isso sem contar que o próprio homem destrói a natureza criada por Deus. Note que TUDO o que o homem cria em termos materiais gera algum tipo de ferida na natureza. Isso se deve a que a humanidade caminha na contramão do plano original de Deus e não quer dar ouvidos à dádiva divina de redenção através do Filho Unigênito. No entanto, a boa notícia é que se aproxima o dia em que céus e Terra serão renovados e que o Senhor reinará sobre a Terra e os homens aprenderão a viver em comunhão com o Senhor e com a Sua criação! (Isaías 2:1-4, Miquéias 4:-1-4, Apocalipse 21 e 22).
Por outro lado, devemos considerar que Deus é soberano para exercer juízos e só Ele sabe o destino de cada alma. Para Ele todos estão vivos, até mesmo os mortos, e Ele julgará a cada um de acordo com os critérios que Ele estabelece. Os propósitos Dele são mais elevados que os nossos. A justiça Dele é perfeita e exercida com amor, assim como o amor é perfeito e exercido com justiça...
Sem dúvidas, os momentos que se aproximam serão difíceis, mais do que os atuais (!). No entanto, eu creio firmemente que o Senhor Jesus zela pela Sua Igreja e levantará servos Seus para trazer direções, conforto e edificação em meio a esse período difícil. O Senhor Jesus mostrou de forma clara aos Seus discípulos que eles iriam sofrer graves danos físicos e profundas oposições. No Evangelho, em nenhum momento nos é prometido que ficaremos fisicamente isentos das conseqüências do gemido da natureza, mas temos a promessa de vencer o mundo e de, através de Cristo, vencer a morte, para, então, começar a viver num mundo de acordo com o propósito original de Deus para a humanidade.
Deus quer relacionar-se com Suas criaturas e não tratá-las apenas como peças programáveis e manipuláveis. Em Seu infinito amor, decidiu dotar-nos de vontade própria e de um considerável poder de decisão. É uma pena que a humanidade, em sua maioria, sempre decida contra os desígnios do Criador, rejeitando o que lhe é presenteado gratuitamente por Deus.
Que o Senhor continue lhe fortalecendo e fazendo com que sua lâmpada esteja cheia de azeite para iluminar seus passos em meio à escuridão que se aproxima.
Em Cristo,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por uma leitora
"Irmãos,
Uma pergunta: o que é que leva três grupos diferentes de pessoas a três interpretações diferentes a respeito do arrebatamento? O que dizem os batistas, os assembleianos, os adventistas? Se for possível responder, eu agradeço muito"
Leitora,
Graça e Paz!
Sua pergunta é crucial. Se a Verdade é uma só, porque
existem diversas crenças?
Em primeiro lugar, devemos partir da premissa que existe apenas uma Verdade. Jesus Cristo afirmou que Ele é a Verdade (João 14:16). Logo, isso não pode ser compactuado com a ideia mundana de que “cada um tem sua verdade”.
Aplicando isso às diferentes crenças em relação ao encontro do Jesus nos ares com a Sua Igreja, a Verdade é uma só.
Uma questão fundamental quando analisamos essas diferenças, é que grande parte dos que sustentam uma crença o fazem porque “ouviram falar” ou porque assim lhes foi ensinado. São poucos os que se dedicam a buscar a verdade, a estudar, o orar e a pesquisar. A maioria tende a adotar uma determinada interpretação porque assim todos no grupo creem ou porque assim as pessoas sempre creram dentro daquela instituição...
Uma prática salutar é perguntar quando surgiu determinada crença no seio da Igreja. No contexto que estamos analisando, a Igreja dos primeiros séculos aguardava a gloriosa vinda do Senhor Jesus para livrá-los do anticristo e iniciar o Seu glorioso Reino aqui na Terra. Em nosso site existem várias citações mostrando isso. A crença num arrebatamento secreto sete anos antes ou três anos e meio antes da vinda do Senhor só apareceu séculos depois. Os irmãos primitivos não diferenciavam no tempo o encontro nos ares e a gloriosa manifestação de Cristo.
Esse, por si só, já seria motivo suficiente para não adotar as crenças pré ou midi. Elas simplesmente não faziam parte da fé da Igreja nos primeiros séculos. No entanto, existem outras razões, como as escriturísticas. Crer no pré ou no midi implica em deduzir muitas coisas que não estão reveladas e, ao mesmo tempo, tirar de contexto outras que estão claramente reveladas. Por exemplo, sustentar que a última trombeta não é a última ou que a primeira ressurreição não é a primeira, mas apenas uma parte da primeira...
Então, cremos que essa diferença de interpretação surge quando pessoas dão ouvidos a novidades interpretativas e começam a adotar essas novidades como se fosse a verdade. Outras, começam a crer porque aquilo se encaixa com suas expectativas pessoais ou com a idéia que elas fazem do que Deus pode e não pode fazer...
Com o passar do tempo, devido à repetição e à institucionalização, essa novidades vão se tornando uma “verdade” inquestionável. A maioria das vezes é difícil convencer alguém de que algo não está certo dentro daquilo que ela crê. Somente o Espírito Santo pode guiar-nos a toda Verdade. No entanto, deve haver uma busca sincera por parte da pessoa, uma busca desprovida de vaidades humanas e de condicionamentos institucionais.
Com relação às denominações citadas por você, pelo que temos estudado, os batistas creem predominantemente no pré-tribulacionismo, assim como a maioria dos assembleianos. A maioria das igrejas evangélicas tradicionais, consolidadas a partir do século XIX, foi diretamente influenciada pelas doutrinas de John Darby, o qual teorizou o dispensacionalismo naquele século, sistema que dá base ao pré-tribulacionismo. A Bíblia comentada de Scofield também serviu para influenciar muitos líderes.
Não obstante, nos últimos anos muitos têm abandonado essa crença e voltado à crença da Igreja Primitiva. Já os adventistas creem numa espécie de pós-tribulacionismo próprio, já que, ao mesmo tempo em que utilizam a Bíblia, dão credibilidade e valor também às profecias e ensinamentos de Ellen White para sustentar suas crenças.
Esperamos ter respondido a suas questões. Que o Senhor continue lhe guiando a toda a Verdade.
Em Cristo,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Joel
"Olá Jesiel!
Sou leitor assíduo do seu site, e como já disse em outra oportunidade, você tem publicado artigos bem interessantes. Gostaria que você me desse sua opinião sobre o seguinte: o sinal ou marca da Besta, tem a ver com alguma coisa física ou espiritual? Obrigado e fique com o Eterno!"
Joel,
Graça e Paz!
Agradecemos por você ter acessado nosso site e ter entrado em contato conosco.
Com relação ao sinal da besta, cremos que tal sinal tem a ver,
ao mesmo tempo, com coisas físicas e espirituais.
O sinal se relaciona ao aspecto espiritual porque será imposto dentro
de um contexto maligno. Não será apenas uma marca para fazer
parte do sistema financeiro, mas estará dentro de um contexto maior
de adoração e malignidade. A narrativa do Apocalipse une esses
elementos:
“E vi subir da terra outra
besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como
o dragão. E exerce todo o poder da primeira
besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem
a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.
E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista
dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido
que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que
fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para
que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos
os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos
e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua
mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar
ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o
número do seu nome” (Apocalipse 13:11-17).
Em Apocalipse 14:9-10, o terceiro anjo também une esses elementos, ao pronunciar a sentença para quem adorar a besta e receber o seu sinal. Adorar a besta e receber o seu sinal serão coisas entrelaçadas. Cremos que, mesmo quem receber o sinal e não adorar a besta de forma convicta, o fará de forma interesseira, curvando-se ao sistema da besta para poder sobreviver (comprar e vender). Por isso, a marca tem conotações espirituais de desobediência a Deus e de subserviência e adoração a satanás.
No entanto, a marca ou sinal da besta será algo físico também. Nós acreditamos nisso. Será algum tipo de mecanismo ou imagem colocada na mão ou na testa das pessoas que aceitarem as propostas da besta e a finalidade dessa marca, além do aspectos espirituais enganosos que já vimos, será material também, pois estará associada à compra e venda, ou seja, ao sistema financeiro e comercial que impera no mundo.
Esperamos ter respondido de forma satisfatória à pergunta levantada por você. Ficamos aqui a sua disposição. Que o Senhor continue te guiando e abençoando.
Em Cristo,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Vladi
"Paz de Cristo!
Gostaria de saber se você pode me ajudar a entender Mateus 24:36. Eu sei que os escolhidos estarão na grande tribulação, mais não entendo como Mateus 24:36 se encaixa neste evento, sendo que diz que nem o Filho sabe dia e hora, a não ser o Pai. Como Cristo virá após a tribulação, teoricamente saberemos o dia! Espero que você possa me ajudar!
Desde já agradeço!
Paz!"
Vlad,
Graça e Paz!
Obrigado por ler nosso site e entrar em contato conosco. Com relação a sua pergunta, a primeira questão a ser vista é que, quando o Senhor Jesus afirma que “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai”, está referindo-se, obviamente, ao dia de Sua vinda. Sempre devemos entender um texto de acordo com o seu contexto.
Se lermos os versículos anteriores, veremos que esse dia apontado pelo Senhor é um dia pós-tribulacional, pois a ÚNICA vinda mencionada por nosso Senhor em todo o contexto é aquela que Ele descreve momentos antes de falar sobre “dia” e “hora” (Mateus 24:29-31).
Então, ensinar, como o faz o modelo pré-tribulacionista, que a vinda de Mates 24:36 é diferente da vinda de Mateus 24:29-31, é violentar uma regra básica de compreensão e leitura da Palavra, além de tornar desconexa a linha narrativa do Senhor, insinuando que Ele começa a falar de uma vinda diferente da que havia narrado imediatamente antes.
Porém, sua dúvida central se baseia no seguinte raciocínio: Se a vinda de Cristo e o arrebatamento ocorrerão após a tribulação, então, teoricamente, saberemos o dia.
No entanto, se você notar, o Senhor Jesus diz que voltará após os sinais cósmicos do Dia do Senhor (lua e sol escurecendo, estrelas caindo, potências dos céus sendo abaladas). Esses sinais ocorrerão, como mostra o Senhor, imediatamente após a grande tribulação.
O Senhor Jesus nos ensina que Sua vinda só estará “às portas”, ou seja, iminente, após o cumprimento de todos os sinais que Ele mesmo estabeleceu:
“...Quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33)
Então, não há como saber o DIA e a HORA exata da vinda do Senhor, pois ela ocorrerá num momento desconhecido logo após a grande tribulação e dos sinais do Dia do Senhor. É como se alguém dissesse a você: Olha, eu vou te visitar logo após o final do ano... Você não saberá se essa pessoa vai aparecer em sua casa no dia 1º de janeiro, no dia 15 ou no dia 31... Muito menos, você saberá a hora exata... É mais ou menos assim que devemos posicionar-nos enquanto à vinda do Senhor. Sabemos que ela ocorrerá logo após a grande tribulação e dos sinais cósmicos (Mateus 24:29), mas não sabemos dia e hora.
O propósito da revelação profética é que saibamos, entre outras coisas, o tempo certo da volta de Cristo e os sinais que ocorrerão antes dessa vinda, para que não sejamos enganados (Mateus 24:4). Apenas não sabemos o dia e hora, pois essa vinda ocorrerá qualquer dia e hora logo após a grande tribulação.
Esperamos ter esclarecido sua dúvida. Se ela ainda persiste, pode mandar suas questões para que possamos continuar esse diálogo. Porém, o mais importante é que você busque confirmação no próprio Espírito Santo, o qual te guiará a toda a Verdade.
Em Cristo,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Eduardo,
"Olá Jesiel, a paz do Senhor. Há hoje,
principalmente na internet, muitas informações
sobre a existência de grupos "secretos" como os Illuminati,
os Billderberg, FEMA, entre outros. Fala-se muito sobre os planos deles de
causarem a diminuição populacional e criarem uma Nova Ordem Mundial
super-controlada, dando ao final o poder a um líder único, o
anticristo.
Muitas pessoas riem disso tudo e dizem que não passam de teorias de
conspiração, inclusive pastores e lideres de respeitadas denominações
evangélicas procuram desacreditar tais informações.
Fico preocupado com isso tudo, as vezes sem saber em quem acreditar. Tenho
certo receio com pastores que negam tudo isso, pois fala-se que há muitos
pastores maçons e muitas denominações são instituições
humanas capazes de serem corrompidas e levadas a participar da ordem das coisas.
Por outro lado, tento não ficar "panicado" achando demônio
em tudo e caçando bruxas em todo lugar, pois alguns exageram.
Acho que o anticristo não vai surgir do nada, acho que alguma preparação
deve ocorrer no mundo para seu surgimento. Obviamente há as potestades
referidas por Paulo que atuam nas regiões celestes. Mas, no plano terrestre
tem que haver uma atuação também, não tem?
Me corrija se eu estiver errado, mas acho que algumas passagens bíblicas
podem carregar em si implícitas a existência de uma elite aristocrática,
no final, trabalhando por isso. Veja:
"Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas" (Salmos 2: 1 - 3)
"E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeça s e dez chifres (…) E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta" (Apocalipse 17: 3, 12 e 13)
Esses textos não nos revelariam que é provável um certo complô político internacional no fim dos tempos para levar o mundo ao governo do anticristo? Assim, os que tem estudado e revelado a existência de tais grupos "secretos" na elite mundial não estariam delirando, não é? Não seriam todos paranóicos ao final. Bom, Jesiel, o que você acha?
Mais uma pequena dúvida: Paulo diz que "já o mistério da injustiça opera". Isso ele quis dizer já a partir daqueles dias? E o que seria esse mistério da injustiça? Algo em especial? Quanto ao que o detém, embora haja controvérsias, me parece convincente a opinião de que seja Miguel, correto? Mas, o que seria o mistério da injustiça já em operação?"
Eduardo,
Graça e Paz!
Seus questionamentos são muito importantes. Creio que a Palavra chave nessa questão é EQUILÍBRIO.
De um lado, não podemos acreditar em tudo o que é divulgado na internet e em outros meios de comunicação sobre conspirações, planos secretos, sociedades ocultas, etc. Diante de todas essas informações, o que podemos fazer é analisar uma a uma usando o discernimento espiritual e ver até aonde cada uma delas é verídica, sem nenhum tipo de ansiedade, medo ou inquietação, pois o Senhor está no controle de nossas vidas. Uma coisa é acreditar e outra é pesquisar. São duas coisas diferentes. Mesmo assim, não podemos substituir a leitura, meditação na Palavra, oração, pelo estudo desses fatos e teorias. Então, devemos seguir o conselho de Paulo, examinar tudo e reter o que é proveitoso.
Por outro lado, não podemos também acreditar em tudo o que o
poder oficial diz, pois sabemos muitos bem que eles ocultam e distorcem informações.
Não podemos crer naqueles que dizem: “Está tudo normal, não
há motivos para ocupar-se com isso”, “Nada vai mudar”, “Esqueça
essas coisas de profecias porque você não estará aqui para
viver”, etc, etc. Todas essas vozes estão se levantando contra a própria
Palavra, que nos insta a ter uma constante atitude de vigilância em relação às
profecias (Mateus 24:33, Mateus 24:43-44, Tiago 5:7, Lucas 21:28)
Temos que acreditar sim na Palavra de Deus, a qual nos dá todas as diretrizes
e informações para que possamos viver em todas as áreas,
inclusive na área profética.
Como fica claramente revelado na Bíblia, há um sistema humano
de governo e poder que chegará ao seu clímax do período
tribulacional, onde será aclamado pela grande maioria (Apocalipse 13:4).
Esse governo será fruto do “mesmo intento” (propósito, plano)
dos principais governantes da época (Apocalipse 17:12-13). Esse clímax
do poder humano terá como líder o anticristo. Como você aponta,
há um “mistério da injustiça (iniquidade)”. De acordo
com o contexto apontado por Paulo, esse mistério é o que está por
trás da chegada do sistema do anticristo, “Cuja vinda é segundo
a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios
de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem” (II
Tessalonicenses 2:9-10).
Então, devemos estar apercebidos contra esses sinais e prodígios
de mentira. As hostes satânicas têm um grande poder de engano. Podem
semear falsas informações, criar “datas” que não se cumprem
só para que o ceticismo das pessoas em relação às
profecias bíblicas aumente, podem desviar a atenção do
que é realmente importante para ser observado...
Também, convém ressaltar que a maioria das teorias conspiratórias
surge na cabeça de pessoas que têm um alto grau de criatividade,
imaginação ou, em alguns casos, de desvios perceptivos, mas que
não passa disso: Histórias fictícias.
Porém, isso não nega a verdade que existe sim uma conspiração
maligna para elevar ao poder mundial o anticristo e fazer com que as pessoas
blasfemem o nome do Senhor adorando a besta. Quem não acreditar nisso
estará caminhando na contramão da revelação bíblica.
Sem dúvidas, há um grupo de pessoas influenciadas direta ou indiretamente
pelas hostes malignas, que já está trabalhando há algum
tempo para a implantação do sistema da besta. Da mesma forma
que pessoas são guiadas e influenciadas pelo Espírito Santo,
pessoas são guiadas e influenciadas por espíritos enganadores
da maldade.
Então, devemos estar atentos a tudo o que está ocorrendo, sabendo
filtrar o que é verdade e o que é ilusão, o que é informação
verdadeira e o que não é. Isso, sem nenhum tipo de ansiedade
ou apreensão, pois nada e ninguém poderá nos separar do
amor de Cristo (Romanos 8:35-39). Porém, estar em Cristo significa também
crer em Sua Palavra e viver de acordo com a Sua Palavra.
Tenho a mais absoluta certeza que várias “teorias da conspiração”
são apenas contra-informações criadas ou influenciadas
por esse seres malignos para ludibriar as pessoas e fazer com que até mesmo
servos do Senhor desviem sua atenção do que realmente merece
atenção. Porém, isso não quer dizer que não
há conspirações. A maior de todas as conspirações
malignas e que engloba todas as outras é o mistério da injustiça,
a qual, como já foi exposto “é segundo a eficácia de Satanás,
com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano
da injustiça para os que perecem” e já opera há algum
tempo. A sua manifestação total sobre a Terra está condicionada
apenas à retirada, em determinado momento, daquilo que detém
essa manifestação (II Tessalonicenses 2:5-7).
Crer em tudo o que é noticiado, dando crédito aos infindáveis
boatos, fofocas e hoax que povoam os meios de comunicação, torna-se
um grande erro. Desacreditar de tudo também é um grave erro.
Ver conspiração maligna em tudo é um erro. Fechar os olhos
para o que está ocorrendo e dizer que tudo está “normal” é um
erro também. Viver num constante estado de tensão, paranóia
e ansiedade é totalmente contrário à vida cristã.
Viver desapercebido, desatento, anestesiado e conformado com este mundo também é radicalmente
contrário à Verdade do Evangelho de Jesus.
Entendo que devemos acreditar na Palavra e observar cada
sinal, fazendo-o passar pelo crivo e pela “peneira” da
Palavra da
Verdade. O Senhor
Jesus nos ensina
a estarmos apercebidos (Mateus 24:44). Ele nos diz: “Acautelai-vos,
que ninguém
vos engane” (Mateus 24:4). Ora, para que eu tenha cautela com o fim de não
ser enganado devo estar atento às Palavras Dele e observar, através
dos acontecimentos, o Seu cumprimento nos meus dias. Equilíbrio é a
palavra chave. Um e outro extremos são perigosos.
Que o Senhor nos conduza a toda a Verdade. Enquanto mais
se aproxima o dia da volta Dele, mais o engano se propagará e mais a iniquidade se multiplicará.
Quem não estiver alicerçado na Palavra da Verdade e em comunhão
com o Espírito da Verdade será enganado de uma ou de outra forma:
Ou acreditando no que não deveria acreditar ou por ter acreditado que
nada ocorreria...
Maranata,
PROJETO
ÔMEGA
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Pergunta enviada pela leitora Suzana
"Querido irmão, tenho vivido um dilema. Sou da área empresarial e o que vemos nos cursos de atualização é a necessidade da corporação ser sustentável. Sei que a economia é direcionada ao reinado do anticristo. Aí vem minha dúvida. Como profissional, não posso me posicionar contra essa "sustentabilidade". O que fazer?
Outra coisa. Mesmo como ser humana, eu economizo água, não jogo
lixo nas ruas e tenho digamos "ações ecologicamente corretas".
Agindo assim, estou a contribuir com o reinado do Impostor???"
Suzana,
Graça e Paz!
Referente a sua pergunta, você precisa saber que, quando a Bíblia
fala de "mundo", está se referindo a dois conceitos: mundo
físico, que é a natureza criada pelo Senhor e mundo sistema,
que é a conjunção de poderes humanos, governos, pensamentos
e padrões. O problema é que o português não é tão
rico como o grego. No grego, o mundo criado (natureza, planeta) é KOSMOS.
Já o mundo sistema (governos, atitudes e padrões humanos) é AEON.
Então, compreendendo essa diferença você ficará tranquila
enquanto ao seu proceder. É perfeitamente lícito e até um
dever cuidar e amar a criação de Deus. Também tentamos
ao máximo não poluir o planeta, não sujar, não
gastar água além da conta, etc, etc. Se valorizamos a criação
de Deus (mundo KOSMOS), então deveremos ter essa atitude. O Apocalipse
revela que o juízo do Senhor virá também sobre aqueles
que destroem a Terra (Apocalipse 11:18). Então, mesmo sabendo que a
natureza está sofrendo e sofrerá com os juízos divinos,
devemos ter sempre uma atitude responsável e agradecida diante dela,
pois ela foi criada por nosso Deus.
Por outro lado, nossa oposição deve ser contra o mundo AEON,
o sistema de valores, as influências, as tentações, os
padrões humanos, etc. Não devemos conformarmos com esse mundo
(Romanos 12:1-2).
É óbvio que algumas vezes o inimigo usa o respeito pela natureza para disseminar
de forma sorrateira os valores malignos do mundo AEON. Porém, se estivermos
em Cristo, saberemos discernir a diferença. Há uma grande diferença
entre ser ECOLOGICAMENTE CORRETO e ESPIRITUALMENTE CONSCIENTE. O primeiro irá reverenciar
e respeitar a natureza seguindo a cartilha e o padrão de pensamento deste
sistema, que é maligno e enganador. O segundo irá respeitar a natureza
como prova de amor e louvar ao Criador dela, que é o Senhor Deus.
Espero que tenhamos esclarecido sua dúvida. Ficamos a sua disposição
para continuar essa comunhão.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por uma leitora
“Olá, estive lendo o texto "A IGREJA NA TRIBULAÇÃO" e existe uma parte em que é dito:
"A exemplo de José, que divinamente orientado por Deus e exercendo o seu dom de sabedoria, estocou provisões para sua sobrevivência em tempos difíceis, nós devemos, se formos conseqüentes com aquilo que afirmamos e cremos, fazer o mesmo, tanto no aspecto espiritual quanto no âmbito material."
"A Igreja será protegida sobrenaturalmente em meio à tribulação."
E mais abaixo:
“Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças; subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.
A minha questão é: Porque temos que guardar provisões para os tempos difíceis, se no tempo em que Moisés passou 40 anos no deserto, Deus providenciou o maná para que não morressem de fome? Jesus disse que tudo o que pedirmos em seu nome ele o fará, segundo a Sua Vontade. Acho que é um pouco contraditório para mim guardar alimentos para esse período, já que Deus supre todas as nossas necessidades.
Se fosse realmente importante guardarmos provisões durante a tribulação, não estaria escrito na bíblia que o deveríamos fazer? Que testemunho dou as outras pessoas que evangelizo se guardar comida para os tempos difíceis ? Não dirá : Para que guardas comida? Então Deus não pode todas as coisas? Vocês têm feito um excelente trabalho! Deus esteja convosco! Glória a Deus!”
Leitora,
Graça e Paz!
Agradecemos ao Senhor pela sua vida e a você por ler o nosso site. A pergunta levantada por você, à luz da lógica humana, tem toda razão de ser elaborada. Humanamente, é uma contradição dizer que o Senhor irá suprir as nossas necessidades e, ao mesmo tempo, insinuar que devemos, no momento certo, estocar elementos que poderão ser úteis para a nossa sobrevivência... Isso, quando apenas analisado pela lógica humana.
Gostaria de refletir com você a respeito de como se dá o suprimento
divino. Às vezes, o Senhor age de forma sobrenatural, além de
todas as regras físicas que regem o nosso universo. Então, Ele
faz surgir água da rocha, faz com que o mar se divida em dois, faz com
que caia maná e aves dos céus, faz com que doenças sejam
curadas, com que pessoas sejam transportadas de lugar, que mortos sejam ressuscitados,
exércitos gigantescos sejam vencidos, etc, etc. Tudo isso e muito mais
está registrado na Palavra. Para Ele não há impossíveis!
Porém, ao mesmo tempo, Ele, em Sua soberania, às vezes, escolhe
agir através
de nós. Isso é bíblico e não pode ser negado. Quando
isso ocorre, se estamos em Cristo, não seremos nós quem faremos,
mas Ele em nós e através de nós.
Quando Maria e João
tiveram que fugir com o pequeno Jesus para o Egito, Deus supriu essa proteção
para eles utilizando os próprios pais para tal. O Senhor poderia muito
bem estender uma capa protetora sobre aquela família ali mesmo, tornando-a
invisível para os soldados de Herodes, ou poderia tê-los transportado
sobrenaturalmente para outro local geográfico, como fez com Felipe (Atos
8:39). Mas Ele escolheu assim e Ele é soberano. Quem somos nós
para determinar como ele agirá?
Em Mateus 24:16, o Senhor insta aos judeus que estiverem na Judéia na época
da abominação desoladora a que fujam para os montes.
Poderia o Senhor transportá-los de forma sobrenatural? É claro!
No entanto, há ocasiões e casos em que Ele quer agir através
de pessoas. Ele agiu através de Faraó, de Nabucodonosor, de Ciro,
etc, para, em determinados momentos, trazer suprimento material para Seu povo
(Israel),
então, por que não agiria através de Seu próprio
povo (Igreja), no sentido de ter como reserva alguns elementos úteis
para sobrevivência num caso de desabastecimento geral e planetário? Logo,
biblicamente, uma coisa não invalida a outra.
Os irmãos dos primeiros três séculos, apesar de serem instrumentos
de milagres, do poder do Espírito de Deus e de um grande crescimento da Igreja,
não
foram poupados pelo Senhor de ter que se esconder em cemitérios subterrâneos
abandonados (catacumbas), nem de viverem nesses verdadeiros labirintos escuros
e mal-cheirosos anos e até décadas a fio. Perguntamos, Deus podia
livrá-los desse ambiente e do martírio que comumente sofriam
quando eram pegos? Sim! Mas, em Sua infinita sabedoria e soberania não
o fez. E ponto final.
Então, quanto entendemos esse paradoxo para o raciocínio humano,
que nos mostra um Deus soberano, que pode agir sozinho de forma sobrenatural,
mas que em determinadas ocasiões escolhe agir a través das ações
humanas e que ama agir através da Igreja, entenderemos por que haverá um
suprimento sobrenatural para a Igreja durante a tribulação e
porque, ao mesmo tempo, isso não nos impede de ter alimentos e remédios
estocados! Através desse entendimento também sabemos que haverá irmãos
que serão protegidos de forma gloriosa e sobrenatural e outros que serão
decapitados pela besta. Isso é soberania de Deus.
Uma passagem que nos mostra bem essa questão está em Mateus 6:25-34, quando o Senhor Jesus fala sobre a solicitude da vida e o suprimento que Deus dará a quem buscar primeiramente o reino:
"Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6:25-34).
Veja bem. O Senhor Jesus diz que o Pai conhece as nossas necessidades e que todas as coisas concernentes a nossas necessidades individuais (comer, beber, vestir-se), seriam acrescentadas por Ele. Na Palavra, vemos casos em que isso se deu de forma sobrenatural, por exemplo, quando o Senhor multiplicou pães e peixes. Mas vemos também casos em que o Senhor supriu através do trabalho humano, por exemplo, quando os discípulos colheram espigas (Mateus 12:1), quando foram comprar comida na cidade (João 4:8) e trabalhar (Atos 18:1-3).
A Graça de Deus é multiforme (I Pedro 4:10) e só Ele pode determinar a as formas que essa Graça se manifestará. Nós não temos tal autoridade. A mesma Palavra que nos insta a vivermos despreocupados com que haveremos de comer, vestir, ou beber, nos insta a trabalhar para ter o que comer, vestir e beber, não colocando no trabalho a nossa confiança, mas como uma benção concedida pelo Senhor para prover o que precisamos:
"E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado" (I Tessalonicenses 4:11)
Nossa confiança NÃO deve estar em nossa capacidade, mas na provisão do Senhor. Isso não nos impede de fazer o que estiver ao nosso alcance, sabendo que, mesmo quando fazemos aquilo que está ao nosso alcance, Ele está agindo em nós através de Sua Graça, que se expressa na saúde, inteligência, oportunidades, trabalho, capacidade de guardar alimentos, etc!
Quando entendemos a Verdade do Evangelho que mostra Deus agindo em nós
e através de nós, toda a preocupação levantada
em sua pergunta, que na verdade traz implícita uma separação
entre o que Deus faz e a Sua Igreja faz (separação que não
existe), se desvanece.
O Senhor nos deu capacidade, trabalho e conhecimento das profecias para que
estejamos cientes do que vai ocorrer. Ter a benção da capacidade
de trabalhar e de efetuar o que for preciso para a nossa sobrevivência
diária, e simplesmente cruzar os braços, esperando uma ação
sobrenatural, é um comportamento que não traduz o Espírito
do Evangelho.
Quando o Senhor quiser agir de forma sobrenatural, Ele o fará e sempre
será num momento em que realmente precisaremos. Não
tenho dúvidas
que, durante a tribulação, Ele nos protegerá e suprirá de
forma sobrenatural, pois a tribulação não poderá ser
atravessada de forma vitoriosa através das capacidades humanas. Porém,
enquanto estiver ao nosso alcance, vamos fazer aquilo que está em nossas
mãos para fazer, sabendo que, até mesmo o que nossas mãos
fazem, vem da Graça Dele, pois Ele vive em nós, sempre fazendo
isso sem “pré-ocupação”, mas com “o-cupação”.
Espero que você tenha entendido a nossa posição a respeito e esperamos que essa questão possa ser refletida. Agora, falando de forma genérica, temos lido vários questionamentos a respeito. Alguns chegam ao cúmulo de afirmar que, por crerem que o rapto secreto ocorrerá antes da tribulação, então estarão isentos de qualquer grande dificuldade ou aflição mundial e que o cristãos não pode sofrer perseguição ou tribulação.
Sabemos que é muito difícil para pessoas que foram ensinadas anos a fio no pré-tribulacionismo, tomar atitudes de preparação para o período tribulacional que se aproxima ou até mesmo para um período de grande aflição que anteceda a tribulação em si. Quando somamos a isso a idéia de “intocabilidade” do cristão disseminada nos modernos ensinamentos prosperacionistas e positivistas das últimas décadas, vemos quão árdua é a nossa missão de alertar a todos. Mesmo assim, fica aqui o nosso amoroso alerta. Não apenas aqui, mas em todo o conteúdo deste site.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pela leitora Luciana
"Olá, tenho acompanhado o site de vocês e fiquei um pouco preocupada com a última atualização falando sobre um grave colapso financeiro que deve acontecer no meio do ano. Gostaria de saber sobre as fontes dessa informação e se realmente devemos nos preparar com estoques de alimentos e água. Sempre fico preocupada com datas estipuladas e gostaria de me preparar para o caso disso realmente acontecer, porque pelas notícias que tenho lido, dá a entender que a economia americana está se recuperando. Atentamente, Luciana"
Luciana,
Graça e Paz!
Obrigado por compartilhar conosco suas dúvidas. Em relação
ao que poderá acontecer no âmbito financeiro em meados do ano,
essa é uma possibilidade que devemos considerar,
em função
das várias revelações que irmãos têm recebido
em diferentes locais do mundo e da análise técnica de muitos especialistas
que não têm compromisso com as grandes corporações
financeiras.
Porém, devemos esperar com muita cautela para ver o que realmente ocorrerá nessa
data. Do que temos absoluta certeza, baseados na fé que temos na Palavra
do Senhor Jesus, é que horrendas coisas ocorrerão antes de Sua
gloriosa volta e que um sistema maligno abrangendo a parte financeira e comercial
será implantado no mundo (Apocalipse 13:16-18). Dessa crença
nós não podemos abrir mão, porque é revelação
da Palavra.
Então, em relação a esse possível colapso que poderá ocorrer
em meados do ano, recomendamos muita atenção, acompanhamento e cautela. Em relação ao cumprimento das profecias bíblicas,
recomendamos fé e esperança inabaláveis.
Sobre a questão de estocar alimentos e outros objetos de utilidade vital,
temos recebido muitas perguntas a respeito e respondido a todas elas da seguinte
forma: Cremos que é altamente recomendável,
não apenas
considerando o possível colapso de meados de ano, que pode ocorrer
ou não, mas considerando todo o contexto profético, ter sempre
uma quantidade boa de alimentos estocados, pois esse sistema no qual vivemos,
seja
em junho, julho, agosto, ou daqui a um ano, dois anos, ou mais, vai ruir, para
que o governo da besta assuma. É uma questão de tempo e, pelos
sinais, cremos que está próximo.
Então, manter essa constante atitude de preparação, tendo e renovando continuamente esse estoque, é uma reação lógica à fé que temos nas profecias bíblicas. Caso nada de grave ocorra em meados deste ano, ter um bom estoque não fará mal a ninguém (...). Pelo contrário, se houver esse desequilíbrio e caos financeiro, e isso afete de forma mais ou menos forte nosso país, aqueles que não tiverem um boa reserva e que estejam apenas à mercê do sistema bancário, do comércio normal e doque o governo possa fazer por eles, poderão passar por péssimas situações e tornar-se facilmente manipuláveis.
Mas, repetimos: Em função do que estamos observando, mesmo esse
colpaso financeiro não
ocorrendo de forma contundente em meados deste ano, sempre será bom
ter esse estoque, pois estamos às portas do cumprimento final das profecias.
Uma
outra coisa que julgamos importante destacar é que ter um estoque
de alimentos, água e elementos úteis à sobrevivência,
apenas são recursos humanos para enfrentar uma situação
adversa extrema. Mas, nossa esperança não deve estar
nisso. No
período em que já estamos vivendo, e mais ainda no que se aproxima,
vamos depender do Senhor e Sua proteção sobrenatural para sobreviver.
Muitos irmãos irão falecer por causa da perseguição
e das catástrofes. Mas todos os que estiverem em Cristo, sejam vivos
ou mortos, reinarão com Ele, em corpos glorificados, para todo o sempre! Essa
é a nossa bem-aventurada esperança.
Sei que nossas palavras não são muito agradáveis aos ouvidos
humanos, os quais gostam de ouvir sobre coisas prazerosas, sobre prosperidade,
sobre bem-estar, sobre dinheiro no bolso e no banco, sobre um bom e seguro
emprego, lazer, diversão, etc... Mas, isso é que temos para compartilhar
com todos. Essa é a
Verdade que seguimos.
Esperamos ter
explicado de forma satisfatória a nossa posição
a respeito. Ficamos a sua inteira disposição para o que estiver
ao nosso alcance. O Senhor continue te abençoando e guardando!
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Gilmar
"Pode-se crer que haja uma conspiração para matar uma parte da
população? Vacina realmente pode matar? Obrigado"
Gilmar,
Graça e Paz!
Obrigado por acessar o nosso site. Referente a sua primeira pergunta, podemos afirmar que sim. Os mesmos espíritos malignos que influenciaram e usaram líderes como Hitler, Nero e tantos outros, são aqueles que estão trabalhando para que o anticristo governe sobre o mundo. Logo, desses seres podemos esperar todo tipo de mal, inclusive o propósito de reduzir drasticamente a população mundial. Não temos provas de que isso está sendo planejado ou que vai ocorrer antes da tribulação, mas cremos que é bem possível sim. O que fica claríssimo na Palavra é que, no período tribulacional, a parte da população que não aceitar o sinal da besta nem adorar a imagem da besta será perseguida com o propósito de ser exterminada (Apocalipse 13:15, Apocalipse 20:4)
Diante dessa possibilidade, fica aqui nossa mensagem. Quem está em Cristo é uma
nova criatura. Nossa esperança está em Jesus Cristo e nada pode
abalar-nos. Se morrermos, somos Dele. Se vivermos, continuamos sendo Dele (Romanos
14:8). A Palavra diz que o anjo do Senhor acampa-se ao nosso redor e nos livra
(Salmos 34:7). O Senhor nos protege de todo mal, mesmo quando morremos em decorrência
de algum evento qualquer. Isso pode parecer paradoxal, mas quando é entendido
espiritualmente faz todo sentido. Para Deus, aqueles que são de Cristo,
mesmo mortos, estão vivos, pois os que estão em Cristo já venceram
a morte. Nós, enquanto humanos, tendemos a ver as coisas de forma muito
limitada, associando somente "vida" aos poucos anos que permanecemos
neste corpo corruptível. Porém, para quem nasceu de novo em Cristo,
a vida é eterna e há promessa de um novo e incorruptível
corpo.
Com relação à vacina, o que cremos é que ninguém
pode ser obrigado a tomar uma vacina. Cada um deve ter todos os dados a sua
disposição para fazer sua escolha pessoal e vacinar-se ou não.
No caso da vacina contra o H1N1, que talvez seja o motivo de sua pergunta,
temos visto alguns indícios que são, no mínimo, bem estranhos
e que nos fazem duvidar de seus reais propósitos.
A questão é que, nos tempos em que estamos vivendo, devemos estar atentos a tudo, pois a iniqüidade está se multiplicando de forma exponencial. Cada vez mais, o discernimento espiritual se faz mais necessário para que possamos tomar decisões. Ore ao Senhor e tome a sua decisão. Não podemos dizer "tome" ou "não tome" a vacina, pois não temos elementos suficientes nem autoridade para afirmar uma coisa ou a outra, mas podemos dizer que há elementos estranhos rodando toda essa história, desde o início do surto até agora e é vital que estudemos detalhadamente todos esses elementos.
Que o Senhor continue te abençoando. Ficamos a sua disposição
para o que estiver ao nosso alcance.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pela leitora Luciana
"Segundo últimas notícias, os EUA e a ONU deram um prazo de 24 meses para que haja um entendimento entre Israel e o povo palestino e para a formação do Estado Palestino. Vocês crêem que vai haver um acordo de paz antes do final deste prazo e o anticristo irá mediar esse acordo, ou vai ocorrer um grande conflito?"
Luciana,
Graça e Paz!
Em primeiro lugar, agradecemos por você acessar o nosso site. No dia
02/04/10, o primeiro ministro da Autoridade Nacional Palestina, Salam Fayyad,
também
colocou 2011 como o ano da criação do Estado Palestino...
Diante de sua pegunta, cremos que é prudente trabalhar com as duas opções.
Porém, pessoalmente cremos que possa haver um rápido e profundo
conflito antes do tratado de paz, provavelmente envolvendo o Irã também.
Esse tratado de paz, feito entre Israel e palestinos, selando a instauração
do Estado Palestino, tem tudo para ser o momento inicial da tribulação
de 7 anos (Daniel 9:27) e a condição prévia para a invasão
de Gog.
O importante é estarmos atentos a essas possibilidades e sei que você está,
graças a Deus. Que o Senhor continue te abençoando. Vamos continuar
vigiando e orando!
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Guilherme
"Meu querido, sou assíduo leitor de seus artigos e até divulgador deste site, o qual considero vital para todos aqueles que realmente temem ao SENHOR e esperam a Sua vinda no fim. Gostaria de fazer uma pergunta a respeito da noiva do Cordeiro. Quem é a Noiva? É a Igreja, é Israel, são ambos ou é a Nova Jerusalém, conforme Apocalipse 21:9?
Creio que se considerarmos o texto de Apocalipse 21, então a Igreja
não pode ser a Noiva. Por favor me esclareça essa dúvida.
Não seria esse um outro engano que foi tomado como verdade no meio da
Igreja?"
Guilherme,
Graça e Paz!
Cremos que a noiva de Cristo é tudo aquilo que lhe está prometido pelo Pai. Sabemos que o Senhor Jesus, em comunhão com o Pai, reinará plenamente sobre toda a criação e que os inimigos do Criador serão derrotados, julgados e condenados para sempre (Apocalipse 20:10-15-I Coríntios 15:23-28). É nesse contexto espiritual, da relação entre o Filho e Seu reinado eterno sobre as coisas restauradas, que devemos entender os termos "noiva" e "esposa". É bom salientar que no textus receptus, a exemplo da versão bíblica Almeida Corrigida e Fiel, não aparece o termo "noiva" em Apocalipse 21:2 e Apocalipse 21:9, quando é descrita a Nova Jerusalém, mas sim "esposa" e "mulher do Cordeiro":
"E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa (nymphe) ataviada para o seu marido" (Apocalipse 21:2).
"E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa (nymphe), a mulher (gyne) do Cordeiro" (Apocalipse 21:9)
O termo nymphe pode ser traduzido por mulher prometida, noiva, mulher recém
casada, jovem esposa, mulher jovem e até mesmo nora. É aplicado
nas passagens de Mateus 10:35, Lucas 12:53, João 3:29, Apocalipse 18:23,
Apocalipse 21:2, Apocalipse 21:9 e Apocalipse 22:17.
Já o termo gyne é aplicado a uma mulher de qualquer idade, mas
também a uma esposa ou uma mulher que está preste a se casar.
Esse termo é aplicado na maioria das passagens que se referem à mulher,
inclusive a de Efésios 5:22:33, onde Paulo faz um paralelo entre a relação
entre esposo e esposa e Cristo e a Igreja.
Devemos ter sempre em mente que no mundo espiritual e no mundo físico
as coisas ocorrem em tempos diferentes. Se no mundo espiritual a Igreja é esposa
de Cristo, é uma com Ele, fazendo parte de Seu Corpo já a partir
de Seu sacrifício na cruz (Efésios 5:29-30), no mundo físico,
quando estaremos para sempre com o Senhor reinando e governando com Ele,
as bodas selarão essa união e simbolizarão o eterno
relacionamento que o Senhor terá com os Seus em Seu eterno reino (Lucas
22:17-18, Apocalipse 19:7).
Nesse contexto, toda essa discussão a respeito de quem é a noiva de Cristo perde um pouco o sentido, quando olhamos sob essa ótica abrangente. Alguns chegam ao ponto de afirmar que a noiva de Cristo é uma espécie de "elite" dentro da Igreja... Essa e outras concepções errôneas surgem quando não se entende que todas as coisas convergem para Cristo. Os salvos são de Cristo e entre Jesus e a Igreja há uma relação de comunhão perfeita, comparada por Paulo ao casamento (Efésios 5:22-33). Cremos que, no aspecto espiritual, já não há mais diferenças entre Israel e Igreja. Todos os que crerem e nascerem de novo, não importando se são gentios ou judeus, pertencem à Igreja. É óbvio que o Senhor tem planos específicos para a nação israelense, porém cremos que esse plano se dá dentro do Corpo instituído por Cristo através da manifestação da Graça de Deus na cruz.
Por último, a Nova Jerusalém, uma cidade celestial que descerá à Terra
restaurada após o Milênio, será a morada do Pai e do Cordeiro
(Apocalipse 21:22) e nela habitarão todos os que nasceram de novo e
estão inscritos no livro da vida (Apocalipse 21:27).
Logo, cremos que a noiva de Cristo se refere a tudo aquilo que está relacionado
ao tempo em que todas as promessas serão concretizadas em Cristo e a
paz, justiça e harmonia reinarem eternamente na criação.
Então, entendemos que o termo "noiva" ou "esposa" engloba
a Igreja, Israel, Nova Jerusalém e tudo aquilo que fizer parte do reinado
eterno do Senhor e do Pai.
No entanto, cremos que esse é um mistério que está além de nossa total compreensão. Apenas quando o Senhor se manifestar saberemos qual a profundidade dessa revelação do amor de Jesus Cristo pela Igreja e todas as implicações do que significa a Nova Jerusalém. O apóstolo Paulo, quando mencionou a relação entre Cristo e a Igreja, fez a seguinte afirmação:
"Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" (Efésios 5:32)
Esperamos ter esclarecido alguma coisa pra você. Ficamos a sua disposição, pedindo que o Senhor continue te abençoando e guiando.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Alfredo
Olá amigo!
Gostaria de saber sua opinião e a dos demais irmãos sobre quando vocês crêem que teríamos que começar a estocar alimentos. Quanto antes se fizer uma conserva, por exemplo, ela perde a sua validez. Qual é a possível notícia que nos dirá que a conta regressiva de 7 anos já começou? E sobre pagar adiantado o IPTU, vocês crêem que servirá de algo para não perder a casa?
Seria bom aprender sobre remédios caseiros, primeiros socorros, fabricação
de barracas, purificação de água, etc. E esta dúvida:
Quando o iníquo se manifestar, teremos que continuar evangelizando ou
parar de evangelizar? Nossos antigos irmãos se escondiam dos romanos
utilizando como símbolo o peixe, que eram utilizadas pelos adoradores
de Dagom, será que medidas similares poderão ser tomadas por
nós? Ou teremos que ir como ovelhas ao matadouro ????
Seguir reunindo-se para para adorar ao Senhor, seguirá tendo algum sentido
ou só servirá para que nos localizem de forma mais fácil?
Será melhor reunir-se em família?
Será que Deus nos revelará todo isso ou deixará a nosso
critério e interpretação das Escrituras?
Tudo isso é muito sub-real... Deus nos abençoe e proteja. Jesus
vive, aleluia.
Alfredo,
Graça e Paz!
Você fez perguntas muito interessantes e pragmáticas. Vamos tentar respondê-las em ordem:
1. Cremos que o período tribulacional de 7 anos começará quando seja firmado um tratado de paz de grandes proporções através da direção do anticristo (Daniel 9:27). Não sabemos se esse tratado será informado publicamente ou se será secreto. A marca da besta começará a ser obrigatoriamente implantada a partir da metade dessa tribulação, ou seja, nos últimos 3 anos e meio (Apocalipse 13:5, Apocalipse 13:16-18).
Como o tratado pode ser firmado de forma oculta, devemos estar atentos
a outros sinais, como a consolidação dos 10 chifres, a invasão
de Gog a Israel (cremos que essa invasão sucederá no início
da tribulação) ou a uma possível reconstrução
do templo em Jerusalém com o início das cerimonias judaicas nele.
Porém, além de estarmos atentos a esses acontecimentos futuros,
devemos ir acompanhando os atuais e pedir ao Senhor que sempre nos guie a toda
a Verdade, pois os acontecimentos atuais podem nos dar uma idéia de
quanto tempo falta para que se cumpram todas as coisas. Por exemplo, pode ser
que ANTES da marca da besta, seja implantado em todos os países, ou
em alguns países, formas de identificação pessoal que
possibilitem a localização e monitoramento imediato da pessoa.
Nesse caso, não recomendaríamos a ninguém que receba esse
tipo de identificação, mesmo não sendo a marca.
Então, é muito arriscado fixar uma data para que comecemos a
estocar alimentos. Somente a seqüência dos acontecimentos e o discernimento
espiritual nos dirão quando começar. Cremos que ainda não é necessário
fazer isso pensando no período tribulacional. Agora, sempre será muito
recomendável ter alguns estoques. Estamos vivendo tempos muito difíceis,
mesmo sem ter entrado ainda na tribulação. Há possibilidades
de catástrofes e de grandes crises financeiras mundiais que podem ocorrer
a qualquer momento.
Para que os 10 chifres surjam e seja implantado o sistema da besta, o atual sistema tem que cair. Isso certamente gerará grandes repercussões na economia mundial. Por isso, sempre que possível, é bom ter algúm tipo de estoque já neste tempo, ANTES da tribulação, como uma opção. Contudo, DURANTE a tribulação não haverá opção: Ou a pessoa aceita a marca da besta e adora ao anticristo, ou ficará fora de todo abastecimento e transação financeira. Aí sim, será imprescindível ter algum tipo de estoque.
2. Sobre pagar adiantado o IPTU e outros impostos, creio que não trará maiores diferenças. Aconselho que você continue pagando seu IPTU anualmente, como está fixado na lei. No momento em que as coisas começarem a ocorrer, o Espírito Santo te fará saber sobre a decisão de continuar em casa ou não.
É
muito possível que todo o sistema de tributação, taxas
e impostos sofra mudanças. Então, não aconselho que você pague
antecipadamente o IPTU, a menos que você queira fazê-lo.
3. Certamente seria muito bom aprender sobre remédios caseiros, primeiros socorros, fabricação de barracas, purificação da água, técnicas de sobrevivência e tudo quanto está relacionado a isso. Essas são informações muito importantes e, se o Senhor nos permite, vamos continuar escrevendo artigos sobre isso. Sabemos que o anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra. O Espírito Santo estará conosco até nos momentos mais horrendos da grande tribulação. Porém, isso não significa que vamos ficar de braços cruzados e não fazer o que estiver ao nosso alcance para continuar vivendo.
4. Não devemos parar de evangelizar. Sempre que tenhamos a oportunidade, até nos momentos tribulacionais, vamos evangelizar. Temos que ser simples como as pombas e prudentes como as serpentes, assim como nos ensinou nosso Senhor Jesus. O evangelismo deve ser feito de forma correta, sempre sob a direção do Espírito Santo.
5. Sem dúvidas, assim como os irmãos primitivos tinham, por necessidade, que utilizar meios de comunicação baseados em códigos, para que não fossem facilmente decifrados pelos perseguidores do Império Romano, nos podemos comunicar-nos, se possível, através de meios que não sejam facilmente identificados pelo sistema da besta. Temos que estar preparados para não negar nossa fé, mesmo diante da tortura, ameaça e morte. Porém, se é possível continuar vivo, sem ser localizado ou identificado, usando locais protegidos e meios de sobrevivência e comunicação não identificáveis, é lícito usá-los.
Sobre o símbolo do peixe, cremos que os irmãos dos primeiros
séculos não usariam nenhum símbolo associado a entidades
pagãs, que, como Paulo nos mostra, são usadas pelos demônios
para materializar parte de seu engano (I Coríntios 10:20). O símbolo
do peixe era uma associação aos primeiros discípulos do
Senhor e ao fato de sermos pescadores de homens.
6. Sobre as reuniões da Igreja, o Senhor diz que onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome, ali Ele estará. Se for possível, continuaremos, no período tribulacional, nos reunindo com todos os irmãos. Na verdade, para aquele que já nasceu de novo, sua verdadeira família passa a ser a Igreja, não como uma denominação ou instituição, mas como Corpo espiritual. Porém, chegará o momento em que reuniões com várias pessoas serão quase impossíveis de serem feitas sem chamar a atenção, a menos que esses irmãos estejam todos juntos num lugar que não seja identificado.
No período tribulacional, diante da grande perseguição, o que é realmente importante é não deixar de reunir-se, seja com todos os irmãos, seja com alguns deles ou com a família sangüínea. Isso dependerá muito das circunstancias de cada um. Alguns terão que permanecer “sozinhos”, mas o Espírito Santo estará com eles também. Devemos estar preparados para essas possibilidades.
7. Cremos que aquilo que devemos saber já está revelado nas Escrituras. Isso não impede que o Espírito Santo nos guie em situações específicas. Devemos ter a certeza que, se estamos em Cristo, entenderemos no momento oportuno todas as coisas e não seremos confundidos nas decisões a serem tomadas (Daniel 12:10).
Nos alegramos em Cristo pelo que Ele está fazendo em sua vida. Continue firme na fé, crescendo na graça e no conhecimento a cada dia. Que o Senhor continue te abençoando.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pela leitora Rute
Estou com uma grande dúvida... Meu filho foi fazer um curso de missões
na Jocum... Ficou lá 6 meses e ensinaram para ele que tudo que é falado
em Mateus 24 já aconteceu. Eu nunca ouvi e nem li nada sobre isso...
O pior de tudo é que eles disseram para ele que a grande abominação
citada em Mateus 24 também já aconteceu...
Como pode isso? Preciso de ajuda!! Se eles estão certos, dê uma
boa explicação para que eu também possa entender desta
forma, e se estão errados, dê uma ótima explicação
para contradizer esta loucura!!!
Eu acredito que a grande abominação que vai sentar no santo lugar é o
anticristo e sempre ensinei desta forma... E agora, o que fazer?... Preciso
de base bíblica para ajudá-lo...
Tenho gostado muito deste site e sempre leio tudo que tem de novo. Porém,
meu filho também acha que não devemos nos preocupar com nada
que está acontecendo no mundo. Ele acha que estas coisas já aconteceram
e não quer dizer que está próxima a volta de Jesus. Eu
acredito que Jesus está às portas... Por favor, me ajude a solucionar
este problema de Mateus 24. Aguardo sua resposta!!
Rute,
Graça e Paz!
Em primeiro lugar, agradecemos por você compartilhar conosco suas dúvidas e confiar em nossa idoneidade. A questão que você levanta é muito importante, porém requer algumas informações adicionais. Você diz que seu filho fez um curso de missões na Jocum e que lá lhe foi ensinado que tudo o que está profetizado em Mateus 24 já aconteceu. Creio firmemente que aquilo que seu filho ouviu não é um ensino oficial da JOCUM. Conheço alguns líderes da JOCUM que não ensinariam isso em hipótese alguma e entendo que a JOCUM tem feito um excelente trabalho de treinamento e discipulado. Me parece que esse ensinamento possa ter partido de algum professor ou líder específico dentro da JOCUM.
Vamos expor algumas razões pelas quais cremos que aquilo que seu filho
ouviu é um erro. Porém, acima de tudo, pedimos que vocês
orem ao Senhor pedindo discernimento e que Ele os guie a toda Verdade.
Bom, logo de cara, para alguém dizer que TODAS as coisas profetizadas
em Mateus 24 já se cumpriram, precisa nos mostrar em que cidade do planeta
está Jesus Cristo neste momento, pois em Mateus 24:29-31, o Senhor relata
a Sua gloriosa volta à Terra. Também precisaria explicar porque
todas as nações da terra não viram esse glorioso acontecimento,
já que o Senhor disse que as nações presenciariam Seu
sinal nos céus e se lamentariam (Mateus 24:30). Essa pessoa precisaria
nos mostrar onde ela viu o sinal de Jesus, como um relâmpago, de uma
extremidade a outra dos céus (Mateus 24:27) ou onde viu os poderes dos
céus sendo abalados, as estrelas ciando, o sol e a lua escurecendo (Mateus
24:29).
Precisaria explicar também porque os terremotos em vários lugares,
nação se levantando contra nação, pestes e fomes é algo
que ocorreu apenas no passado e que não estão ocorrendo hoje,
e mais: Precisaria mostrar-nos que esses sinais não estão crescendo
em frequência e intensidade, mas que estão diminuindo e que eles
já se concretizaram nos primeiros séculos... Se esses sinais
são apontados pelo Senhor como "princípio de dores" (Mateus
24:7-8) e se eles estão se aprofundando bem frente aos nossos olhos,
então como negar que haverá um futuro período de dores
ou de grande comoção sobre a Terra?
Essa mesma pessoa precisará nos apontar quem se assentou no templo de
Deus se fazendo passar por Deus em 70 d.C. E mais: terá que nos mostrar
como esse iniqüo foi destruído na vinda do Senhor (Mateus
24:15 - II Tessalonicenses 2:4-8).
A pessoa que ensinou ao seu filho terá que mostrar a iniqüidade
diminuindo, ao invés de multiplicar-se, e o amor ágape das pessoas
aumentando, em vez de desaparecer (Mateus 24:12-13). Será que conseguirá
tal proeza?
Ao mesmo tempo, essa pessoa precisaria nos mostrar, se ela afirmar que
o Senhor Jesus ainda não veio, que grande tribulação é essa
que antecede IMEDIATAMENTE a Sua volta. Uma tribulação, segundo
o próprio Senhor, jamais vista e experimentada pelo homem em toda sua
história (Mateus 24:21). Jesus não disse "após a
tribulação daqueles dias", mas "imediatamente depois" ou "logo
após". Então de duas uma: Ou o Senhor Jesus já retornou
após a tribulação de 70 d.C ou a tribulação
de 70 d. C não foi a grande tribulação apontada pelo Mestre,
logo após a qual, Ele retornará.
Aquilo que seu filho ouviu foi uma doutrina chamada PRETERISMO. Existem
diversas subdivisões do preterismo, mas o principal ensinamento dessa doutrina é que
a grande tribulação ocorreu em 70 d.C. Logo, não haverá mais
nenhum período de grande tribulação. Pelas razões
expostas acima, cremos que essa doutrina é um erro e induz muitos ao
erro também.
Não devemos estar "preocupados" como as coisas que estão
correndo e as que virão. Porém, devemos estar atentos aos sinais
e alertas contra o gigantesco engano que se aproxima e que já começa
a transparecer. É óbvio que essa questão sobre PRETERISMO,
HISTORICISMO E FUTURISMO, não repercute na salvação de
alguém, que é pela Graça de Deus. Porém, ter um
ensinamento sadio sobre o assunto a valorizar os avisos deixados pelo Senhor
em Mateus 24 só trará benefícios a nossa caminhada com
Ele.
Aquele que desprezar os avisos do Mestre feitos no Monte da Oliveira, poderá ficar em grande confusão diante das coisas que estamos vivendo e, principalmente, das que se aproximam. Poderá também aceitar a marca ou sinal da besta, se julgar que a grande tribulação e o anticristo são coisas que já se concretizaram no passado. Nesse caso, as conseqüências são mais graves. Quem aceitar em seu corpo o sinal da besta será condenado eternamente.
Esperamos ter ajudado de alguma forma. Ficamos a sua disposição
para qualquer dúvida sua ou de seu filho.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Daniel
Paz
irmão,
Recentemente numa conversa sobre arrebatamento em uma comunidade, uma pessoa
que crê no pré, disse o seguinte:
"
Engraçado... Se a Igreja (e é ela quem é responsável
pela pregação do Evangelho) vai passar pela Grande Tribulação,
porque aquele anjo de Apocalipse 14:06-07 estará pregando o Evangelho????
1°: Se nem o anjo que apareceu para Cornélio em Atos 10:01-06 pregou o Evangelho para ele, mas pediu que chamasse a Pedro (Igreja é responsável pela pregação do Evangelho).
2°: Se nem o nosso Senhor Jesus pregou o Evangelho para Saulo em Atos 9:01-19, mas mandou a Saulo entrar na cidade, pois lá encontraria a solução (Ananias pregou para ele, pois era servo de Cristo).
...Se Deus vai permitir que um anjo pregue o Evangelho na Grande Tribulação é porque a Igreja de Cristo não estará aqui!"
...Paz
de Cristo!!
Daniel,
Graça e Paz!
O grande problema do pré-tribulacionismo é que esse modelo geralmente usa o que está escrito para "provar" o que não está escrito ou dito. No texto em questão (Apocalipse 14: 1-6) é dito que um anjo pregará o Evangelho eterno. Porém, não é dito neste ou em qualquer outro texto bíblico que a Igreja deixará de pregar o Evangelho nem que o Evangelho não pode ser pregado por homens e anjos ao mesmo tempo. Ou baseamos nossa fé naquilo que está revelado ou em deduções próprias a partir daquilo que não está revelado.
Não sei com certeza de onde foi tirada essa conclusão. Talvez, tenha se baseado no falso pensamento ensinado por muitos de que "os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou essa tarefa para os homens". Logo, se o anjo é mostrado anunciando o Evangelho em plena tribulação, então, o irmão pré-tribulacionista deduz que a Igreja já não estará na Terra naquele período...
Bom, essa idéia de que "os anjos queriam pregar o Evangelho, mas
Deus reservou essa tarefa para os homens", surge do entendimento errôneo
da passagem de I Pedro 1:12:
"A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho, coisas essas que os anjos anelam perscrutar"
A palavra "perscrutar" significa "atentar" ou "contemplar". Ou seja, os anjos do Senhor anelam atentar para as maravilhas do Senhor, que é ao que Pedro se refere às "coisas ministradas". Então, não há base nenhuma para dizer que "os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou essa tarefa para os homens" e muito menos para afirmar que pelo simples fato de um anjo pregar as boas novas, a Igreja não poderá mais fazê-lo.
Na falta de ensinos bíblicos claros e objetivos, o pré-tribulacionismo, volta e meia, apela para exemplos ocorridos na Palavra para sustentar doutrinas. Isso gera tremendos enganos, pois se colocam de lado ensinamentos claríssimos como a luz do sol e começa-se a procurar exemplos que se encaixem naquilo que é ensinado. Se formos procurar exemplos para sustentar qualquer absurdo ensinado "usando" a Palavra, vamos achar.
Alguém poderia, por exemplo, inventar a "doutrina" que todo traidor deveria morrer enforcado, só porque Judas fez isso... Utilizando exemplos, poderiamos sustentar que, da mesma forma que anjos anunciaram a primeira vinda do Senhor (veja o caso de Gabriel e dos anjos que apareceram aos pastores), anjos poderão aparecer anunciando sua segunda vinda. Isso daria uma aparente sustentação para aquilo que acreditamos, mas não teria a força de uma doutrina. São apenas deduções pessoais.
O que precisa ser dito e aceito como Verdade divina é o que está revelado.
No mesmo período em que o anjo de Apocalipse 14:1-6 estiver pregando
as boas novas, cristãos perseverantes estarão sendo perseguidos (Apocalipse
12:17), mortos (Apocalipse 7:14, Apocalipse 20:4) e protegidos
pelo Senhor (Apocalipse
3:10). Também, naqueles dias dois homens serão testemunhas especiais
do Senhor (Apocalipse 11:1-12) e também pregarão. A tribulação
será o
clímax
da atuação satânica sobre o mundo e esse período
fará com que os anjos do Senhor tenham uma participação
efetiva nunca antes vista na história da humanidade.
Haverá uma batalha nos céus entre Miguel e os seus anjos contra Satanás (Apocalipse 12:7-10, Daniel 12:1), haverá seres malignos saindo do abismo e interagindo fisicamente com os homens (Apocalipse 9:1-11), haverá anjos do Senhor, encarregados de missões específicas para o cumprimento dos sinais, e por que não haveria um anjo ou anjos encarregados de anunciar o Evangelho? Onde está a proibição para que isso ocorra ou a limitação para que o Senhor assim o determine? Quem ousa se levantar e dizer o que o Senhor pode ou não pode fazer? Onde está a ordem divina para que homens e anjos não anunciem as boas novas em conjunto naquele tempo de grandes comoções materiais e espirituais? Nós preferimos ficar com aquilo que a Palavra diz.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por um leitor
"Se Cristo do Céu descerá para salvar os judeus no Armagedom e
instaurar o Reino Milenal, por que, ao mesmo tempo, levaria a Igreja aos céus
se Ele mesmo estará aqui na terra?"
Cremos que essa pergunta parte de um pressuposto equivocado. A Palavra não diz que o Senhor, por ocasião de Sua volta, levará a Igreja aos céus (paraíso ou lugares celestiais). O que a revelação diz é que o nosso encontro com o Senhor, em Sua vinda, será nos ares (céus terrestres). Veja Mateus 24:31 e Tessalonicenses 4:16-18. Logo após essa reunião e encontro do Senhor com a Igreja, composta pelos salvos ressuscitados e os transformados, sendo todos glorificados em um "abrir e fechar de olhos", quando soar a última trombeta (I Corintios 15:50-52, Mateus 24:31), então o Senhor descerá com os Seus santos e com os anjos de Seu poder, pousando Seus pés no Monte das Oliveiras (Zacarias 14:4) e dando livramento a Israel, ao derrotar os exércitos do anticristo (Zacarias 12:1-14, Apocalipse 19:11-21). A partir desse momento, começará o reino milenal do Senhor e nós reinaremos com Ele sobre as nações (Apocalipse 2:26, Apocalipse 20:6).
Essa grande confusão a respeito de "céu" surgiu em
função do gnosticismo. Para os gnósticos, tudo o que se
refere ao mundo material, incluindo o nosso planeta, é produto não
da criação de Deus, mas de uma deidade inferior chamada de "demiurgo".
Então, seria impensável, para os gnósticos, que a Terra
pudesse ser o destino do reino eterno de Cristo. Os gnósticos ensinavam,
e ainda ensinam, que as pessoas devem rejeitar tudo o que é material
e físico e esperar viver no "pleroma" que é um estado
não físico ou "etéreo".
Esse ensinamento começou a penetrar no seio da igreja, aproveitando
a grande apostasia iniciada a partir do século IV. Já no primeiro
século, o apóstolo João alertava para essa doutrina maligna,
que negava que o Senhor Jesus tinha vindo em carne, ou seja, de forma material
e física (II João 1:7)
A verdade é que o plano do Senhor para a Sua criação material é eterno.
O Senhor reinará sobre a Terra no milênio e após esse período
serão criados novos céus e nova Terra. A Nova Jerusalém
descerá dos céus até a Terra e o Senhor habitará no
meio dos homens eternamente. O Senhor Jesus tem um corpo glorificado, capaz
de interagir com este mundo físico, como Ele próprio fez logo
após a ressurreição. É isso que a Palavra revela
nos capítulos 20, 21 e 22 de Apocalipse.
Em relação ao céu, paraíso ou lugares celestiais
onde o Senhor habita, existe sim. Neste momento já há muitos
irmãos no céu. O ladrão que foi crucificado com o Senhor,
já está no paraíso com o próprio Senhor, neste
momento. Milhões de irmãos nossos estão com o Senhor em
espírito. Nós teremos acesso a essas maravilhas (I Corintios
2:9). Como filhos do Rei e co-herdeiros com Ele, teremos acesso aos ambientes
celestiais.
Porém, o objetivo de nossa criação é o de atuarmos neste mundo físico, tanto que a benção final que receberemos, antes da eternidade com o Pai, será a nossa glorificação corpórea, ou seja, um corpo incorruptível, pois sem o corpo, mesmo vivendo num ambiente celestial, o homem é incompleto (veja Apocalipse 6:9-11). Nossa missão na eternidade será a de reinar com o Senhor Jesus a partir da Nova Jerusalém, uma cidade real, palpável e concreta, que descerá dos céus rumo ao nosso planeta (Apocalipse 21:1-27).
Portanto, não há nenhuma incompatibilidade entre a volta do Senhor,
nosso encontro com Ele nas nuvens e a Sua posterior e imediata descida para
salvar Israel. Essa idéia de que estaremos nos céus durante o
período tribulacional é oriunda do pré-tribulacionismo,
que sustenta o conceito que, durante os 7 anos tribulacionais, a Igreja estará nos
céus celebrando as bodas com o Senhor, enquanto que na Terra o anticristo
estará reinando e perseguindo os "deixados para trás",
alguns dos quais conseguirão se salvar pela sua própria força
de vontade (...). Nada disso tem base bíblica e é uma afronta
total aos princípios mais elementares do Evangelho de Cristo. Para maiores
informações, leia o artigo BODAS DO CORDEIRO.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Nélio, em 14/10/09
"A paz irmãos,
Primeiramente gostaria de parabenizar vocês pelo belíssimo trabalho que fazem. Conheci o site de vocês recentemente e me ajudou muito a conhecer mais sobre a visão pós-tribulacionista. Confesso que esta visão parece bem mais próxima das escrituras, mas por eu ser de uma igreja historicamente pré-tribulacionista (AD) e assim ter aprendido desde criança, algumas dúvidas ainda restam em minha mente.
Mas, creio que o Espírito Santo há de me ensinar e acabar com todas elas. Estou estudando e pesquisando bastante sobre o assunto, mas com a mente aberta para que o Senhor me mostre qual a verdade. E em uma destas minhas pesquisas, encontrei um artigo bem interessante no site http://solascriptura-tt.org, intitulado: "Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional", algumas realmente nos fazem pensar, outras não passam da idéia do autor do artigo e portanto não levo como verdade bíblica, desde que ele não mostre base para tal afirmação.
Uma das partes que me chamou mais atenção neste artigo é a evidência número 21, que diz:
"21. A “apostasia” em 2Ts 2:3 seria melhor entendido em seu contexto como “a partida”. Esta é uma referência à partida do Espírito Santo como habitando a [verdadeiros] crentes das [verdadeiras] igrejas locais"
“Que ninguém vos engane, segundo maneira nenhuma: porque não será assim sem que primeiramente venha a retirada (dos crentes) {*}, e tenha sido revelado o homem do pecado, o filho da perdição” (2Ts 2:3, tradução literal e harmônica com a KJV)
Nota de Hélio: “a RETIRADA (dos crentes)”: O grego "646 apostasia" muitas vezes não significa "apostasia DA FÉ". Quando aparece isoladamente (sem ser seguida de "da fé"), então “apostasia” somente significa "SEPARAÇÃO" ou "RETIRADA", e é o contexto que esclarece a que ela se refere: em At 21:21, é "separar [de Moisés]"; somente em 1Timóteo 4:1 (acompanhado de "da fé"), é que "aposthsontai tinev thv pistewv" deve ser entendido como "alguns se separarão da fé" ou "alguns apostatarão da fé").
A palavra relacionada "apostasion" é "carta de separação
[divórcio]" em Mt 5:31 e 19:7 e Mr 10:4. A palavra relacionada "868
aphistemi" é "separar [do
Templo]" em Lc 2:37; é "ausentar" em Lc 4:13; é "apartar" em
Lc 13:27 e At 12:10 e 15:38 e 22:29 e 1Ti 6:5 e 2Ti 2:19 e He 3:12; é "levar" em
At 5:37; é "deixar" em At 5:38; é "retirar" em
At 19:9, e é "desviar" em 2Co 12:8.
Portanto, neste presente verso 2Te 2:3, tudo indica que "646 apostasia" se
refere ao ARREBATAMENTO dos verdadeiros salvos da dispensação
das assembléias, se refere à retirada deles para fora deste mundo.
Todas as 7 traduções (e respeitamos muitíssimo a Tyndale-1522)
da Bíblia para o inglês anteriores à KJV traduziram “646
apostasia” para “partida”, somente à partir da KJV-1611, infelizmente,
a palavra foi transliterada ao invés de traduzida, isto sempre tem o
perigo de causar confusão...
Pesquisei em outros sites e encontrei este http://www.iqc.pt/tessalonicensses2/ii-tessalonicenses-2-1-3-3.html,
em que o autor do artigo afirma o mesmo em relação ao termo
apostasia em 2Ts 2:3. Este ponto me deixou em dúvida quanto à doutrina
pós-tribulacionista, pois se estiver correto o que os artigos dizem,
Paulo advertiu a igreja sobre um arrebatamento anterior ao aparecimento do
anticristo.
Portanto, gostaria de saber se estas afirmações procedem ou entender o termo como "partida" seria forçar demais o texto bíblico. Gosto muito de estudar escatologia, mas ao falar sobre o assunto com outras pessoas a maioria não se interessa, pois tem em mente que, "se vamos ser arrebatados antes, pra que sabermos disto". Um pensamento muito triste, pois caso estejam errados, não estarão preparados para o que virá.
Provavelmente não será possível responderem todas as afirmações do primeiro artigo, visto a extensão dele, mas seria de grande ajuda para mim se pudessem responder ao menos este. Desde já agradeço a todos que fazem este trabalho. Deus recompensará!"
Nélio,
Graça e Paz!
O Senhor te abençoe e continue te dando esse equilíbrio mostrado em suas palavras. Desde que começamos a servir no Projeto Ômega, o nosso propósito é o de incentivar e chamar a atenção das pessoas para a veracidade das profecias e para a necessidade de manter-se sempre atento aos seus cumprimentos. Vemos que você está nesse caminho, ao invés daqueles que não estão "nem aí" para as profecias bíblicas, sentimento, em parte, provocado pela disseminação do modelo pré-tribulacionista a partir do século XIX. Não cabe a nós a tarefa de convencer pessoas. O que pedimos que elas façam é o que você já está fazendo: Andar retamente de acordo com a Verdade, buscando o discernimento que vem do Senhor.
Bom, vamos ao ponto central de sua pergunta: Alguns interpretam o termo "apostasia" de
II Tessalonicenses 2:3, traduzindo-o como "retirada" ou "separação",
deduzindo que o apóstolo Paulo, com isso, estava ensinando aos irmãos
em Tessalônica que o Espírito Santo e/ou a Igreja seriam "retirados" ou "separados"
deste mundo antes da revelação do anticristo. Diante disso, gostaríamos
de fazer algumas considerações para que você possa analisar
e discernir:
1. Em primeiro lugar, seria necessário destacar a perfeita submissão e obediência de Paulo à escatologia que fora ensinada pelo Senhor. Ao contrário do que dizem muitos defensores do pré-tribulacionismo, Paulo não veio trazer uma "Nova Escatologia" ou "A Escatologia da Igreja", diferente daqueles ensinamentos que tinham sido deixados pelo Senhor. A Paulo foram revelados mistérios. Porém, essas novas revelações, como aquela que se refere à rapidez como se dará a glorificação dos santos (I Corintios 15:50-52), não se opõem àquilo que fora ensinado pelo Senhor como linha central de acontecimentos (Mateus 24).
Então, quando Paulo ensinou aos irmãos que, antes da vinda do
Senhor e de nosso encontro com Ele (!) (II Tessalonicenses 2:1), haveria dois
sinais importantes, estava apenas lembrando àqueles irmãos aquilo
que já havia sido ensinado pelo Senhor Jesus. Isso foi lembrado pelo
irmão Paulo para opor-se a pessoas mentirosas, que estavam ensinando
naquela época que o Senhor viria "a qualquer momento", ou
seja, de forma IMINENTE (II Tessalonicenses 2:2). Paulo coloca esses 2 sinais
(apostasia e revelação do anticristo) como anteriores à vinda
do Senhor e ao nosso encontro com Ele nos ares para mostrar àqueles
irmãos que os que ensinavam a iminência da volta de Cristo naqueles
dias estavam mentindo. Certos sinais deveriam ser cumpridos primeiro. Quando
Paulo recorreu a esses sinais, ele não estava ensinando nada novo.
Apenas estava lembrando o que Jesus ensinou no Monte das Oliveiras. O Senhor disse que, antes de Sua volta, haveria o esfriamento do amor ágape por parte de muitos e a abominação desoladora no lugar santo. Compare Mateus 24:12-15 com II Tessalonicenses 2:3-4 e você verá isso. Paulo apenas lembra o que já fora ensinado aos discípulos: ESFRIAMENTO ESPIRITUAL (APOSTASIA) e ABOMINAÇÃO DESOLADORA (REVELAÇÃO DO ANTICRISTO). Outro exemplo dessa submissão de Paulo aos ensinos do Senhor está em I Tessalonicenses 4:16-18 e Mateus 24:30-31. Em Mateus 24:33, após relatar todos os principais sinais que antecederiam Sua volta (entre eles a grande tribulação), é que o Senhor diz que quando os discípulos vissem TODOS aqueles sinais, a Sua volta estaria "às portas". Ou seja, a iminência só existirá quando todos os sinais forem cumpridos.
O Senhor Jesus ensinou isso, Paulo sabia desse ensino e o compartilhou com os irmãos em Tessalônica, para avisá-los contra aqueles que ensinavam que a volta do Senhor estava iminente. Ainda hoje vemos pessoas ensinando essa iminência que não requer o cumprimento prévio dos sinais, indo contra o ensino do Senhor em Mateus 24:33.
2. Em segundo lugar, devemos considerar a coerência daquilo que Paulo ensina em II Tessalonicenses 2:1-3 com aquilo que ele continuou ensinando até o fim. A segunda carta aos tessalonicenses foi uma das primeiras que ele escreveu em seu ministério. Porém, já no final, ele escreve a Timóteo, dizendo que, no final dos tempos muitos apostatariam da fé, dando ouvido a doutrinas de demônios (I Timóteo 4:1). Ou seja, para Paulo, assim como o Senhor já tinha revelado (Mateus 24:12-13), no final dos tempos haveria APOSTASIA GENERALIZADA por parte de pessoas que se diriam "cristãs", mas que seguiriam doutrinas de demônios e que teriam esfriado seu amor ágape.
Por outro lado, não há NENHUMA menção ou ensinamento claro de Paulo nesta e nas outras cartas sobre uma retirada da Igreja antes da tribulação. Caso a retirada da Igreja antes da tribulação e o encontro da Igreja com o Senhor nos ares fosse antes da tribulação, não creio que Paulo, Pedro, João, etc, tenham silenciado sobre isso ou "ocultado" essa informação no meio de expressões como a de II Tessalonicenses 2:3, mas teriam falado e escrito abertamente sobre isso.
3. Outro fato importante para entender isso é o testemunho primitivo. Vamos supor que, por alguma razão, Paulo, Pedro, João e os outros escritores das cartas neotestamentárias, já que não existe nenhum texto claro e objetivo que aponte para o "rapto secreto" antes da tribulação, tenham "escondido" ou "codificado" essa informação sobre um "rapto secreto" antes da tribulação em termos discutíveis como o de II Tessalonicenses 2:3 ("apostasia"). Era de se esperar que os irmãos primitivos, os quais tinham acesso a informações que nós não temos, posto que eles recebiam o ensino oral também (veja II Tessalonicenses 2:5), tivessem aprendido isso e ensinado às gerações seguintes.
Essa deveria ser uma das grandes verdades do Evangelho. Ainda mais, considerando que eles viviam sob constante perseguição. Seria de se esperar que eles citassem isso ou confortassem seus irmãos com a promessa de que o Senhor os raptaria antes da tribulação. Porém, não há NENHUMA citação ou ensinamento anterior ao século XVIII no seio da Igreja que aponte para uma esperança no arrebatamento pré-tribulacional. Nenhum dos primeiros líderes que escreveram (Papias, Irineo, Justino, Tertuliano, Inácio, Hipólito, etc, etc), citam essa esperança num arrebatamento pré-tribulacional. Pelo contrário, eles criam, porque assim haviam sido ensinados pelos apóstolos e pelo Senhor, que haveria apenas um regresso do Senhor, logo após a grande tribulação, e que nesse regresso nós nos encontraríamos com Ele! Eles criam, por exemplo, que Domiciano pudesse ser a besta.
Paulo cogitava que poderia estar vivo no momento do regresso do Senhor e o mesmo já sofria perseguição cruel, a ponto de matá-lo decapitado. Em termos práticos, não faria sequer sentido para eles, que já atravessavam uma tribulação mortal e sofrimentos que sequer imaginamos, dizer que o arrebatamento se daria "antes da tribulação".
Nos textos dos irmãos primitivos e na mentalidade deles captada pelos
relatos históricos, alguns desses escritos por esses próprios
irmãos, prova-se claramente que eles esperavam o cumprimento de Mateus
24:29-31 em suas vidas. Logo, insinuar que Paulo estivesse ensinando que haveria
um deslocamento em massa da Igreja antes da revelação do anticristo,
não encontra nenhuma base histórica.
4. Neste ponto recorremos à regra mais elementar para entender um ensinamento bíblico, que é o contexto. É muito fácil alguém chegar e afirmar que o termo "apostasia", no grego, significa "separar", "ausentar" ou até "arrebatar" e basear seu modelo nisso. Mas, e o contexto? Se a gente ler a segunda carta desde o começo, verá que Paulo ensina aos irmãos que estão sendo atribulados a esperarem a vinda do Senhor desde o céu como "labareda de fogo" e com os anjos de Seu poder, trazendo sobre àqueles que os atribulavam (poder político e religioso ímpio, e hostes malignas) eterna perdição, e trazendo descanso dos sofrimentos à Igreja. É isso que Paulo ensina antes de chegar ao versículo da "apostasia" (II Tessalonicenses 1:7-10).
Paulo não ensina que a vinda do Senhor se dará para "evitar" que a Igreja entre na tribulação, mas que essa vinda trará alívio ou descanso da tribulação. Paulo não diz que essa vinda será secreta, como um "ladrão na noite", mas que será como "labareda de fogo", acompanhado dos "anjos de Seu poder" e que a punição dos atribuladores como resultado dessa vinda e de nosso encontro com Ele não será a ira tribulacional ou os cataclismos apocalípticos sobre os ímpios, mas a perdição eterna (juízo).
Esse é cenário descrito e revelado por Paulo antes de chegar ao texto em questão. Seguindo, no versículo 1 do capítulo 2, ele diz que, a respeito da vinda do Senhor (a mesma vinda que ele já vinha descrevendo) e de nossa reunião com Ele (encontro com Ele nos ares), aqueles irmãos não deveriam dar ouvidos a enganadores que estavam ensinando que isso se daria a qualquer momento. Paulo lembra que sinais deveriam ocorrer primeiro e relembra dois dos principais sinais que haviam sido ensinados pelo Mestre.
Até mesmo usando a lógica humana, a interpretação
pré-tribulacionista para o termo "apostasia" em II Tessalonicenses
2:3 não faz sentido algum. Ora, se Paulo busca descrever sinais ou acontecimentos
que ocorreriam antes da vinda do Senhor e de nosso encontro com Ele, é de
se esperar que tais sinais pudessem ser acompanhados pelos irmãos e
só após o cumprimento desses sinais (entre outros que Paulo não
cita) é que nos encontraríamos com Ele em Sua vinda. Não
faria sentido que Paulo estivesse dando sinais que não pudessem ser
acompanhados. Também não faz sentido dar 2 sinais que ocorrerão
antes da vinda do Senhor e de nossa reunião com Ele e dizer que não
veremos o segundo desses sinais (revelação do anticristo), pois
seremos retirados da Terra.
5. Para finalizar, todos os termos para "apostasia", apontados pelo estudo que você leu, como "retirada", "partida", "separação", "deixar", etc, todos eles não podem ser exclusivos para denominar um arrebatamento ou o encontro dos salvos com o Senhor nos ares. Todos eles podem ser aplicados para descrever o que ocorreu com a Igreja a partir do 3º século. Uma "retirada" em massa de pessoas do verdadeiro ensino para as práticas pagãs com formatos "cristãos".
Uma partida em massa rumo ao engano. Uma separação do Corpo, preferindo dividir-se em instituições humanas. Uma propensão gritante para "deixar" os ensinamentos originais do verdadeiro Evangelho ensinado pelo Senhor e pelos Seus apóstolos e ir atrás de palavras agradáveis aos ouvidos. Porém, devido a todos esses elementos que citei, creio que o termo apostasia se refere ao que o Senhor já tinha profetizado no Monte das Oliveiras: Por se multiplicar a iniquidade, o amor ágape de muitos esfriaria (Mateus 24:13)
Que o Senhor continue te abençoando e iluminando. Que o Espírito Santo continue te guiando na Verdade.
Maranata,
Jesiel Rodrigues
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Pergunta enviada por um leitor
"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu,
mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também
a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio,
comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou
na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e
os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus
24:36-39).
Exatamente como nos dias de Noé, assim também será na
vinda do Filho do Homem (Jesus Cristo). Agora, o período de sete anos
da Tribulação culminará com o retorno de Jesus Cristo
na batalha do Armagedom (Apocalipse 16:16 e 19:11-12). No entanto, essa passagem
de Mateus 24:36-39 não pode estar se referindo ao retorno final de Jesus
Cristo. Por quê? No contexto dessa passagem em Mateus 24, a declaração
de Jesus é que ninguém, exceto o Pai, saberá o dia e a
hora exatos do seu retorno.
Entretanto, quando o Anticristo confirmar a aliança com Israel (Daniel 9:27), iniciando assim o período da Tribulação, qualquer pessoa que conheça as Escrituras poderá contar sete anos judaicos para frente, ou 2.520 dias e saberá exatamente o dia em que Jesus Cristo virá dos céus montado em um cavalo branco, para destruir as forças do Anticristo na batalha do Armagedom. Vemos períodos de tempo precisos relacionados em Daniel 12:11-13, e em Apocalipse 11:2-4 e 13:5, todos prevendo o período de tempo da última metade do período de sete anos da Tribulação.
Portanto, o retorno de Jesus Cristo na batalha do Armagedom não deverá surpreender ninguém que conheça a profecia bíblica. Então, quando o retorno de Jesus Cristo surpreenderá o mundo? Quando seu retorno ocorrerá em um dia e uma hora que ninguém sabe, exceto o Pai? O único outro tempo em que Jesus Cristo retornará não seria para a sua igreja, antes do início da Tribulação? Eu vejo algumas dificuldades na linha pós-tribulacionista exatamente por causa disso"
Em primeiro lugar, convém definir a que vinda o Senhor está referindo-se
em Mateus 24:36-39. Se começarmos a ler desde o princípio da
passagem, vamos ver que Ele só menciona uma vinda, que será,
de acordo com Ele mesmo, logo após a grande tribulação
(Mateus 24:29-31). Não menciona uma primeira etapa dessa vinda nem uma
primeira vinda 7 anos antes. O grande problema do pré-tribulacionismo é deduzir
aquilo que não está escrito para que aquilo se encaixe no modelo
pré-tribulacionista.
Porém, mesmo considerando essa dedução como sendo verdadeira, você cita o texto de forma equivocada. Jesus não disse que ninguém, exceto o Pai, SABERÁ esse dia. Ele diz literalmente que ninguém, exceto o Pai SABE. Notou a diferença? Se você ler o contexto, verá que o Senhor utiliza sempre o futuro, porém, em relação ao fato de "saber" ele usa o presente. Por exemplo, hoje, o Filho também SABE, porque todo poder lhe foi dado e Nele habita toda a sabedoria de Deus.
Então, o que devemos fazer é ater-nos
ao que está escrito. Quando começamos a buscar deduções
sobre o que não está escrito, caímos em erros de interpretação.
Veja: não estamos com isso dizendo que será possível "calcular" o
dia da vinda do Senhor, por alguns motivos bem claros. Primeiro, o Senhor não
disse que viria no último dia da tribulação, mas "logo
após" essa tribulação (Mateus 24:29). Só essa
declaração de Cristo faz com que seja impossível calcular
o dia e a hora de Sua vinda. Por outro lado, o planeta estará passando,
naqueles dias, por reações tão profundas, que será impossível
determinar o que é um dia ou o que são 24 horas (veja Mateus
24:29).
Os dias serão abreviados também (Mateus 24:22). O Senhor nos insta a estar atentos a todos os sinais profetizados por Ele (entre eles os tribulacionais e até mesmo aqueles que ocorrerão logo após a grande tribulação como está ordenado em Mateus 24:33). Somente após o cumprimento de TODOS esses sinais, a vinda Dele estará iminente. Jesus não ensina Seus discípulos a fazerem cálculos, mas a estarem atentos aos sinais.
Porém, o sofisma mais semeado pelo pré-tribulacionismo nos últimos
anos diz assim: "Se alguém souber quando ocorrerá a
vinda do Senhor, então essa pessoa não poderá ser surpreendida.
Então, as passagens que citam a vinda do Senhor como algo inesperado ou como
a chegada
de um ladrão na noite,
só pode estar referindo-se a uma vinda surpresa, sem nenhum sinal prévio"... É mais
ou menos isso que você levanta em sua pergunta.
Ficamos tristes ao ver quanta confusão o ensino pré-tribulacionista tem criado. Gostaríamos de lhe mostrar o que a Palavra diz. Leia Apocalipse 9:20-21 e Apocalipse 16:9 e você verá que, mesmo em meio aos mais horripilantes sinais tribulacionais, os homens BLASFEMARÃO DE DEUS E NÃO SE ARREPENDERÃO! Leia todo o contexto dessas passagens.
A segunda (Apocalipse 16:9) relata momentos que antecedem o Armagedom e a Palavra mostra que os homens, em vez de reconhecer o senhorio e poder de Deus e arrepender-se, não o farão! Para essas pessoas, que não crerão na Palavra de Deus nem em plena grande tribulação, a vinda do Senhor será como um ladrão na noite! Então, esse sofisma tem que cair. Sofisma é todo argumento ou doutrina baseado na lógica humana e não na revelação divina. Pela lógica humana, obviamente seria muito lógico pensar que as pessoas, ao perceberem a proximidade da volta do Senhor, em plena tribulação, com dores insuportáveis, desejando a morte e morte fugindo (Apocalipse 9:6), com gafanhotos demoníacos atacando suas carnes, com o sol abrasando, com tantas catástrofes ocorrendo e as profecias se cumprindo, se arrependeriam e buscariam o Senhor para acabar com o seu sofrimento.
Mas a revelação divina mostra que NÃO SERÁ ASSIM! As pessoas não atentarão para a vinda do Senhor até o momento que será tarde demais: o momento em que aparecerá nos céus o sinal do Filho do homem. Somente naquele momento "as tribos da terra se lamentarão" (Mateus 24:30, Apocalipse 6:12-17, Lucas 21:25-26). Naquele momento não haverá mais volta ou chance de arrependimento. Quem receber o sinal da besta, não importando se é religioso ou não, já estará condenado. Durante toda a tribulação, as pessoas que não seguem ao Senhor preferirão dar ouvidos à besta que atentar para os sinais que estarão ocorrendo e para elas a volta do Senhor será uma surpresa, como um ladrão na noite. Não somos nós quem estamos dizendo isso. É a Palavra.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada pelo leitor Joel
"Bom dia Jesiel. Tenho lido seus artigos e visto muitas
verdades bíblicas
que o mundo cristão em geral não concorda. Ao mesmo tempo, fico
feliz porque assim como eu, vocês creem na Palavra de Deus da forma como
nela estão expressos os textos bíblicos, sem tirar nem pôr.
No entanto, gostaria que você me ajudasse numa dúvida: O Milênio será na Terra, isso tá claro na Bíblia. Porém, a minha dúvida é a seguinte: Quem são as nações que estarão na Terra durante o Milênio, se os salvos reinarão com Cristo em Jerusalém, e os ímpios serão mortos na vinda do Messias? Aguardo sua resposta. Que o Eterno continue o abençoando"
Joel,
Shalom!
Agradecemos ao Senhor pela sua vida e pelo interesse que você tem na Palavra.
A respeito da dúvida, realmente o Milênio suscita muitas interrogações.
Muitos não crêem que será um período literal entre
a vinda do Senhor e os novos céus e a nova Terra (estamos falando dos
amilenistas). Mas como você crê assim como nós, que haverá um
período literal em que o Senhor reinará conosco sobre a Terra
logo após a Sua gloriosa volta e antes do Juízo Final, vamos
a sua pergunta: Quem são as nações que estarão
na Terra durante o Milênio, se os salvos reinarão com Cristo em
Jerusalém, e os ímpios serão mortos na vinda do Messias?
Em primeiro lugar, em bom destacar que o Apocalipse revela que aqueles
que receberem o sinal da besta e a adorarem serão condenados. Porém,
o Apocalipse não diz que todos, em termos numéricos, receberão
o sinal ou permitirão que ele seja implantado em seus corpos. O "todos" de
Apocalipse 13:16-18, não é um todo numérico ou absoluto,
mas sim genérico. Não é "todos" sem exceção,
mas "todos" sem distinção. Ou seja, pessoas de todas
as espécies, classes sociais, etnias, receberão o sinal. Porém,
haverá pessoas que não o receberão. Entre essas pessoas
nós, enquanto servos do Senhor, que devemos permanecer firmes até o
fim.
Porém, cremos que algumas pessoas, seja por sua idade, ou por uma situação geográfica ou por alguma motivação interna, não receberão a marca ou até mesmo se negarão a recebê-la e, apesar de toda a perseguição que haverá nos 42 meses da grande tribulação, permanecerão vivas. Não devemos esquecer que o sinal ou marca da besta terá uma conotação, além da óbvia conotação espiritual maligna, financeira e comercial. Então, em tese, aqueles que não fazem parte da população economicamente ativa, principalmente crianças, não receberiam o sinal.
Por outro lado, é notória a presença de nações
durante o reinando de Jesus. É só ler passagens como Zacarias
14:16, Isaias 2:1-4, Miquéias 4:1-2, Ezequiel 36:34-38, entre outras.
No Apocalipse está escrito que o Senhor regerá as nações "com
vara de ferro" (Apocalipse 19:15), que nós reinaremos com Ele sobre
essas nações também (Apocalipse 2:26). Essas mesmas nações
(ou parte delas) serão enganadas no final do Milênio por Satanás
(Apocalipse 20:7-9).
Um abraço pra você e fica na PAZ do Senhor!
Maranata,
Jesiel Rodrigues
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Pergunta enviada por nosso leitor Paulo, em 27/09/08
"Por favor, vocês poderiam tirar uma dúvida? Eu li por aí que, para que a Nova Ordem Mundial entre em vigor, será preciso que a hegemonia dos EUA caia. Isso é verídico, pois estou percebendo que a economia dos EUA está em uma fase ruim. Se uma potência como os EUA cair, quem dominará o mundo? Li também que há um plano para falir os bancos e criar um banco mundial... Estou preocupado com esse banco que faliu nos EUA.
Gente, é incrível como as profecias apocalípticas estão acontecendo. Tenho um amigo adventista que insiste que os EUA irão assinar um decreto dominical com o papa, no qual todo mundo será obrigado a guardar o domingo e que o domingo é a marca da besta. Isso tem embasamento bíblico? Pois, no pouco que pesquisei sobre Nova Ordem Mundial, não vi essa possibilidade.
Bom, sou da Igreja Assembléia de Deus e há pouco tempo comecei
a pesquisar sobre a Nova Ordem Mundial. Eu não sabia, mais um amigo
meu me alertou e me deu sites, inclusive o do Projeto Ômega, um site
maravilhoso. Parabéns"
Paulo,
Shalom!
Obrigado por ler e valorizar nosso site. A questão levantada por você no começo é bastante lógica. Para que os 10 chifres assumam o controle mundial, é necessário que a estrutura atual de poder caia. É necessário também que os EUA percam sua atual hegemonia. A crise que estamos vivendo esses dias pode propiciar essas duas realidades. Pode fazer com que o sistema financeiro global seja totalmente reformulado, criando-se uma espécie de "Banco Central Mundial" ou alguma estrutura que controle e monitore todas as operações no mundo.
Se for muito profunda, além do que os analistas calculam, essa crise pode causar o caos nos EUA e fazer que haja o grande colapso social naquela nação, colapso que atingirá a todos os demais países. O importante é observar que as profecias estão se cumprindo. Todos os principais acontecimentos estão levando à concretização profética. A Bíblia é clara: o anticristo receberá o poder das mãos dos 10 chifres (10 nações ou blocos de nações) (Apocalipse 17:16). O anticristo imporá uma nova ordem econômica e financeira global, através de um sinal da mão ou na testa da pessoa (Apocalipse 13:16-17). É bom estar atento ao que está ocorrendo no âmbito financeiro global.
A respeito do domingo como a marca da besta, não cremos nessa hipótese.
A marca da besta será, como a palavra já diz, uma marca no corpo
da pessoa, não um dia. Será imposta nos 1260 dias de soberania
da besta. Para maiores informações sobre isto você pode
acessar o estudo A MARCA E O NÚMERO DA BESTA.
Um abraço e fica
na PAZ!
Maranata,
Jesiel Rodrigues
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Pergunta enviada por nossa leitora Rita Maia, em 25/09/08
Olá Jesiel,
Shalom!
Você pode me ajudar a diminuir meu número de dúvidas em relação ao livro do Apocalipse? ("Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo"). Ler tem sido fácil; ouvir, raro; mas guardar, puxa, tenho dificuldades... Vamos lá:
1) Como relacionar Ezequiel com os versículos de Apocalipse 20 que relatam a batalha de Gog e Magog após o Milênio?
2) Acho difícil situar, nos eventos apocalípticos, a volta de Yeshua ha Mashiach. Uma dificuldade vem do fato de estar escrito que "todo o olho o verá" (inclusive aqueles que o transpassaram). Para ser assim, as duas ressurreições (?) - a dos justos e a dos injustos, já teria que haver acontecido. Como a ressurreição dos "não salvos" será após o Milênio (?) fico um pouco perdida...”
Abraços
Rita Maia.
Rita,
Shalom!
Querer entender as profecias bíblicas é uma atitude sábia. Parabenizamos você por esse interesse em saber. Nós também estamos nesse aprendizado, mas podemos trocar algumas idéias e ajudá-la no que for possível. Vamos a suas dúvidas:
1. Cremos que a batalha de Gog e Magog, retratada em Apocalipse 20:7-9, é diferente daquela descrita em Ezequiel 38 e 39. A profecia de Ezequiel aponta para um evento que ocorrerá envolvendo países e forças que existem hoje e que já são aliadas atualmente, como a Rússia, Irã, Líbia, etc. Em Ezequiel é mostrado que, logo após a derrota de Gog e seus aliados nas terras de Israel, o povo israelense usará os armamentos de Gog como combustível durante 7 anos (Ezequiel 39:9). Esses detalhes e outros não combinam com a realidade do Milênio.
Não podemos esquecer que a invasão de Gog descrita no Apocalipse ocorre logo após o Milênio, onde não haveria a necessidade de queimar durante sete anos os armamentos de Gog, pois logo após a derrota de Gog se seguirá o Juízo Final e os novos céus e nova Terra. Outra diferença é que em Ezequiel, apenas algumas nações marcham contra Israel, inclusive outras nações se mostram surpresas ou contrárias (veja Ezequiel 38:13). Já na investida do Gog de Apocalipse, pessoas de todas as nações participam da tentativa de destruição de Jerusalém.
Cremos que o Gog descrito em Ezequiel se refere a um líder de um país
do norte de Israel. Cremos que esse país é a Rússia e
que essa invasão descrita em Ezequiel ocorrerá logo no início
do período tribulacional. Já o Gog de Apocalipse é o próprio
satanás que, após ter sido preso por mil anos, sairá para
enganar as nações e fazer com que muitas pessoas dessas nações
marchem contra Jerusalém no final do Milênio.
O espírito que há por trás dessas duas invasões é o
mesmo. É o espírito satânico. Cremos apenas que essas manifestações
ocorreram em 2 momentos e 2 circunstâncias diferentes. Uma no começo
da tribulação de 7 anos e a outra logo após o Milênio.
2. A palavra “todo” tem várias aplicações na Bíblia. Nem sempre devemos, quando lemos as Escrituras, tomar a palavra “todo” num sentido absoluto. Por exemplo, quando Jesus diz que “tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora” e não contamina o homem, esse “tudo” se refere, obviamente a um “tudo” restrito a algumas substâncias. Não é um “tudo” geral, pois sabemos que há substâncias que, caso ingeridas, causarão grande dano ao nosso organismo. Temos que entender os termos de acordo com o contexto.
Então, quando em Apocalipse 1:7 é dito que "todo olho verá" a volta do Senhor, cremos que se refere a todos os que estiverem vivos naquela ocasião (nações, judeus e Igreja glorificada). Cremos que muitos (os não salvos e glorificados na vinda do Senhor) que estiverem mortos por ocasião da vinda de Cristo, realmente não verão esse momento, pois só ressuscitarão, como você bem colocou, após o Milênio.
O Senhor Jesus disse que, por ocasião de Sua volta, as nações
da terra se lamentarão ao ver a Sua volta (Mateus 24:30, Apocalipse
1:7). Haverá muitas nações sobreviventes que entrarão
no Milênio (veja Zacarias 14). Cremos que, quando Zacarias diz que “os
que o traspassaram” verão a Sua vinda e chorarão (Zacarias 12:10,
Apocalipse 1:7), se refere ao povo judeu que estiver vivo no momento da gloriosa
manifestação do Senhor nos ares.
Não se refere às pessoas que o traspassaram no momento da crucificação, até porque, se formos tomar ao pé da letra, os que traspassaram o Senhor foram soldados romanos... João e Zacarias se referem nas passagens em questão ao arrependimento que haverá sobre os judeus quando reconhecerem que o Senhor Jesus é o Messias.
Esperamos ter contribuído para esclarecer suas dúvidas. Há interpretações feitas por outros que diferem das nossas. O importante é estar atento a todas elas e buscar o discernimento que vem do Senhor. Fica na PAZ!
Maranata,
Jesiel Rodrigues
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Perguntas enviadas por nosso leitor Flávio, em 15/02/08
Nosso leitor Flávio nos enviou algumas perguntas sobre o estudo “AS SETENTA SEMANAS”:
"Me explique melhor essa conta sua, pois, não consegui entender!"
1º) "...Já que no período entre 1 AC e 1 DC, transcorre apenas 1 ano..." Num período de dois anos, contamos 1 ano?
R= Neste caso não há “ano 0”. Então, de 1AC a 1DC
transcorre um ano, como, por exemplo, transcorre um ano de janeiro de 2007
a janeiro de
2008.
2º) Você faz as contas das 70 semanas de Daniel, utilizando o Calendário
Gregoriano?
R= Essas contas não foram feitas diretamente por nós do Projeto Ômega.
Apenas utilizamos, dentre as muitas que existem, a que mais nos parece coerente
do ponto de vista histórico. As contas foram feitas utilizando o calendário
judeu e o juliano.
3º) "...O Observatório Real de Londres calcula que um ano
juliano é 1/128 dias mais longo que o ano judaico solar..." O calendário
que você chama de Juliano é o Gregoriano?
R= Não. O calendário juliano, usado desde 46 aC até 1582,
foi instaurado pelo imperador Júlio César em todas as regiões
conquistadas por Roma. Esse calendário durou até 1582, quando
foi instaurado o calendário gregoriano.
4º) O Calendário Judaico (Luach) é baseado na lua e não
no sol.
R= O calendário judaico é chamado de “lunisolar”, com meses lunares
de 29 dias alternando-se com meses de 30 dias, com um mês
adicional intercalado a cada 3 anos, baseado num ciclo de 19
anos.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Perguntas enviadas pelo leitor Daniel Grecco, em 15/12/07
“Olá irmão, Paz do Senhor Jesus. Também sou pós-tribulacionista,
porém tem umas passagens ditas por Jesus e mostradas nos 3 evangelhos
que não consigo entender segundo a visão pós-tribulacionista
e se possível gostaria de ajuda. Se puderem explicar agradeço.
Vou colocar logo abaixo estas partes em questão retiradas do livro de
Lucas, capítulo 17:
“E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali. Não vades, nem os
sigais; Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior
do céu até à outra extremidade, assim será também
o Filho do homem no seu dia. Mas primeiro convém que ele padeça
muito, e seja reprovado por esta geração. E, como aconteceu
nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho
do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao
dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu
a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló:
Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em
que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu
a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de
manifestar. Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em
casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que
estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher
de Ló. Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á,
e qualquer que a perder, salvá-la-á. Digo-vos que naquela noite
estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado.
Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada.
Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado.
E, respondendo, disseram-lhe: Onde, Senhor? E ele lhes disse: Onde estiver
o corpo, aí se ajuntarão as águias” (Lucas 17:23-37)
1 - O que podemos entender quando Jesus fala em relação aos
dias de Noé e dias de Ló ?
2 - Como explicam o versículo 31? Porque estar no campo ou em suas
casas realizando tarefas (no telhado) não parece condizer com a realidade
tribulacional de cristãos, pois nesta altura com certeza já deveriam
estar sendo perseguidos e nem teriam casa para morar ou emprego e sim estariam
fugindo do reinado do anticristo, sendo perseguidos e mortos..
Estas duas questões me incomodam e muito, principalmente a questão
2. Se puderem me explicar com clareza eu agradeço. Deus os abençoe,
Daniel.
Daniel,
Shalom!
Em primeiro lugar, agradeço por vc acessar nosso site. É bom
começar a analisar a passagem colocada por você levando em consideração
o acontecimento central descrito por Jesus na ocasião: a Sua gloriosa
vinda. O Senhor mostra que será "como o relâmpago ilumina
desde uma extremidade inferior dos céu até até à outra
extremidade". No sermão profético, Jesus só insere
esse acontecimento num momento determinado: LOGO APÓS A GRANDE TRIBULAÇÃO
(Mateus 24:21-30). O Senhor fala do sinal semelhante ao relâmpago para
diferenciar Sua gloriosa volta dos simulacros e/ou enganos que haverá no
período tribulacional (Compare a passagem de Lucas 17 com a do sermão
profético de Mateus 24).
Partindo dessa premissa, podemos ver que tanto Noé quanto Ló permaneceram
em seus lugares até o momento final da destruição total
e definitiva. Nem o Dilúvio nem a destruição de Sodoma
e Gomorra ocorreram de forma iminente ou "de uma hora para outra".
Noé demorou anos construindo a arca e apregoando a justiça.
Horas antes da destruição de Sodoma e Gomorra, anjos apareceram
na cidade e foram vistos por todos. Nem assim aquele povo se converteu.
Porém, creio que a comparação feita pelo Senhor a respeito de Noé e Ló se refere à maldade e à incredulidade existente na época dos dois, que terá um paralelo nos dias da grande tribulação. Note que o Senhor decidiu destruir TODOS no Dilúvio e em Sodoma e Gomorra, exceto os poucos escolhidos. Era uma maldade generalizada que, de acordo com nossa opinião, estava colocando em xeque a própria existência do ser humano sobre a face da Terra. Creio que tanto na época pré-diluviana quanto em Sodoma e Gomorra as pessoas interagiam diretamente com demônios, algo que ocorrerá na grande tribulação (Gênesis 6:2-4, Apocalipse 9:1-12).
Referente à segunda questão levantada por vc, note que o Mestre
cita atividades agrícolas básicas. O intuito aqui é o
de mostrar que haverá uma destinação dupla para as pessoas:
umas serão tomadas e outras deixadas. O Senhor apenas cita exemplos
para ilustrar essa idéia central. No entanto, mesmo em meio à tribulação,
creio que haverá irmãos nossos desempenhando tais trabalhos
rústicos, afastados dos grandes centros urbanos, até mesmo
para garantir sua sobrevivência.
Para terminar, é bom notar que o Senhor relaciona esse momento (o
da separação das pessoas, sendo umas tiradas e as outras
deixadas), ao momento em que as águias se ajuntarão em
volta do corpo (Compare novamente com a cronologia do sermão
profético em
Mateus 24:28). Outras traduções falam em "abutres" em
vez de "águias". O termo grego "aetos" usado
na passagem (Lucas 17:37), refere-se a aves de rapina.
Já o termo "corpo" refere-se
a cadáver (ptoma). A passagem apocalíptica que descreve
a triunfal volta do Senhor, LOGO APÓS A GRANDE TRIBULAÇÃO,
também
descreve essa cena de aves de rapina e cadáveres (Veja Apocalipse
19:17-18). Ou seja, uma interpretação coerente com o contexto das Escrituras
nos levará a entender que é uma
cena relacionada ao Armagedom.
Esperamos ter respondido suas questões, dentro de nossas possibilidades.
Se você tiver outros questionamentos sobre esse tema ou qualquer outro, é só mandar.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Perguntas enviadas pelo leitor Carlos Diniz, em 03/07/07
“Olá irmãos do Projeto Ômega! GRAÇA E PAZ
Participo de um pequeno grupo numa pequena igreja batista. A nossa ênfase é Cristo em todos os sentidos, porque cremos que Ele é o tudo de Deus para nós. O nosso desejo é amá-lo acima de tudo, a ponto de morrermos por Ele, se for essa a vontade de Deus. Eu gostaria se for possível que vocês me ajudassem a entender alguns pontos em relação a volta de Cristo e Igreja:
Zacarias 14:5. Esses santos são os arrebatados antes da vinda do Senhor,
por isso estão vindo com o Senhor? Na volta do Senhor, Ele nos arrebatará para
Si nas nuvens e a partir daí Ele se manifestará ao mundo com
os santos? Qual seria a situação profética escatológica
de Israel nos tempos finais? Qual a compreensão que devemos ter das
70 semanas de Daniel, especialmente a última semana? Sinceramente em
Cristo, grato!”
Carlos,
Shalom!
Em primeiro lugar agradecemos a Deus pela sua vida e pela igreja na qual você congrega. Nestes tempos que antecedem o fim, é muito importante que tenhamos uma estrutura eclesiástica semelhante à primitiva, com uma profunda comunhão entre os irmãos, e não sejamos dependentes de mega organizações, que às vezes só olham para resultados quantitativos. Porém, damos graças a Deus por todas as igrejas que pregam o evangelho.
Bom, vamos tentar responder suas perguntas. No texto de Zacarias 14:5,
o profeta está descrevendo os momentos que antecederão a gloriosa vinda
do Senhor, quando Ele pousará Seus pés no Monte das Oliveiras,
o qual se dividirá em dois. Todo o contexto do capítulo 14 de
Zacarias fala dessa vinda maravilhosa, que antecederá o Milênio
e até mesmo fala de coisas que ocorrerão no Milênio. Cremos
que o encontro de Jesus e os santos glorificados (Igreja) nos céus,
se dará quando no céu aparecer o sinal do Senhor, sinal que só será visto
logo após a grande tribulação (Mateus 24:29-31). Só então
o Senhor aparecerá nos céus com a Igreja glorificada e será visto
por todos (Apocalipse 1:7).
Os eventos que estamos detalhando ocorrerão muito rapidamente, além de nossos limites temporais. Só pra ter uma idéia, o apóstolo Paulo nos mostra que a glorificação de milhões ou talvez bilhões de servos de Deus ocorrerá “num abrir e fechar de olhos” (I Coríntios 15:50-52). Então, sua segunda pergunta “Na volta do Senhor Ele nos arrebatará para Si nas nuvens e a partir daí Ele se manifestará ao mundo com os santos?” já explica em si a resposta da primeira. O pré-tribulacionismo, para explicar o fato do Senhor voltar com os Seus santos, pressupõe que esses santos serão arrebatados 7 anos antes da volta, o que não encontra respaldo bíblico.
A própria Palavra nos mostra que os eventos que ocorrerão na volta de Cristo serão rápidos e sobrenaturais e eles ocorrerão “ao soar da última trombeta” ou “logo após a aflição daqueles dias” (I Coríntios 15:50-52, Mateus 24:29). Por isso Ele aparecerá para todas as nações com os Seus santos previamente arrebatados. Esses santos serão glorificados e arrebatados momentos antes que Ele desça sobre o Monte das Oliveiras e não 7 anos antes, como afirma o pré-tribulacionismo.
Referente ao papel escatológico de Israel, ele é fundamental. É na
Terra Santa que ocorrerão os principais eventos tribulacionais e onde
o Senhor descerá para reinar, estabelecendo seu trono em Jerusalém.
Haverá um remanescente judeu que crerá no Senhor e será salvo
(Zacarias 12:9-10). Isso ocorrerá já nos momentos finais da tribulação.
Cremos que os planos do Senhor para com Israel são permanentes e que
Israel será a principal nação entre as outras que existirão
no Milênio. O Senhor reinará em Jerusalém (Isaías 2:12-4,
Miquéias 4:1-4, Zacarias 14:16-21). Acreditamos que o propósito do Senhor
com a raça humana, através do povo israelense, é eterno.
Sobre a última semana de Daniel, cremos que ela ainda se cumprirá nos
7 anos que antecedem a volta gloriosa do Senhor. Para maiores informações
sobre este assunto, você pode acessar um estudo que temos no site com
o tema “AS SETENTA SEMANAS”.
Maranata,
Jesiel Rodrigues
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Pergunta enviada pelo leitor Rene Kultz, em 13/05/07
"Meu nome é Rene Kultz, e leio o conteúdo
do Projeto Ômega
há algum tempo. Sou adepto da visão escatológica pós-tribulacionista,
mas tem um texto em especial que sempre me gera dúvida a respeito desta
visão:
"Pois, assim como o relâmpago, fuzilando em uma extremidade do céu, ilumina até a outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia. Mas primeiro é necessário que ele padeça muitas coisas, e que seja rejeitado por esta geração. Como aconteceu nos dias de Noé, assim também será nos dias do Filho do homem. Como também da mesma forma aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado, tendo os seus bens em casa, não desça para tirá-los; e, da mesma sorte, o que estiver no campo, não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar preservar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á. Digo-vos: Naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e a outra será deixada. [Dois homens estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.] Perguntaram-lhe: Onde, Senhor? E respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres." (Lucas 17:24-37).
Esse texto dá a idéia de uma manifestação repentina, como é narrado no versículo 27. Concordo que em I Tessalonicenses 5:4 está escrito que os seguidores do anticristo é que vão ser surpreendidos com a segunda vinda de Cristo ("Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda..."). Mas o mais intrigante é a parte dos versículos 34, 35 e 36, pois eles narram de duas pessoas em atividades rotineiras, e uma sendo levada.
Não é bem o cenário de perseguição, onde os seguidores do anticristo estarão vivendo as suas vidas, e a igreja escondida por causa da perseguição. Gostaria de saber como esse texto se relaciona com os textos que narram a perseguição dos últimos dias. Gostaria de ter essa dúvida respondida. Desde já, agradeço"
Rene,
Shalom!
Em primeiro lugar, gostaríamos de parabenizá-lo pela questão levantada, que realmente mostra que você tem estudado o tema de uma forma dedicada. Sua pergunta é muito interessante e vamos tentar respondê-la de acordo com aquilo que cremos.
Bom, referente à aparente manifestação repentina, nós
cremos que a vinda do Senhor Jesus será repentina... Porém, o
nosso repentino é bem diferente daquele que defende o pré-tribulacionismo!
Nós cremos que o regresso do Senhor ocorrerá a qualquer momento
APÓS a concretização de todos os sinais, inclusive dos últimos
sinais, que, de acordo com o Senhor será uma série de sinais
cósmicos. Note o que o Senhor diz: “logo após a tribulação
daqueles dias” ocorrerão os sinais cósmicos que antecederão
o regresso glorioso do Senhor (Mateus 24:29-31). Ou seja, o regresso de Jesus
ocorrerá num momento indeterminado logo após a grande tribulação
e logo após a concretização dos últimos sinais,
os quais também ocorrerão IMEDIATAMENTE APÓS A TRIBULAÇÃO.
O dia e a hora da vinda permanecem desconhecidos para nós. Mesmo considerando as profecias de Daniel, que nos proporcionam números de dias até a vinda, será praticamente impossível calculá-los devido à abreviação dos dias (Mateus 24:22), à troca do calendário que a besta fará (Daniel 7:25) e à escuridão total que deverá assolar o planeta imediatamente antes de aparecer o sinal do Senhor (Mateus 24:29-30, Apocalipse 6:12-17). Nesse cenário de escuridão total é que o sinal de Jesus, como um relâmpago (compare Lucas 17:24 com Mateus 24:27), será visto por todos os que estiverem vivos, para lamentação de uns e alegria de outros.
Veja os casos citados pelo Senhor na passagem que você nos enviou. Ele
fala de Noé e de Ló. Nem Noé entrou na arca sem sinais
prévios nem Ló saiu de Sodoma sem sinais prévios. A arca
precisou ser construída, os animais precisaram entrar, a porta precisou
ser fechada. No caso de Ló, os anjos apareceram na cidade e todos ficaram
sabendo. Os anjos não retiraram Ló e família repentinamente,
mas permaneceram na cidade por algumas horas. As pessoas preferiram continuar
com suas vidas, mesmo diante daqueles avisos tão claros. Da mesma forma,
mesmo em meio à grande tribulação, com avisos e sinais
tão claros da proximidade da volta de Cristo, as pessoas vão
preferir adorar a besta e blasfemar o nome de Deus! (Apocalipse 9:20-21, Apocalipse
16:9).
Esse é um ponto chave para entender porque a iminência, tal qual é defendida no pré-tribulacionismo, não faz sentido. Os pré-tribulacionistas têm enorme dificuldade de entender que, mesmo em meio à grande tribulação, as pessoas não vão estar “nem aí” para o evangelho de Cristo e para a proximidade do fim, da mesma forma que os contemporâneos de Noé e Ló não estavam “nem aí” para aqueles sinais que apontavam para a destruição. A maior parte das pessoas só vai perceber sua iminente ruína quando for tarde demais, nos dias dos últimos sinais, quando já tiverem adorado e aceito a marca da besta (Apocalipse 6:12-17, compare com os últimos sinais citados por Cristo em Mateus 24:29-30, quando os homens se lamentarão diante do sinal da Sua gloriosa vinda).
Referente aos versículos 34-36, onde Jesus narra que algumas pessoas
serão tomadas e outras deixadas, as atividades relacionadas
não
pressupõem um período anterior à tribulação.
Em primeiro lugar, o fato de dormir não pode ser separado
da experiência
humana, mesmo em meio aos momentos mais difíceis. Precisamos
dormir, até quando o mar está revolto... Também
precisamos comer. Note que o processo descrito pelo Senhor é uma
forma primitiva de moer grãos, para fazer pão e outros
alimentos básicos...
Em segundo lugar, o Senhor associa esse momento à visão de abutres ao redor de um corpo. Se formos à revelação apocalíptica, veremos que os abutres estarão sobre os corpos de milhares de mortos na Armagedom, momento que está relacionado à volta triunfal de Jesus (Apocalipse 19:17-18). Em terceiro lugar, haverá uma infra-estrutura mínima no planeta até os momentos finais.
Se não fosse assim, como subsistiriam os judeus e as nações que entrarão no Milênio (Zacarias 14:16), ou como os exércitos do anticristo teriam condições de reunir-se no Armagedom (Apocalipse 16:13-14), ou como “os reis do oriente” atravessariam milhares de quilômetros (Apocalipse 16:12)? O planeta manterá condições mínimas de sobrevivência até o momento final, quando o Senhor pousará seus pés no Montes das Oliveiras, começando seu reino e restaurando todas as coisas.
Esperamos ter respondido as suas questões. Se você tiver outras
dúvidas, até mesmo sobre o mesmo assunto, pode nos enviar. Fica
na PAZ!
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por nosso leitor Daniel Pereira, em 07/05/07
“Olá Jesiel, Graça e Paz! Tenho acompanhado os estudos divulgados
através do site, mas tenho uma dúvida quanto ao anticristo. A
minha dúvida é a seguinte:
No texto de II Tess 2:7 e 8 está escrito o seguinte: “Por que já o
mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste
até que
do meio seja tirado, e então será revelado o iníquo, a
quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo
esplendor da sua vinda”. Os pré-tribulacioniostas afirmam que esse “um”
que o texto se refere é o Espírito Santo. Gostaria que esclarecesse
a que o texto realmente se refere”
Daniel,
Shalom!
Obrigado por acessar nosso site. Referente a sua pergunta, gostariamos de destacar algo muito curioso. Muitos daqueles que dizem ser o Espírito Santo ou a Igreja quem detém ou resiste a manifestação do anticristo, o fazem porque ouviram ou leram que é assim. Dessa forma, essa informação é passada de geração a geração desde a difusão mundial do pré-tribulacionsimo, ocorrida a partir do final do século XIX (vale lembrar que antes do século XIX, não havia qualquer noção pré-tribulacionista no seio das igrejas cristãs).
Se você for perguntar-lhes a base bíblica que é usada para tal afirmação, não será apresentado nenhum ensinamento ou revelação bíblica direta que afirme isso. As razões pelas quais não cremos que aquele ou o quê detém a manifestação do anticristo é o Espírito Santo ou a Igreja são principalmente duas:
1. No próprio texto em questão, o apóstolo Paulo ensina o contrário daquilo que é ensinado pelo modelo pré-tribulacionista. Se formos olhar para o contexto, veremos que Paulo estava combatendo a idéia de iminência pregada por alguns naquele tempo (século I). Muitos diziam ou escreviam: “JESUS VOLTARÁ A QUALQUER MOMENTO”. Paulo ensina que não será assim e que antes alguns sinais devem se cumprir. Ele dá dois grandes sinais que antecederão a vinda do Senhor e a nossa reunião com Ele: a apostasia e a manisfestação do anticristo. Ele diz que a vinda de Cristo e a nossa reunião com Ele (versículo 1), não se darão antes da manifestação ou revelação do filho da perdição (anticristo).
Em outras palavras, a vinda do Senhor e a nossa reunião com Ele (arrebatamento),
ocorrerão depois da manifestação do anticristo.
Se a Igreja se encontrará com o Senhor depois da manifestação
do anticristo, então não é a retirada da Igreja que possibilitará tal
manifestação. Se o Espírito Santo foi enviado à Igreja
e habita no coração de cada servo de Deus para consolá-lo
e guiá-lo, então é claro como a luz do sol que o Espírito
de Deus ficará com a Igreja mesmo após a manifestação do anticristo,
porque Ele vive em cada um de nós.
Então, o próprio texto usado pelo pré-tribulacionismo
para afirmar que o Espírito Santo é aquele que detém a
manifestação do anticristo, algo que o texto não diz,
revela o contrário! A Igreja, que tem o Espírito Santo, estará na
Terra mesmo após a manifestação do filho da perdição. É isso
que Paulo ensina.
2. Se formos aos momentos tribulacionais, veremos irmãos mantendo o testemunho de Jesus e guardando seus mandamentos (Apocalipse 12:17), as duas testemunhas pregando e realizando maravilhosos sinais, as mesmas sendo ressuscitadas (Apocalipse 11:11-13), irmãos se negando a receber o sinal da besta e sendo mortos por isso, etc, etc.
Será que tudo isso será realizado sem a intervenção do Espírito Santo? Será que durante a tribulação haverá uma nova forma de viver a graça de Deus, baseando-nos em nossa própria força de vontade? É óbvio que não. A presença de servos do Senhor em plena tribulação é inquestionável. Se formos coerentes com o todo o contexto da revelação bíblica, temos que afirmar que o Espírito Santo permanecerá com a Igreja até o final, o momento da gloriosa vinda de Jesus Cristo, logo após a grande tribulação.
3. O Espírito Santo não foi enviado para opor-se ao avanço
da iniquidade. O próprio Senhor revelou que a iniquidade se multiplicaria.
O Espírito foi enviado para habitar no coração de cada
servo do Senhor nascido de novo. Ele consola e guia o cristão,
mesmo em meio aos momentos de provação máxima.
Esperamos ter respondido a sua dúvida. Ficamos a sua disposição para qualquer outra questão. O Senhor continue te abençoando e que Seu Espírito te guie e console até nos momentos mais difíceis, até o fim. Para um melhor entendimento sobre quem ou o quê detém a manifestação do filho da perdição, acesse o item “A IGREJA E O ARREBATAMENTO”, na parte final do estudo. Ali procuramos chegar a uma conclusão mais sensata, reconhecendo que é um tema bastante complexo, já que o apóstolo Paulo não escreve quem é o o que é que detém a manifestação do anticristo, uma informação que só foi dita aos irmãos em Tessalônica de forma oral.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por nosso leitor Marcos, em 10/04/07
“A paz! Muito boas as informações contidas no site. Queria muito que vocês me ajudassem com essa dúvida e se puderem, publicar algo do tipo, creio que muitos devem procurar por isso, mas é difícil achar. Vi que vocês refutaram bastantes argumentos amilenistas.
Eu creio que não há problemas nessas passagens, mas para explicar para um amilenistas é algo muito complexo e não vi esse conteúdo no site, aqui vão as passagens: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" (Mateus 24:34) e "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora." (I João 2:18).
Estas e outras passagens são muito utilizadas pelos amilenistas para justificarem que as coisas referentes ao Apocalipse ocorreram no reinado de César Nero. Eu não creio deste modo, pois ficam muitas passagens em branco no Apocalipse, caso isso tivesse ocorrido. Estava discutindo com minha mãe e chegamos a uma conclusão a respeito de Mateus 24.
Ao longo dos anos, a Bíblia fora muito traduzida e de acordo com a linguagem culta da língua, ESTA se refere a algo conosco em quanto ESSA a algo que não está conosco. Como Jesus falava de geração, esta se refere a geração em que ele estava. Cremos que esse foi um erro interpretativo dos tradutores. Mas queria saber a opinião de vocês... A paz do Senhor Jesus”
Marcos,
Shalom!
Obrigado por acessar nosso site. Os argumentos usados pelos amilenistas que você citou, são também usados pelos preteristas. A passagem de Mateus 24:34, sem dúvidas, é uma das que mais levantam opiniões. Temos que partir da premissa de que um texto não pode ser entendido fora de seu contexto.
Se no sermão profético, o Senhor Jesus detalhou os principais sinais que antecederiam a sua vinda e depois disse que “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”, ninguém pode afirmar que o Senhor estava se referindo àquela geração que o estava ouvindo (século I), a menos que mostre onde e como ocorreram os sinais profetizados, como o sinal de Jesus aparecendo nos céus na forma de um relâmpago, as tribos da terra se lamentando, a abominação desoladora, os poderes dos céus sendo abalados, o ajuntamento dos escolhidos nos ares feito pelos anjos, etc, etc.
Como ninguém em sã consciência pode afirmar que todos esses sinais ocorreram no século I, então devemos descartar essa tese. Uma outra vertente defende que, quando o Senhor falou de “esta geração”, estava falando da geração que veria o principio de dores e se extenderia até o final. Estava lendo há poucos dias um livro de Tim LaHaye, que é pretribulacionista, e ele afirmou isso. Ele diz no livro “O Começo do Fim”, de 1972, que aqueles que presenciaram ou estavam vivos durante a primeira guerra mundial (o primeiro sinal do princípio de dores é “guerras e rumores de guerras”), estariam vivos no momento do arrebatamento...Detalhe: ele escreveu esse livro no começo da década de 70 e vemos que sua tese parece estar errada, já que restam poucos sobreviventes daquela época (primeira guerra mundial) e nem sequer os 10 chifres foram formados...
Pesquisando a expressão grega para “esta” usada no textus receptus,
nos deparamos com a palavra “houtos”, que significa “esta” indicando
proximidade. Cremos que, quando o Senhor Jesus se refere a “geração”, ele
está falando da nação israelense, está falando
dos judeus. A palavra “geração” na Bíblia não se
refere apenas ao período de tempo de uma geração (40,
80 anos), mas também à DESCENDÊNCIA ou POVO (veja Jeremias
7:15, Jeremias 23:8, Atos 8:33, Atos 17:29, Apocalipse 22:16, entre outros).
Em outras palavras, cremos que o Senhor diz: “não passará o povo judeu ou a descendência de Israel até que todas essas coisas aconteçam”. Você pode ver que Israel, como nação, é uma das poucas que sobreviveram desde aquela época, mantendo as suas tradições e cultura. A respeito de I João 2:18, é bom lembrar que os irmãos da Igreja primitiva esperavam que o regresso do Senhor se desse já naqueles dias. Eles esperavam que todos os sinais se cumprissem já nos seus dias. Por isso, a gente vê João falando de “última hora”, Paulo se incluindo entre aqueles que estariam vivos no arrebatamento, etc.
Os anticristos e falsos profetas (no plural), estão presentes desde o século I. Porém, nos últimos tempos se levantarão 2 homens que serão o clímax desses seres comprometidos com o erro, como nos mostra a revelação do Senhor a João em Patmos. Esperamos ter pelo menos esclarecido alguma coisa. Qualquer dúvida ou opinião, é só enviar. Fica na PAZ.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada em 07/10/06 pelo leitor Rogério Bispo,
“Oi meus irmãos, paz do Senhor Jesus. Gostaria de saber, na opinião dos irmãos, se o cavaleiro de Apocalipse capítulo 6, o primeiro do cavalo branco, é o anticristo ou Jesus Cristo? Aguardo resposta!!! Obrigado!”
Rogério,
Shalom!
Respondendo a sua questão, cremos que o assunto abordado é muito
polêmico. Muitos associam aquele que está montado no cavalo
branco ao anticristo e outros o associam ao Senhor Jesus.
Evitando sermos taxativos, cremos que o cavaleiro descrito em Apocalipse
6:1-2 se refere ao Senhor Jesus, pelas seguintes razões:
1. Cremos que os cavalos e cavaleiros descritos após o cavalo branco
representam fatos que fazem parte do princípio de dores (cavalos vermelho,
preto e amarelo). Então, parece ilógico que o anticristo apareça
antes do princípio de dores. O cavalo branco é o que dá “a
largada” no cenário profético final e cremos que isso ocorreu
no ministério do Senhor há aproximadamente 2.000 anos.
2. O mesmo livro de Apocalipse descreve o Senhor Jesus em Sua volta sentado
num cavalo branco.
“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado
sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.”
(Apocalipse 19:11)
Que o Senhor continue te abençoando,
Maranata!
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por nosso leitor Jonas, em 04/08/06
“Olá, meu nome é Jonas e me interesso pelo tema abordado no site. Nascido no evangelho, sempre compartilhei a idéia pré-tribulacionista, porém os estudos do Projeto Ômega têm me feito repensar sobre isso. Concordo que crer num arrebatamento pré-tribulacionista nos deixa de certa forma desatentos, para não dizer despreocupados com "os eventos finais".
A minha pergunta é simples, talvez nem precisem publicar: Não
entendi o porquê da dedução de 1 ano entre 445AC e 32DC.
Desculpe minha ignorância, mas se de 445AC até o nascimento de
Cristo passaram-se 445 anos e do nascimento de Cristo até 32DC transcorreram-se
32 anos, então a conta não seria 477 mesmo?”
Jonas,
Obrigado por acessar nosso site e valorizar o seu conteúdo.
Referente a sua pergunta, que foi originada ao ler o estudo “AS
SETENTA SEMANAS DE DANIEL”, a dedução de 1 ano é feita porque não
há ano 0. Por exemplo, entre 2 AC e 2 DC, existem apenas 3 anos e
não 4.
Referente à conta que você fez, está certa, porém
você a fez levando em consideração o calendário
solar, o qual possui 365 dias ou 366 dias nos anos bissextos. Já no
ano lunar, que possui em média 360 dias, no qual deve ser entendida
a profecia de Daniel, 69 semanas ou 483 anos compreende o período entre
445 AC e 32 DC, resultando em 173.880 dias.
Se você usar o padrão solar para a mesma quantidade de dias, chegará aos 477 anos, sempre considerando os pequenos ajustes referentes aos anos bissextos no período, à diferença do calendário juliano e ao ano solar. Porém, cremos que a profecia das semanas deve ser entendida usando o calendário lunar, já que era o utilizado por Daniel.
Veja os cálculos e perceba porque você chegou a uma conclusão diferente da nossa:
69 semanas x 7 anos = 483 anos
483 x 360 = 173.880 dias (de acordo com o calendário lunar)
483 x 365 = 176.295 dias (de acordo com o calendário solar)
176.295 – 173.880 = 2.415 dias. Essa é a diferença entre 483 anos e 477 anos, levando em consideração as pequenas variáveis já apontadas, como anos bissextos e ajustes do calendário juliano ao solar. Na verdade, 2.415 dias dá 6,6 anos (algo em torno de 6 anos e 7 meses). Quando levamos em consideração as variáveis, chegamos à diferença apontada por você (477 anos, contra 483 anos).
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada por nosso leitor Fabrício, em 28/07/06:
“Sou leitor do seu Site e gostaria de perguntar uma coisa. É possível afirmar que o falso profeta é o atual Papa e o anticristo será ou é judeu?”
Fabrício,
Tudo bem? Cremos que o falso profeta será (ou é) um líder religioso que exercerá domínio espiritual sobre grande parte da população mundial, graças aos sinais sobrenaturais que fará. Ele apresentará uma nova maneira de crer. Será o falso profeta quem estimulará a adoração mundial ao anticristo, trará “espírito” à sua imagem e convencerá a população mundial a receber o sinal da besta (Apocalipse 13:14-17). É temerário dizer que o atual papa é o falso profeta. Porém, temos que estar atentos aos movimentos de todos os principais líderes religiosos do planeta e isso inclui o papa.
Referente à nacionalidade do anticristo, o mais provável é que
ele seja judeu. Não podemos ser conclusivos, pois não há pasagens
bíblicas que apontem claramente a resposta para essa questão.
No entanto, há uma passagem na qual o Senhor Jesus revela algo importante:
“Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (João 5:43)
O Senhor disse isso a alguns judeus que o inquiriram logo após a cura de um homem no sábado. Ou seja, foi uma palavra específica do Senhor ao povo judeu. Todos sabemos que a maior parte dos judeus ainda esperam o Messias, já que Jesus não é considerado como tal por grande parte dos israelenses. Isso abre caminho para que “outro que vier em seu próprio nome”, mostrando-se o “grande libertador” de Israel num momento de aflição e chamando para si o cumprimento de algumas profecias, seja aceito como o Messias. Obviamente, nesse contexto, é necessário que tal pessoa seja judia.
Porém, devemos estar atentos a outras possibilidades. Por exemplo, que
o falso profeta seja aquele que será considerado o Messias pelos judeus.
Nesse contexto, teria que ser um líder espiritual judeu. Existe também
a possibilidade que nenhum dos dois seja judeu, podendo ser gentios. Não
há nenhuma afirmação conclusiva na Bíblia que aponte
para a necessidade do falso profeta e/ou anticristo serem judeus. Porém,
cremos que o mais provável é que pelo menos um deles seja judeu.
É
importante que continuemos atentos aos fatos. Os detalhes proféticos
que não estão claramente expostos na Palavra de Deus devem ser
objeto de nossa observação nas notícias do dia a dia para
que possamos identificar o real cumprimento das profecias bíblicas.
Quando surgir um líder espiritual mundial, fazendo sinais surpreendentes,
trazendo uma “nova maneira de crer” e induzindo as pessoas a adorar a besta,
a sua imagem e a receberem seu sinal nas mãos ou na testa, então
você saberá que se trata do falso profeta.
Também, quando surgir um líder que receba o poder mundial das mãos de 10 países ou grupos de países e esse líder chame para si a adoração mundial, através de sua imagem e presença no Templo, então você saberá que se trata do anticristo.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Pergunta enviada
por nosso leitor Eliseu Pereira, em 24/07/06:
“Parabéns pelos estudos publicados no site Projeto
Omega, todos bem fundamentados. Sou formado em teologia, membro de igreja
batista, interessado
em Escatologia e atualmente estou preparando um curso sobre o assunto para
EBD.
Gostaria de fazer a seguinte consulta: no seu texto CRONOGRAMA DA TRIBULAÇÃO,
o irmão diz que as profecias de Ezequiel 38-39 se cumprem durante os
anos da tribulação. Em outro texto, sobre MILÊNIO, consta
a seguinte observação: "Não podemos confundir também
Gog e anticristo, nem tampouco o Gog pós-milenal (Apocalipse 20:8) com
o Gog de Ezequiel 38 e 39, que está mais relacionado ao começo
da tribulação."
Pergunta: Qual o fundamento desta distinção? Por que o Gog de
Ezequiel não deve ser entendido simplesmente como o Gog de Apocalipse
20? Ambos os textos parecem tratar de várias nações e
não apenas da Rússia e seus aliados. Percebo que muitos estudiosos
fazem esta distinção, mas lendo os textos bíblicos, não
encontro base para chegar à mesma conclusão. Obrigado se puder
responder. Em Cristo, Eliseu Pereira”.
Eliseu:
Agradecemos pelo carinho e também o congratulamos pelo interesse em conhecer mais as profecias bíblicas. Que o Senhor o guie no curso que irá ministrar na EBD.
Referente a sua consulta, gostaríamos de começar esclarecendo
que o tema é bastante polêmico. Sem dúvidas, sugerir que
o Gog de Ezequiel 38 e 39 é o mesmo de Apocalipse 20:8 ou é um
Gog diferente, tem seus prós e seus contras. Porém, vamos colocar
algumas razões pelas quais cremos que os dois textos em questão
(Ezequiel e Apocalipse), se referem a personagens diferentes:
Ezequiel mostra que Gog virá “do extremo norte” (Ezequiel 38:15). Traçando uma linha imaginária, veremos que o povo que encontra no “extremo norte” de Israel é a Rússia. Praticamente há uma linha reta entre Jerusalém e Moscou. Então, uma simples interpretação literal nos levará à Rússia. No caminho entre a Rússia e Israel, temos o Líbano, Síria e Turquia. Israel instalou um verdadeiro “tampão” militar em sua fronteira com a Síria, numa zona conhecida como Colinas de Golã, ocupando militarmente essa região.
O atual conflito no Líbano (país que fica imediatamente ao norte de Israel), traz, cremois, um alto teor profético, já que seria o caminho a ser percorrido pela invasão de Gog, vinda do “extremo norte”. Note que Gog virá para “tomar despojo”. Ou seja, virá logo após algum grande conflito no qual Israel sairá como vencedor e conseguirá habitar em relativa segurança.
Já o Gog de Apocalipse 20:8 sairá para enganar “as nações que estão sobre os quatro cantos da terra” e é identificado como o próprio satanás. O Gog do Apocalipse não intentará tomar despojos de guerra, mas rebelar-se contra o governo do Senhor Jesus.
A Rússia possui enormes efetivos militares na região da Chechênia, que faz fronteira com a Turquia. É conhecido o interesse que as grandes potências têm no Oriente Médio. Diante do controle americano do Afeganistão e do Iraque, além de países “amigos”, como a Jordânia, Arábia, Kuwait, Egito e o próprio Israel, grandes países como a Rússia e a China, cedo ou tarde, terão que trazer à tona sua necessidade de ter controle estratégico também das principais jazidas de petróleo no mundo. Os EEUU “saíram na frente”, mas os outros grandes países deverão agir, tarde ou cedo.
Então, geo-politicamente, a Rússia tem bons motivos para instalar-se no Oriente Médio, visando sua subsistência futura como grande nação. O Gog descrito por Ezequiel é um ser que planeja meticulosamente sua invasão a Israel. Será algo surpreendente, quando Israel estiver habitando em paz, livre da ameaça de seus inimigos mais próximos (mais uma vez, o atual conflito com os palestinos e no Líbano nos chama a atenção).
Já o Gog de Apocalipse não virá de uma forma surpreendente e sorrateira, mas será solto de sua prisão milenal para esse fim (Apocalipse 20:7).
Ezequiel mostra que Gog possuirá alguns aliados. Entre eles “persas, etíopes e os de Pute” (Ezequiel 38:5). Isso, mais uma vez, nos leva à configuração atual, onde os persas (Irã), se mostram como aliados da Rússia. Países islâmicos da África do Norte e do Oriente Médio também, a exemplo do Irã, poderão marchar com Gog contra Israel. Ao mesmo tempo, povos como Sebá, Dedã e Tarsis demonstrarão surpresa diante da invasão do Gog descrito por Ezequiel (Ezequiel 38:13).
Já o Gog de Apocalipse agirá sobre todas as nações, as que existirem no final do Milênio (não temos sequer certeza que o Irã (persas) continuarão existindo no período milenal).
Os armamentos de Gog, logo após a sua derrota, serão queimados
e usados como combustível durante 7 anos pelo povo de Israel (Ezequiel
39:9). Precisamente, o número de anos da tribulação, se
dermos uma interpretação futurista à última semana
de Daniel. Faz sentido, pois a tribulação será um período
de intensa aflição para Israel e o país poderá precisar
desse tipo de combustível. Da mesma forma, os restos mortais das tropas
de Gog serão enterrados por 7 meses (Ezequiel 39:12).
Nenhum desses fatores combina com o Gog de Apocalipse, pois logo após a destruição das tropas de Gog, logo após o Milênio, haverá o Juízo Final e a instauração dos novos céus e nova Terra. Não faz sentido ficar usando por 7 anos combustíveis obtidos no despojo de guerra nem faz sentido ficar 7 meses enterrando mortos, para logo após vir o Juízo Final e os novos céus e a nova Terra.
Até mesmo os relatos bíblicos a respeito do Milênio nos levam a crer que não haverá grandes armas na rebelião satânica logo após o Milênio, já que nesse período, sob o reinado do Senhor Jesus, as armas serão convertidas em instrumentos de produção (Isaias 2:4, Miquéias 4:3).
Esses são os principais fatores que nos fazem acreditar que o Gog de Ezequiel se refere a uma invasão vinda do “extremo norte” (Rússia e alguns aliados) e que ocorrerá logo no começo do período tribulacional, enquanto que o Gog de Apocalipse é o próprio satanás, que comandará uma rebelião mundial contra o reino do Senhor Jesus logo após o Milênio. Como expressamos no começo, é um assunto realmente polêmico e todas as interpretações devem ser consideradas e estudadas.
Cremos que a única forma de assegurar-nos a respeito do cumprimento
dessa e de outras profecias é ficarmos atentos aos acontecimentos.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
Pergunta enviada pelo leitor Jônatas Sales, em 07/06/06:
"Oi, tenho uma dúvida. Há alguns anos, seitas de bruxaria como "Wicca" vêm se expadindo em torno dos jovens que a estão buscando, evidentemente, pelo sucesso do "Harry Potter". Gostaria de saber se esses "bruxos" e "satanistas" terão um papel importante nesta área apocaliptica."
Jônatas:
Como temos afirmado constantemente, cremos que estamos diante de um processo de condicionamento paulatino da população mundial para que, em determinado momento, possa aceitar a besta e o falso profeta sem maiores questionamentos. A Palavra revela que tais personagens malignos farão grandes sinais e a maioria dos habitantes do planeta se maravilhará diante disso (veja Apocalipse 13:3-4, Apocalipse 13:1-18 e II Tessalonicenses 2:9-11).
Esse processo de condicionamento paulatino fica claro quando abordamos o termo “bruxaria”. Há 5 ou 6 décadas, esse termo era até mesmo evitado e causava aversão na maior parte das pessoas. Hoje, não somente o termo, mas também a prática da bruxaria virou moda e é mostrada pela grande mídia como algo novedoso, moderno e atraente, ao trabalhar com as “forças da natureza”.
O apóstolo Paulo, em sua segunda carta aos tessalonicensses, ensinou aos irmãos que o mistério da injustiça já operava naquele momento, ou seja, no primeiro século (II Tessalonicenses 2:7). O Senhor Jesus já tinha revelado que, no decorrer do tempo, a iniquidade se multiplicaria (Mateus 24:12). O clímax dessa crescente iniquidade será a manifestação do homem a quem Paulo chama de “o iníquo” (II Tessalonicensses 2:8), referindo-se à besta.
Então, vemos que existe um processo maligno denominado por Paulo de “mistério da injustiça”. Dentro desse processo, a iniquidade vai se multiplicando e as forças malignas vão exercendo um nível cada vez maior de influencia sobre as pessoas, como objetivo final de impor “o iníquo” à população mundial, procurando adoração e “querendo parecer Deus” (II Tessalonicenses 2:4).
Que continuemos sob a graça do Senhor, alertando a todos os que tiverem ao nosso alcance desse processo maligno e evitando que alguns durmam e sejam enganados. Que possamos levar a mensagem de libertação e amor àqueles que têm se envolvido com práticas como a bruxaria e feitiçaria, em vez de atirá-los na fogueira como fizeram muitos em séculos passados.
A única
maneira de não deixar-se levar por essa onda crescende de iniquidade
e engano é ter comunhão com o Senhor, sendo guiado pelo Santo
Espírito de Deus.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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“Amados,
que a graça de CRISTO esteja com todos. Gostaria de uma opinião sincera
sobre Apocalipse 13. O texto fala que a um espírito seria permitido entrar
numa imagem. Eu já li em vários livros sobre a escatologia bíblica que
seria uma estátua. Fico a imaginar se uma estátua de bronze ou de madeira
poder falar. Sinceramente, não acredito que o Apóstolo João tenha se referido
a essa situação.
Uma certa vez, eu ouvi de alguém (que eu nem
me lembro quem foi), que essa imagem poderia ser de um ser clonado. É dessa
maneira consigo visualizar um demônio entrando num clone de alguém famoso. É sendo
somente dessa maneira que um ser clonado pode vir a ter vida, pois não acredito
que o nosso DEUS iria dar um sopro de vida a um ser clonado e sem o sopro
divino este ser não poderia ter vida. Pergunto se esta minha questão pode
ser considerada”
Silvano:
A questão que você levanta é muito interessante
e importante. Interessante porque provoca o nosso interesse em pensar em
detalhes que “passam por alto” quando analisamos os temas escatológicos,
e importante porque é o nosso dever, como servos do Senhor, estarmos preparados
para enfrentar e rejeitar a grande onda de engano que se aproxima. Como pós-tribulacionistas,
cremos que teremos que enfrentar tais acontecimentos e temos que estar alertas
para as possibilidades “...para que não sejamos vencidos por Satanás; porque
não ignoramos os seus ardis...”, como expressa Paulo em sua segunda carta
aos coríntios (II Coríntios 2:10).
Confessamos
que não temos uma posição categórica e inquestionável sobre o tema levantado
por você, ao mesmo tempo em que sustentamos que sua posição a respeito deve
ser considerada como provável.
Em primeiro lugar está a questão do fôlego ou
espírito. O texto diz que ao falso profeta “será concedido” dar “espírito” à imagem
da besta, com o objetivo de que esta fale (Apocalipse 13:15). Será possível
a um homem dirigido por forças satânicas (falso profeta), dar “espírito”
a um corpo? Um clone tem espírito ou não? A que o escritor do Apocalipse
se refere como “espírito”?
Entendemos que devemos partir de algumas premissas.
A primeira é que o Senhor é o Pai dos espíritos (Hebreus 12:9). A segunda é que
Satanás e suas hostes podem agir apenas dentro das leis naturais impostas
pelo Criador. Satanás pode iludir, enganar e usar técnicas que o homem e
sua tecnologia ainda desconhecem. Porém, jamais pode ir além dos limites
impostos pelo Senhor.
A palavra grega usada para “espírito” no texto de Apocalipse 13:15 é “pneuma”, tendo diversas aplicações no Novo Testamento. O contexto da passagem apocalíptica nos leva a acreditar que seja no sentido de “vida”. A versão inglesa King James traduz o termo como “life” (vida). Fica claro então que algo inanimado, feito pelos homens num primeiro momento, receberá “vida” e começará a falar...Esse “algo” é descrito pelo escritor do Apocalipse como uma imagem (do grego eikon). Como entendemos que os homens farão tal imagem, fica a clara impressão de que será uma imagem real e não figurada ou simbólica.
Em segundo lugar, queremos chamar a atenção
para o tempo da grande tribulação. Como somos literalistas, até o ponto em
que o literalismo não seja incongruente com o contexto, cremos que a grande
tribulação durará tres anos em meio ou 42 meses (Apocalipse 13:5) e que estamos
prestes a ingressar no período decisivo no cronograma escatológico. Ou seja,
não esperamos que haja um avanço revolucionário nas técnicas de clonagem
humana daqui até o período tribulacional. Será que em 42 meses poderia ser
feito um clone, dentro de nossas atuais limitações e esperar que esse clone
alcançasse uma maturidade etária que o possibilite tornar-se um ser “adorável”?
Por último, surge a questão polêmica e ainda pouco estudada sobre o real estado espiritual de um clone. Se considerarmos a hipótese de que um clone seja produzido (se é que já não foi), ao respirar (ter fôlego, vida), estará usando uma capacidade de origem maligna? Cremos que não.
Como você pode ver, a questão é realmente polêmica.
No entanto, sua posição é possível se levarmos em consideração que em todo
esse processo haverá algum tipo de ilusão coletiva e engano por parte do
falso profeta e, ao mesmo tempo, uma revolução nas técnicas de clonagem e
de manipulação genética em pouquíssimo tempo, através de uma “revelação”
satânica.
Porém, como procuramos ser conseqüêntes com o literalismo, entendemos que a imagem de Apocalipse 13:15 será uma imagem real, talvez de tamanho proporcional a um ser humano, feita pelos próprios homens, a mando do falso profeta. Num determinado momento, receberá a faculdade de “falar” e de “viver” através de algum ilusionismo maligno do falso profeta e será adorada.
Afinal, o próprio Senhor Jesus disse que seriam feitos sinais tão surpreendentes que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos...Se você analisar, a questão “imagem-adoração” até hoje faz parte das grandes religiões, com raras exceções...É bom estarmos alertas para todas as possibilidades. Inclusive a levantada por você.
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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Perguntas enviadas por nosso
leitor André Motta, em 02/01/06
"Olá
irmão, me chamo André e gostaria de parabenizá-lo pelo Projeto Ômega. Gostaria
que o irmão esclarecesse as seguintes dúvidas"
André:
Obrigado
por ler nosso site. Você levanta três questões muito interessantes e vamos
respondê-las
de acordo com aquilo que entendemos.
"Quem
são os 144 mil judeus marcados com o sinete em Apocalipse? Nenhum estudo de voces
fala sobre eles. Por que somente eles são citados como protegidos do ataque dos
gafanhotos (umas das taças da ira de Deus) APOCALIPSE 9:4. Se a igreja está na
terra...por que não é protegida também?"
Devemos estar atentos a duas
verdades: nós, como Igreja, somos o Israel espiritual de Deus, herdeiros das
promessas feitas a Abraão. Porém, entendemos que os propósitos do Senhor com a
nação israelense são eternos.
Se você já leu alguns de nossos tópicos sobre a presença da Igreja na tribulação, tais como A IGREJA E A TRIBULAÇÃO, verá que entendemos que parte dela será sobrenaturalmente protegida em meio ao período tribulacional. Essa proteção se aplica também a Israel, pois são claros os objetivos permanentes do Senhor com a nação israelense, mesmo após a Sua vinda (para maiores informações, você pode acessar os tópicos O MILÊNIO e A VIDA APÓS A VINDA).
Em
resumo, cremos que os 144.000 selados de Apocalipse 7:1-8 representam
simbolicamente aqueles que serão protegidos de forma sobrenatural pelo Senhor
em plena grande tribulação, tanto membros da Igreja, como membros da nação
israelense.
"Qual
o papel real das 2 testemunhas, uma vez que o evangelho já terá sido
pregado por todas as nações?"
Cremos que o ministério das duas
testemunhas está diretamente relacionado à nação israelense. É mais uma prova
cabal de que os propósitos do Senhor com a nação escolhida são eternos e de que
suas promessas a Abraão, ao mesmo tempo em que se cumprem espiritualmente na
Igreja, se cumprirão materialmente na nação israelense.
As duas testemunhas precederão a
grande restauração espiritual e quebrantamento de Israel, cujo clímax é
retratado em Zacarias 12:8-11. Esses dois servos do Senhor, cujas identidades
têm gerado muita especulação, pregarão em tempos de angústia (grande
tribulação) e sua mensagem central será a de que Jesus Cristo é o verdadeiro
Messias.
Não. A Palavra do Senhor é clara: quem receber o sinal da besta será condenado. Não há revelação alguma a respeito de uma "segunda chance milenal". Em nossa resposta ao leitor Noé Costa, expressamos nossa compreensão a respeito da abrangência da imposição da marca da besta.
Em primeiro lugar, o objetivo "externo" da marca é controlar as transações financeiras, o que colocaria fora desse grupo crianças de pouca idade, por exemplo. A Palavra revela que o período de implantação desse sistema será relativamente curto (42 meses).
Em segundo lugar, o "todos" de Apocalipse 13:16 é um "todos" que fica melhor entendido como uma expressão que indica "sem distinção" e não "sem exceção". Se sabemos que crianças, pessoas que vivem em localidades inóspitas e ate hoje não bem exploradas, os cristãos, e parte dos judeus (muitos deles vivendo em diferentes nações) não serão marcados ou não aceitarão essa marca, então fica claro que o "todos" de Apocalipse 13:16 é um todos "sem distinção".
O
próprio contexto corrobora essa impressão ao revelar que "grandes e
pequenos", "pobres e ricos", "livres e servos"
receberão o sinal da besta. Ou seja, "todos", sem distinção de classe
social, importância ou situação financeira.
Por outro lado, a Palavra é clara
ao revelar a existência de nações na Terra, sendo governadas por Jesus logo
após a Sua vinda (para maiores informações, acesse o tópico A VIDA APÓS A VINDA, O MILÊNIO, COMENTÁRIO 03
e PRINCIPAIS ARGUMENTOS AMILENISTAS).
Maranata,
PROJETO ÔMEGA
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