English French German Italian

 

 

O EXEMPLO DE NOÉ

 

 

 

 

 

É muito difícil encontrar alguém que não tenha ouvido falar de Noé. Desde os mais fervorosos servos do Eterno Pai até os mais empedernidos ateus sabem quem foi Noé.

Nas igrejas, historinhas sobre Noé e o Dilúvio são contadas freqüentemente a crianças sempre atentas diante de uma grande e emocionante história.

Porém, a nossa tendência, ao lembrar-nos de Noé e sua vida, é simplificar as coisas. Sabemos que Noé foi escolhido pelo Criador, atendeu ao chamado que o Senhor lhe fez e obedeceu as instruções Dele.

Construiu uma gigantesca embarcação, colocou dentro dela sua família e diversos animais e assim foi salvo da grande chuva e inundação que sobreveio ao mundo antigo. Pronto. Noé foi um homem de fé. A Palavra o coloca no rol daqueles que são exemplos de fé:

"Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé" (Hebreus 11:7)

Mas, será que a história de Noé se resume a essa versão simplificada? Nos últimos dias temos meditado sobre essa questão, ainda mais quando o próprio Senhor Jesus Cristo estabelece uma clara comparação entre o que ocorreu nos dias de Noé e o que ocorrerá (ou já está ocorrendo) nos dias que antecedem a Sua volta.

A tendência generalizada é conceber os personagens bíblicos como se fossem apenas isso: personagens de uma história. Contudo, eles são mais que personagens. São pessoas. Eram pessoas, com todas as implicações que isso significa.

Implicações sociais, emocionais, familiares e de outras índoles. Tudo isso não diz respeito apenas a Noé e família, mas a nós também. Afinal de contas, somos pessoas inseridas em realidades semelhantes, apesar dos milhares de anos que separam Noé de nós.

 

NOÉ DIANTE DE SI MESMO

 

Sabemos que Noé foi um homem de fé. Ele deu crédito à Palavra do Altíssimo quando lhe disse que enviaria sobre a Terra um fenômeno nunca antes visto pelos homens. Porém, isso significou para Noé muito mais do que costumeiramente imaginamos. Significou dolorosas e profundas escolhas. Significou renúncias e conflitos.

Em primeiro lugar, está o chamado que Noé recebeu. Esse chamado implicava em colocar-se radicalmente contra todo e qualquer projeto pessoal que ele tivesse idealizado para sua vida. Noé era casado e tinha três filhos. Sem dúvidas, como todo ser humano, havia traçado planos para ele e para sua família.

Porém, em determinado momento, ele recebe a voz do Eterno avisando que a terra seria destruída e que ele havia sido escolhido para que o Criador estabelecesse uma nova aliança com o intuito de preservar a própria continuidade da existência humana (Gênesis 6:12-18).

Não sabemos qual foi a reação de sua própria família num primeiro momento,mas, levando em consideração o que comumente ocorre nesses casos, a primeira reação é de descrédito. Como disse nosso amado Mestre:

"Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa" (Mateus 13:57).

Graças ao Eterno, a família de Noé também creu. Logo depois, Noé depara-se com outro grande desafio, que é a construção de uma gigantesca estrutura que, para os olhos de todos, não teria serventia alguma.

Noé, assim como todos os outros homens de fé apontados na Palavra, não era um super-herói. Era um homem como qualquer um de nós, sujeito às mesmas carências e fraquezas.

Durante seu longo e penoso trabalho de construção da Arca, cremos que ele teve momentos de íntimos conflitos. Porém, sua fé no Altíssimo falou mais alto e ele foi até o fim, cumprindo fielmente o que YHWH lhe havia comissionado.

 

NOÉ DIANTE DA SOCIEDADE

 

O Senhor Jesus, como sabemos, estabelece uma relação entre a sociedade que viveu nos dias de Noé e aquela que viverá nos dias que antecedem a Sua própria volta.

Ao ler a passagem de Mateus 24:37-39, percebemos que a rotina social, os valores gerados pelo sistema e o amor ao estabelecido por este mundo fizeram com que a sociedade dos dias de Noé não percebesse a verdade pregada por ele.

Não creram nem mesmo quando essa verdade alcançou as dimensões de uma embarcação que tinha o tamanho do dois terços de um campo de futebol e uma altura de mais de quinze metros!

O amor a esse mundo e seus padrões e atrativos falaram mais alto àqueles corações, mais alto do que a própria altura da Arca.

Se formos aos dias atuais, veremos o mesmo quadro. Veremos essa mesma atitude, não somente entre ateus ou pessoas que não crêem na veracidade da Bíblia, mas até mesmo por parte de alguns que dizem crer no que nela está escrito.

Para muitos, o ato de abrir mão desse sistema, do "comer", "beber", "casar" e "dar-se em casamento", será muito pesaroso e o amor a tais valores falará mais alto do que a fé na Palavra do Eterno e o amor à segunda vinda do Mestre.

O apego a este mundo e às suas rotinas e valores é uma força muito grande, pois está diretamente relacionado às vaidades do coração.

É por isso que, quando falamos de conceitos como sair do sistema (quando for a hora propícia), sermos ridicularizados, perseguidos e martirizados pelo governo mundial, abrir mão de nossas colocações sociais e profissionais e até de relações familiares, as pessoas ficam confusas.

Em termos gerais, o sentimento desta geração é o mesmo que havia na geração de Noé. Não somos nós quem dizemos isso. É o Senhor Jesus em Mateus 24:37-39. A fé de Noé foi testada até o fim.

Era de se esperar, até em função de um pragmatismo ou de um instinto humano de sobrevivência, que algum contemporâneo de Noé pensasse assim ao ver a grande embarcação finalmente concluída: "Ora, não vou correr o risco... Vou entrar na Arca... Se cair água do céu, como esse maluco anda dizendo há anos, então eu não vou sofrer danos... Se não cair, então eu saio de lá... Tão simples como isso...".

Mas, o quadro que o Senhor Jesus descreve nos mostra o tratamento de total descaso, zombaria e descrédito dado a Noé por aquela sociedade.

Isso nos lembra muito a atitude que muitos estão tendo nos dias atuais. Nem sequer o pragmatismo ou instinto de sobrevivência os fazem acordar para o cumprimento das profecias e para se precaverem estruturalmente do caos que está por vir. Veja o descaso daquelas pessoas até mesmo no próprio dia em Noé entrou na Arca:

"E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:37-39)

Então, fica claro, através das preciosas revelações do Senhor, que no dia em que Noé entrou na Arca ninguém percebeu!

Até aquele momento crítico para ele, de deixar o solo terrestre e fechar-se definitivamente na embarcação, nenhuma pessoa lhe deu crédito. Pior, as Palavras do Senhor mostram que ninguém percebeu.

Muito provavelmente, não tinha ninguém ali olhando para isso, tal era a importância que davam a Noé e a suas palavras e ações.

Que imensa prova de fé! Mesmo em meio ao completo descaso daquela sociedade para o seu trabalho e a sua mensagem, ele deu o último passo e entrou na Arca juntamente com a sua família.

Cremos que esse passo não foi dado sem que antes Noé, pensando com o seu próprio raciocínio humano, não tivesse passado por momentos de dúvidas íntimas e intensas.

Será que isso vai acontecer mesmo? Será que tantos anos de duro trabalho construindo essa embarcação valem a pena? Será que as pessoas não têm razão ao me chamar de desequilibrado por ter jogado minha vida fora anos a fio construindo esta Arca e pregando sobre justiça do Pai?

Talvez ele olhasse para o céu, esperando ver cair um mísero pingo d'água sobre sua cabeça... Provavelmente esperasse encontrar um amigo ou amigos que compartilhassem sua mesma fé... Mas nada... O céu continuava limpo como sempre tivera sido desde a criação.

Ele continuava sozinho, contando com apenas sua pequena família, contra tudo e todos. Porém, Noé decidiu crer na Palavra do Criador.

Decidiu dar crédito ao Pai e a fechar seus ouvidos para as insinuações de sua própria natureza humana ou para as idéias e padrões da sociedade que o cercava. Ele entrou na arca e quando aquela porta foi fechada, ele deu seu último e decisivo passo de fé. Ele confiou na Palavra do Eterno e foi salvo.



UMA LIÇÃO PARA NOSSOS DIAS

 

Também temos um chamado para os nossos dias. Se uma aliança foi feita com Noé (Gênesis 6:18), uma mais preciosa foi feita conosco, selada com o próprio sangue do Filho (Lucas 22:20).

Se pregos feriram a madeira na construção da Arca, na Nova Aliança, pregos feriram a própria carne do unigênito Filho do Eterno Pai. Ele é a nossa Arca. Uma Arca sem limites espaciais e que comporta em seu interior todos aqueles que crêem.

Nosso chamado, nesta geração, é semelhante ao de Noé. Vivemos em meio a uma geração corrupta, violenta e que, na maior parte das vezes, apenas se inclina para o mal e fomos chamados para anunciar o Evangelho, que é amor, salvação e também justiça.

O paralelo feito pelo Senhor Jesus entre as duas épocas é mais abrangente do que podemos pensar. As duas épocas são muito parecidas.

Se Noé, sabendo o que viria sobre a terra, construiu um meio de proteção para o colapso que se aproximava, nós também devemos fazê-lo. Nossa proteção está em Cristo.

Ele estará conosco até nos momentos mais difíceis que virão, os quais serão muito mais catastróficos em intensidade do que o próprio Dilúvio.

Se o propósito do aviso de YHWH foi salvaguardar a integridade física de Noé e família, perpetuando assim, de forma amorosa, a raça humana que Ele havia criado, nossa salvação em Cristo assume conotações eternas. Nele somos salvos da ira do Altíssimo e do salário do pecado, que é a morte eterna.

Porém, diante do fenômenos que já estão ocorrendo e aqueles que estão por acontecer, surge uma pergunta. É lícito que, a exemplo do que aconteceu com Noé, procuremos também preservar nossa integridade física diante do que virá?

Se formos coerentes com toda a revelação bíblica e com o propósito do Eterno para os Seus, teremos que responder que sim, se essa for a direção específica do Senhor para cada um de nós.

Ele age de formas diferentes com diferentes filhos. É lícito que procuremos, na medida do possível, tentar preservar nossa sobrevivência física, desde que isso não se interponha em nossa vida espiritual, em nossa obediência ao propósito específico do Senhor nem implique em negar nossa fé e esperança.

Em todo o nosso site temos deixado claro que o fato de um cristão ser perseguido pelo sistema que influencia o presente mundo (aeon) é um regra e não uma exceção.

Podemos ser perseguidos, torturados, passar por necessidades por causa do Evangelho, e até sermos martirizados.

Também, não estamos isentos de sofrer com cataclismos. Tudo isso já está ocorrendo e se intensificará até o fim.

Nossa esperança não está atrelada a este mundo. Porém, enquanto for possível que preservamos a nossa integridade física, entendemos que é lícito fazê-lo, sempre sob a orientação do Senhor.

Nosso Pai age como Ele quer. Cremos que muitos irmãos serão sobrenaturalmente protegidos durante a tribulação. Outros, serão martirizados. Outros, terão que preservar sua integridade através de orientações específicas que o Ungido lhes enviará.

Nos dias de Noé era apenas ele e sua família. Agora, na Nova Aliança, são milhões de "Noés" e famílias, e o Senhor tem uma direção específica para cada um. Muitos têm dificuldade em entender essa soberania de Deus e essa multiplicidade de formas de atuação.

O mesmo Pai que ordenou que Noé construísse uma Arca, um trabalho árduo e relativamente lento, poderia tê-lo ocultado ou protegido de forma sobrenatural durante o Dilúvio, transportando-o até um lugar de segurança ou fazendo com que ele e família ultrapassassem a linha tempo-espacial. No entanto, não o fez.

Por isso, o exemplo de Noé torna-se precioso para nós. Cremos que, em alguns casos, e sob orientação do Senhor, alguns terão que preparar os meios para a sua própria sobrevivência, sabendo que o fim em si mesmo não é a sobrevivência física, mas a salvação espiritual.

Contudo, isso só deve ser feito sob a orientação do Senhor. O nosso desejo legítimo de sobrevivência não deve ser superior ao nosso amor e obediência ao Pai. Ele tem um propósito para cada um de nós nos dias que se aproximam.

Se Noé tivesse recebido a promessa de que o Eterno o protegeria durante o Dilúvio, mas Ele não tivesse ordenado nada a respeito de uma Arca e, mesmo assim, Noé, por conta própria a construísse, temos a absoluta certeza que ele teria fracassado.

Por isso, o mais importante é estar atentos à voz do Criador. Quem é ovelha, conhece a voz do seu Pastor.

Diante de todos os sinais que estamos observando, o momento de entrar na Arca e fechar a porta está se aproximando. Entrar na Arca e fechar a porta significa dar um definitivo adeus a este mundo ou sistema.

Para uns, entrar na Arca vai significar entrar na proteção sobrenatural do Eterno Pai. Para outros, vai ser renunciar à sua própria vida e ser martirizado por amor ao Evangelho de Cristo (Apocalipse 20:4-5). Para outros, será literalmente sair do sistema e "fugir para os montes" (Mateus 24:15-18).

Cremos firmemente que é momento de orar e pedir discernimento e direção ao Senhor para que Ele nos guie em tudo que o temos que fazer. O mesmo Pai que instruiu Noé nos mínimos detalhes, fará o mesmo com quem O buscar de todo coração nesse sentido.

 

Maranata,

 

Jesiel Rodrigues

 

 


 

Saiba que o Altíssimo está no controle de tudo e de todos. Mesmo nos momentos mais difíceis, Ele estará conosco. A nossa salvação em Cristo é eterna. Nele, somos novas criaturas. Ele já venceu a morte. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Se você leu este artigo e ainda não tem a certeza da salvação eterna em Jesus, faça agora mesmo um compromisso com Ele! Convide-o para entrar em seu coração e mostrar-lhe a verdade que liberta. Veja porque você precisa ser regenerado e justificado, para viver a boa, perfeita e agradável vontade eterna do Criador e estar firme Nele diante de qualquer circunstância. Clique AQUI.

 

 

 


© Copyright Projeto Ômega – Todos os direitos reservados