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A GRANDE BABILÔNIA

 

 

 

Não podemos mencionar o termo "apostasia" sem referir-nos à grande Babilônia. Essa é uma expressão inserida no Apocalipse, para identificar o sistema religioso prostituído que, num primeiro momento, dará sustentação e legitimação ao anticristo e posteriormente será destruído pela própria besta (Apocalipse 17:1-16).

Para entender melhor as figuras utilizadas para descrever esse sistema religioso prostituído, devemos deter-nos um pouco para analisar os termos "Babilônia", "mulher" e "prostituição".

Ao estudarmos detalhadamente esses três conceitos, vemos que os mesmos, profeticamente, estão intimamente relacionados.

Babilônia foi o centro a partir do qual, desde eras remotas, o misticismo e paganismo desenvolveram-se e expandiram-se, influenciando assim muitos povos e culturas. De acordo com os relatos de Gênesis, Ninrode foi o fundador da civilização babilônica.

Segundo os mais conhecidos e eruditos lingüistas, o próprio termo "Babilônia" é oriundo de "Babel", onde podemos identificar a primeira tentativa pós-diluviana de reunir toda a população em torno de um ideal religioso e de uma cidade, indo contra o que YHWH tinha estabelecido a Noé e filhos, no tocante à conquista e povoamento da terra (Gênesis 9:1).

No plano de construir uma torre cujo cume alcançasse os céus, podemos ver o alvorecer do princípio humanista de alcançar posições de destaque no universo, baseado no próprio esforço humano.

Esse princípio fará parte dos propósitos da grande Babilônia do final dos tempos, aliada à besta. Na Babilônia, surgiu o culto à rainha dos céus, uma deusa que sempre era representada e adorada junto ao seu filho divino, que os babilônios relacionavam a Semiramis (mulher de Ninrode) e ao filho de ambos, Tamuz.

De acordo com a lenda sobre esse assunto, Semiramis foi considerada como a fundadora de todos os mistérios babilônicos e a primeira sacerdotisa desses mistérios pagãos. Ao gerar o seu filho Tamuz, o qual ela anunciara que havia sido concebido milagrosamente, ela o apresentou como um suposto libertador.

O profeta Ezequiel, nos dias do seu cativeiro na Babilônia, se levantou contra essa prática maligna que havia penetrado até mesmo no povo de Israel (Ezequiel 8:9-16).

Satanás, desde as épocas remotas, tem planejado a forma de deturpar as verdades divinas, traçando estratégias de imitação e falsificação, objetivando enganar o maior número de pessoas possível.

Uma dessas imitações surgiu a partir da promessa feita pelo Criador a Eva, de que da sua semente nasceria o Cristo. A deturpação desse princípio divino originou a prática da adoração à mãe e o menino que já mencionamos, expandindo-se da Babilônia aos diversos centros da antigüidade. Esse culto manteve-se aceso por séculos, influenciando as mais diversas culturas.

Essa chegou a ser a religião dos segredos ocultos dos fenícios, sendo os mesmos também responsáveis pela sua proliferação no Oriente Médio. Entre eles, Astarot e Tamuz, eram mãe e filho adorados.

Quando a prática chegou ao Egito, tomou a forma das deidades Isis e o seu filho Hórus. Entre os gregos essa prática era direcionada a Afrodite e a seu filho Eros. Quando chegou a ser conhecida entre os romanos, a adoração para mãe e filho foi destinada a Vênus e Cupido.

Num período de mil anos, essa prática religiosa que havia surgido na Babilônia, chegou a ser aceita como religião oficial em quase todas as nações.

Segundo relatos históricos, quando a cidade de Babilônia foi destruída pelos persas, o sumo sacerdote babilônio fugiu com outros iniciados, levando consigo seus vasos sagrados e imagens rituais até a cidade de Pérgamo, na Ásia Menor.

Foi nesta cidade que o símbolo da serpente se estabeleceu como emblema dos segredos e da sabedoria escondida, o que podemos constatar até os dias de hoje nos meios ocultistas e em alguns brasões sociais.

Viajando e atravessando os mares, essa linhagem de sacerdotes babilônios chegou à Itália, onde seus rituais e cultos se expandiram, tomando o nome de "mistérios etruscos" e influenciando todo o sistema religioso da cidade de Roma.

Foi precisamente naquele tempo que os sacerdotes começaram a usar mitras em forma de cabeça de peixe, em honra e veneração a Dagom, deus dos peixes e senhor da vida.

Durante os séculos, esses costumes pagãos influenciaram aquela que se denominava igreja cristã. Diversas práticas pagãs foram absorvidas pelos líderes, baseados em interesses políticos e/ou financeiros, gerando um processo gigantesco de apostasia.

Por isso, acreditamos haver uma íntima relação entre a apostasia e o surgimento da grande Babilônia como sistema religioso mundial dos últimos tempos. 

A grande Babilônia, esse sistema religioso maligno que tem atuado durante séculos e que nos últimos tempos alcançará o clímax, está relacionado na Bíblia à prática da prostituição.

O termo usado no Apocalipse é porne, palavra grega derivada de pernemi, que significa "vender". A prostituição espiritual ocorre quando o relacionamento com o Pai é deturpado pelas alianças humanas em torno do dinheiro, do poder e do engano espiritual.

Nem sempre caracteriza-se por "negar" abertamente o nome do Pai e o relacionamento com Ele, mas aplica-se a deturpar com sutileza os direcionamentos divinos, buscando relacionar-se com o Eterno de uma forma falsa, de acordo com os próprios interesses e ganância, chegando até mesmo a mercadejar princípios espirituais.

Eis aí a grande diferença entre a noiva (igreja) e a prostituta (Babilônia). Enquanto que a noiva se mantém pura à espera do amado noivo (Cristo), a prostituta se relaciona espiritualmente com todos os segmentos malignos, buscando a realização de seus próprios interesses. Se prostitui a nível político e a nível religioso

No livro de Apocalipse, fica revelado que a prostituta (Babilônia), estava assentada sobre sete montes, relacionando a sede da prostituta à cidade de Roma, capital do então império romano (Apocalipse 17:9).

Resumindo o que foi apresentado, podemos afirmar a respeito da grande Babilônia:

a) É um sistema religioso que tem se prostituído com os reis da terra e tem se beneficiado dos seus bens e posses (Apocalipse 17:2)

b) Está assentada sobre sete montes, relacionando a sua sede à cidade de Roma, que literalmente está construída sobre sete montanhas (Apocalipse 17:9)

c) É um sistema que tem perseguido e perseguirá até o fim os servos fiéis de Jesus, embriagando-se com o sangue dos mártires cristãos de toda a história, inclusive os da Igreja nos últimos tempos (Apocalipse 17:6)

d) Uma das práticas religiosas que caracteriza a grande Babilônia é a adoração à deusa mulher ou rainha dos céus, prática originada na antiga Babilônia.

e) O sistema religioso da grande Babilônia, apesar de ter uma sede definida, abrange muitos povos e nações (Apocalipse 17:15)

f) No final dos tempos e valendo-se de sua liderança religiosa mundial, a grande Babilônia se assentará sobre a besta, dando legitimação inicial ao sistema do anticristo, porém será destruída pela própria besta e os dez chifres (Apocalipse 17:3-16)

Acreditamos que o falso profeta, a besta descrita em Apocalipse 13:11-18, será o líder ecumênico da grande Babilônia. De posse desses dados, você poderá, no momento certo, identificar quem é a grande Babilônia. 

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

 


 

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