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O DIA DO SENHOR

 

 

 

Encontramos o termo "Dia do Senhor" muitas vezes na Palavra, sempre relacionado a eventos escatológicos e decisivos para o cumprimento final do plano do Criador para a humanidade.

O primeiro a citar tal termo foi o profeta Isaias, há aproximadamente 700 anos A.C. Mas, o que significa "Dia do Senhor"? Diante desse questionamento, se apresentam duas posições principais:

1. Alegorizar o termo "dia", fazendo com que o Dia do Senhor abranja o espaço de tempo maior que um dia de 24 horas.

2. Tomar o termo "dia" num sentido literal, no qual o Dia do Senhor será realmente um dia específico.

Sendo coerentes com a nossa concepção literalista das Escrituras, não vemos razões suficientes para não considerar o Dia do Senhor como um dia literal de 24 horas ou o glorioso dia da vinda de Jesus. Neste pequeno estudo tentaremos mostrar isso.

Alguns tentam alegorizar o termo "Dia do Senhor" tomando como base a relação feita por Paulo e também por Pedro entre o Dia do Senhor e a chegada abrupta de um ladrão (I Tessalonicenses 5:2, II Pedro 3:10).

Considerando essa premissa, afirma-se que o Dia do Senhor começará de forma iminente e inesperada. 

Porém, analisando os contextos do que foi escrito pelos apóstolos, vemos que tanto Paulo como Pedro associam o fato do Dia do Senhor ser comparado à chegada de um ladrão, ao despreparo e incredulidade daqueles que não esperam a vinda de Jesus e até mesmo zombam dessa possibilidade, sendo surpreendidos diante dessa gloriosa vinda (I Tessalonicenses 5:4, II Pedro 3:3-5).

O Apocalipse mostra de forma contundente que, mesmo em meio à grande tribulação, a maior parte da população mundial vai blasfemar do Eterno, fazendo pouco caso de Sua Palavra (veja essa atitude em Apocalipse 9:20-21, Apocalipse 16:9 e 21).

Esse comportamento altivo e orgulhoso mudará diante dos sinais do Dia do Senhor. O próprio Criador tinha revelado que o dia de sua gloriosa volta, logo após a grande tribulação, causaria a lamentação das nações, num comportamento totalmente diferente da presunção e altivez mostrados durante a tribulação:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória" (Mateus 24:29-30).

Outro argumento constantemente usado pelo modelo pré-tribulacionista é que o Dia do Senhor deve ser temido, pois trará graves consequências. Esse tipo de ensinamento se baseia em passagens como a de Amós 5:18-20.

No entanto, esquece-se, seja por conveniência ou por desconhecimento, de mostrar a Palavra como um todo. As Escrituras nos mostram as consequências drásticas do Dia do Senhor sobre os ímpios, mostra que esse Dia trará cântico e alegria para os justificados!

"Eis que o nome do SENHOR vem de longe, ardendo a sua ira, sendo pesada a sua carga; os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua é como um fogo consumidor.

E a sua respiração como o ribeiro transbordante, que chega até ao pescoço, para peneirar as nações com peneira de destruição, e um freio de fazer errar nas queixadas dos povos.

Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se celebra uma festa santa; e alegria de coração, como a daquele que vai com flauta, para entrar no monte do SENHOR, à Rocha de Israel" (Isaías 30:27-29)

Essa dupla consequência do Dia do Senhor é confirmada por Paulo, ao ensinar aos irmãos em Tessalônica que a vinda do Senhor traria descanso da tribulação para a Igreja e castigo de eterna perdição (não tribulação) para os ímpios:

"E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem..." (II Tessalonicenses 1:7-10) 

A seguir, daremos algumas razões bíblicas que mostram claramente que não se pode atribuir o Dia do Senhor ao período tribulacional, como é defendido em alguns modelos escatológicos, e sim a um dia específico e literal, o qual ocorrerá imediatamente após a grande tribulação:

1] No texto de Apocalipse 6:12-17 é narrado que os homens, em determinado momento, sofrerão um pavor repentino e tratarão de esconder-se diante de um evento iminente: "O grande dia da sua ira" (v.17).

Note que os sinais que iniciam essa reação desesperada das pessoas no final da tribulação, são os mesmos sinais descritos por Joel como anteriores ao Dia do Senhor e por Jesus como imediatamente posteriores à tribulação e imediatamente anteriores a sua gloriosa volta: O sol e a lua escurecendo, além da grande comoção cósmica (Apocalipse 6:12 compare com Mateus 24:29-31).

Por outro lado, vemos que a maior parte das pessoas durante a tribulação se maravilhará com a besta, seguindo-a e adorando-a, sendo mundialmente enganados e manipulados (Apocalipse 13:3-4, 13:15, II Tessalonicenses 2:9-11).

Consequentemente, o Dia do Senhor não parece de forma alguma estar relacionado ao período tribulacional e sim ao dia glorioso da volta de nosso Salvador.

O desespero daqueles que não estão preparados para a vinda de Jesus se dará a partir da concretização de sinais que, de acordo com o Mestre, se darão logo após a grande tribulação (Mateus 24:29, Apocalipse 6:12-17).

Como já vimos, durante a tribulação e o governo da besta, as pessoas, em sua maioria, zombrão e blasfemarão do Pai e de Sua Palavra (Apocalipse 9:20, Apocalipse 16:9). A grande e tardia lamentação só virá após os sinais do Dia do Senhor (Mateus 24:30, Apocaclipse 6:12-17).

2] As passagens de Joel 2:31-Atos 2:20 e Mateus 24:29-Marcos 13:24, nos revelam os mesmos sinais cósmicos que marcam o final da tribulação e o começo do Dia do Senhor. De acordo com esses versos, o Dia do Senhor e a tribulação não são eventos paralelos e sim subsequentes: primeiro ocorre a tribulação e depois ocorre o Dia do Senhor.

3] A primeira vez em que vemos o termo "Dia do Senhor" mencionado na Bíblia é no capítulo 2 de Isaias. O profeta escreve que só o Senhor será exaltado nesse dia.

Quando estudamos as profecias apocalípticas, notamos que o anticristo será adorado como um deus... Consequentemente, o Dia do Senhor e a tribulação não podem ser eventos paralelos (Isaias 2:11-12 x Apocalipse 13:12).

O anticristo não poderá ser adorado no Dia do Senhor, pois Isaias nos revela que somente o Senhor será exaltado nesse dia! Também, todos os ídolos serão abolidos no Dia do Senhor, o que não condiz com a realidade tribulacional, na qual a imagem da besta e outros ídolos serão adorados pela população (Isaias 2:18, Apocalipse 9:20-21 e Apocalipse 13:15).

4] Zacarias 14:7 indica que o Dia do Senhor será um dia literal de 24 horas. O texto hebraico diz literalmente: "esse dia será um" (veja também Isaias 10:17)

5] Por tres vezes a frase "o Dia do Senhor vem" é usada no Antigo Testamento (Isaias 13:9, Joel 2:1 e Zacarias 14:1). Nesses tres casos, as passagens começam a descrever imediatamente depois a batalha do Armagedom.

No Novo Testamento, é revelado que o Dia do Senhor virá como um ladrão à noite (I Tessalonicenses 5:1-2 e II Pedro 3:10). Nesses dois últimos casos uma destruição surpreendente e definitiva também ocorre imediatamente após a concretização do Dia do Senhor.

6] Joel 3:9-17 descreve a reunião dos exércitos das nações contra Jerusalém para a batalha do Armagedom, os sinais cósmicos (o sol e a lua escurecendo), e a vinda do Senhor. Após a reunião dos exércitos, porém antes dos sinais cósmicos, Joel escreve que o Dia do Senhor está perto.

Se formos coerentes com essa passagem, o Dia do Senhor começa após a reunião dos exércitos para a batalha do Armagedom, que acontece no final da tribulação, de acordo com Apocalipse 16:13-16.

7] De acordo com Apocalipse 16, os exércitos das nações serão reunidos de forma maligna do final da tribulação para "a batalha do grande dia de Deus".

Fica claro que "o Dia de Deus" será logo após a tribulação. Pedro mostra implicitamente que os termos "Dia de Deus" e "Dia do Senhor" são sinônimos (II Pedro 3:10-12).

8] Em II Tessalonicenses 2:1-3 está escrito que o Dia do Senhor não virá antes da apostasia e da revelação do filho da perdição.

O versículo 4 indica como ele será revelado, relacionando essa revelação a sua presença no templo, no meio da tribulação (veja Mateus 24:15). Então, no mínimo, o dia do Senhor não pode ocorrer antes da metade da tribulação.

9] De acordo com Malaquias 4:5, Elias o profeta virá antes do Dia do Senhor. Há indícios para acreditar que Elias será uma das duas testemunhas.

Consequentemente, esse fato nos dá indícios para pensar que o Dia do Senhor não pode começar antes da missão das duas testemunhas em plena tribulação.

10] Há muitos sinônimos para o "Dia do Senhor" no Novo Testamento. Nós sabemos que no Dia do Senhor, Ele virá com poder, acompanhado de todos os seus santos (Zacarias 14:1-6, Atos 1:9-12 e I Tessalonicenses 3:13).

Nós também sabemos que há várias combinações do nome de Jesus no Novo Testamento: Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Cristo Jesus, Senhor Jesus, Senhor Jesus Cristo e Senhor.

Consequentemente, todos os versículos que daremos a seguir falam de um único evento: O glorioso dia em que Jesus virá em glória. Vejamos alguns exemplos:

(Filipenses 1:10 - Dia de Cristo), (Filipenses 1:6 - Dia de Jesus Cristo), (I Coríntios 1:8 - Dia do Senhor Jesus Cristo), (I Coríntios 5:5 - Dia do Senhor Jesus), (I Tessalonicenses 5:2 - Dia do Senhor), (II Pedro 3:12 - Dia de Deus), (Apocalipse 16:14 - Dia de Deus Todo-Poderoso).

Portanto, não há suficiente base bíblica para diferenciar o dia do Senhor usando como argumento apenas o nome diferenciado dado ao Senhor nas diferentes passagens neo-testamentárias.

De acordo com esses princípios, cremos que o dia do Senhor ocorrerá logo após a tribulação e será a manifestação poderosa de Cristo, vindo sobre as nuvens como Rei e Senhor, para arrebatar aqueles que o esperam, derrotar os exércitos do anticristo reunidos no Armagedom e instaurar o seu reino de paz sobre a Terra.

Em Cristo,

Jesiel Rodrigues

 

 



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