PORQUE
PARTICIPAMOS DA CEIA
Nos últimos
anos, temos nos deparado com um acréscimo surpreendente das
falsas doutrinas. É claro que sempre houve ensinamentos
errôneos. Eles são relatados desde os tempos dos
apóstolos, no século I. Um exemplo disso é o
falso ensinamento sobre a vinda de Cristo disseminado por alguns nos
dias de Paulo. Havia pessoas ensinando que Jesus Cristo voltaria a
qualquer momento naqueles dias. Paulo insta aos irmãos em
Tessalônica a não se deixarem enganar por essa falsa
doutrina e explica a eles que alguns sinais devem ocorrer antes da
gloriosa vinda do Senhor e nosso encontro com Ele (II Tessalonicenses
2:1-10).
O crescimento
dessas falsas doutrinas em nossos dias já estava profetizado na
Palavra (I Timóteo 4:1). Não deve surpreender-nos, mas,
ao mesmo tempo, não deve deixar-nos de braços cruzados
diante do engano, contemplando-o como algo natural. Nosso dever,
enquanto Igreja de Cristo, é trazer Luz onde há
escuridão e Verdade onde há engano. Um
desses milhares de
falsos ensinamentos se refere à Ceia. Existem grupos ensinando
que o cristão não deve participar da Ceia do Senhor,
pois, no fundo, trata-se de um ritual pagão... Neste estudo
vamos tentar mostrar, à luz das Escrituras, aquilo que
entendemos. Esperamos que haja edificação em que o ler.
PORQUE
PARTICIPAMOS DA CEIA
1]
Porque
o Senhor Jesus ordena que assim seja.
Jesus
Cristo celebrou a Ceia em meio à refeição da páscoa,
simbolizando que o Cordeiro de Deus seria sacrificado e que, dali em
diante, o pão e o vinho simbolizariam a comunhão dos
Seus em torno do Seu próprio Corpo. Nada
na Palavra de Deus
existe por um acaso. Tudo tem um propósito:
"E Melquisedeque,
rei de Salém, trouxe pão
e vinho;
e era este sacerdote do Deus Altíssimo" (Gênesis
14:18)
As mesmas
Escrituras revelam que o Senhor Jesus é sacerdote "segundo
a ordem de Melquisedeque" (Salmos 110:4, Hebreus 5:6, Hebreus
5:10, Hebreus 6:20, entre outros). Vemos,
então,
que na ordem de Melquisedeque o pão e o vinho simbolizam
alguma coisa... Mas, o quê? Se notarmos bem, tanto o pão
quanto o vinho, para chegarem ao seu estágio final, precisam
sofrer uma forte agressão. A massa do pão precisa ser
amassada. Muitas vezes é usado um rolo compressor sobre ela.
Já para ter o vinho, é preciso literalmente esmagar as
uvas. Alguns povos têm o costume de pisar nas uvas para obter
delas o precioso sumo.
Essas figuras
apontam claramente para o sacrifício redentor do Senhor Jesus. Ele foi
literalmente moído e pisado em nosso lugar (Isaías
53:5). Então, fica claríssimo que a simbologia que é
utilizada na Ceia se refere ao próprio sacrifício de
Jesus, oferecido por Ele mesmo, o qual é o Sumo Sacerdote
segundo a ordem de Melquisedeque.
Crenças
pagãs utilizaram e utilizam elementos que estão
revelados na Palavra, entre eles o pão e o vinho, seja por
ignorância do real significado ou, na maioria das vezes, por
influencia enganadora do próprio Satanás,
o qual tem criado ao longo da História inúmeros
sofismas e imitações do que é sagrado e divino,
com a finalidade de deturpar o que é verdadeiro. Devemos,
então, deixar de crer e praticar o que é realmente
divino somente por causa das imitações enganosas de
Satanás?
Por exemplo,
se assim fosse, deveríamos deixar agora mesmo não apenas de
participar da Ceia do Senhor, mas também de crer na própria
morte e ressurreição de Jesus Cristo, posto que crenças
pagãs, principalmente ligadas aos mistérios de Osíris
e Tamuz, já ensinavam sobre morte e ressurreição
de uma ser iluminado!... Importa
antes agradar a
Deus do que a homens. Se o Senhor ordenou que partíssemos o
pão e bebêssemos o vinho em sua memória, assim
o faremos.
2]
Porque
os irmãos do primeiro século, os mesmos que estiveram
lado a lado com Jesus e Seus apóstolos, celebravam a Ceia.
O testemunho bíblico
sobre a prática da Ceia é visível desde os
primórdios da Igreja. Lucas narra esse fato:
"E
perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e
no partir do pão,
e nas orações" ... "E, perseverando unânimes
todos os dias no templo, e partindo
o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de
coração" (Atos
2:42 e 46)
Assim
era Ceia que Jesus havia ensinado e praticado com os apóstolos no
Cenáculo.
Era o partir do pão entre os irmãos, tudo feito "com
alegria e singeleza de coração", longe dos
ritualismos do templo e das regras cerimoniais da religião. A
partir de metade do
século II, essa prática simples e natural feita entre
os irmãos, de partir o pão e beber o vinho em memória
de Cristo, foi recebendo elementos místicos. Alguns irmãos,
entre eles Tertuliano e Orígenes, começaram a ensinar
que o pão e o vinho, após serem consagrados por meio de
oração, se transmutavam no próprio corpo e
sangue de Jesus através de um processo místico. Uma
doutrina que não havia sido ensinada nem por Jesus nem pelos
Seus apóstolos.
Então,
com o andar dos séculos,
a Ceia foi perdendo sua forma original. A simplicidade, alegria e
singeleza de coração no partir do pão nas casas
foram deixadas de lado paulatinamente em função do
misticismo, cerimonialismo e liturgia institucional. Atualmente,
com a
deturpação sofrida não somente por essa prática,
mas por muitas outras, a narrativa de Lucas 2:42-46 pode até
causar espanto. Pessoas partindo o pão em suas casas, com
alegria e singeleza de coração??? Isso não pode
ser a Santa Ceia!!! Cadê o templo? O altar ou púlpito
devidamente adornado? Tinha algum líder devidamente
credenciado e vestido para celebrar essa cerimônia? E a
liturgia? Poderão questionar alguns, condicionados pela
religião a pensar que a Ceia é uma ritual cheio de
regras, maneirismos, misticismos e tantos outros "ismos" que
vemos
nas igrejas atuais... Nada disso!
A
Ceia era a manifestação externa daquilo que aqueles
irmãos já viviam em sua rotina diária. Lucas nos
mostra que "todos
os que criam estavam juntos,
e tinham tudo em comum" (Atos 2:44). Não havia divisões
nem sectarismos. Logo, a Ceia era uma manifestação
externa daquilo que eles já viviam espiritualmente como
Igreja. Não havia necessidade de rituais vazios.
O
QUE É A CEIA?
Talvez um
dos principais motivos para que falsos ensinamentos se levantem a
respeito da Ceia é a forma que tomou essa celebração
ao longo dos anos. Temos postado vários estudos em nossa seção
EKKLESIA sobre a gritante diferença entre a vida de Igreja nos
primeiros dois séculos e a vida de Igreja depois da
institucionalização sofrida a partir do século
III e IV.
Com a
institucionalização do que por natureza não pode
ser institucionalizado por homens, a comunhão sincera entre os
irmãos e o partir do pão despojado de ritualismos e
complicações, foi dando lugar ao ceremonialismo próprio
das grandes religiões. Conceitos e práticas pagãs
foram "cristianizadas" por motivos políticos.
Nesse contexto, a Ceia perdeu, ao menos em sua forma externa, o seu
real propósito, que é o da comunhão dos irmãos
em torno do Corpo de Cristo.
Se fôssemos ao 1º
século e víssemos como os irmãos celebravam a
Ceia, perceberíamos a gritante diferença que há
entre aquela sincera celebração e o ritual no qual se
transformou hoje. Nos primórdios da Igreja, a Ceia estava
inserida numa autêntica refeição. Os irmãos
se reuniam, comiam juntos e, inserido nesse momento de alegre
refeição coletiva, compartilhavam um pão e um
cálice de vinho, como forma de comunhão, em memória
de Cristo. Sem cerimonialismos, palavras decoradas, constrangimentos
ou qualquer tipo de misticismo. Algo simples, mas, ao mesmo tempo,
profundo.
Imaginemos
algumas cenas. Numa ampla sala de estar, irmãos em Cristo, deitados
lateralmente no chão, à moda oriental, ou assentados
todos ao redor de uma grande mesa comem uma saborosa refeição
e, durante essa refeição, partem o pão e bebem
do cálice. Logo após, entoam hinos de adoração
a Deus. Em outro lugar, uma família se reúne ao redor
da mesa e, em meio a uma alegre conversa de como foi o dia de cada um
deles, agradecem a Deus por aquele momento e partem o pão e
bebem o vinho, como ordenou Cristo... Esta era a Ceia celebrada por
nossos primeiros irmãos.
Então,
a Ceia está inserida num contexto maior de verdadeira comunhão.
Se não houver verdadeira e genuína comunhão no
seio da Igreja, a celebração da Ceia perde o seu
significado. Com o passar dos anos, essa prática foi virando
um ritual, realizado exclusivamente por "homens especiais" devidamente autorizados
a realizá-lo, adotando todo o ritualismo próprio das religiões
e dos religiosos, participando desse ritual, geralmente realizado num
templo, pessoas que, muitas vezes sequer se conhecem ou mantém
qualquer comunhão no dia a dia...
Agora, querer
dizer que a Ceia não é bíblica apenas baseando-se nos
desvios que a prática da Ceia vem sofrendo ao longo dos
séculos, é a mesma coisa que querer dizer que a Igreja
não é bíblica só porque a prática
do que verdadeiramente é Igreja foi substituída, em
parte, pelas garras do institucionalismo religioso. Uma coisa não
tem nada a ver com a outra. Não podemos invalidar um
mandamento do Senhor Jesus só porque os que dizem ser Seus
discípulos não o vivem como deveria ser vivido...
I
CORÍNTIOS 11:17-34
Uma passagem
que nos traz importantes esclarecimentos sobre a Ceia é esta escrita
aos irmãos em Corinto. No entanto, alguns têm
interpretado os ensinamentos de Paulo de forma, em nosso
entendimento, errônea. Vejamos a passagem, versículo por
versículo:
[17]
"Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo;
porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para
pior"
Paulo
aqui começa sua exortação a respeito da Ceia.
Lembremos que a Ceia era o comer do pão e beber do vinho em
meio a uma refeição, tudo isso feito de forma bem
natural. Na igreja em Corinto, estava havendo um problema com relação
a alguns excessos que estavam ocorrendo. Não esqueçamos
que Paulo estava escrevendo a gentios e a uma igreja que tinha, no
máximo, 20 anos de caminhada em Corinto. Logo, quando Paulo
diz que aqueles irmãos se reuniam "para pior" não
está colocando em xeque a celebração da Ceia em
si, mas a forma
como estava sendo celebrada. Uma leitura do contexto vai nos mostrar
isso de forma clara.
[18] "Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na
igreja,
há entre vós dissensões; e em parte o creio"
Aqui,
Paulo mostra a raiz do problema: dissensões.
Ao ler todo o contexto da primeira carta aos coríntios,
principalmente os 3 primeiros capítulos, perceberemos que ali
estava crescendo uma espécie de denominacionalismo, com uns
dizendo ser de Pedro, outros de Apolo, de Paulo e até um grupo
elitista que dizia ser de Cristo... Paulo repreende
frontalmente esses sectarismos. Então, onde há divisão
ou dissensões, a celebração da Ceia perde todo
significado, posto que essa celebração simboliza nossa
comunhão em torno do Corpo de Cristo! Através disso,
podemos descobrir as raízes dos excessos que estavam ocorrendo
na igreja "corintiana".
[19] "E
até importa que haja entre vós heresias, para que os
que são sinceros se manifestem entre vós"
As
heresias estavam baseadas nas dissensões, não na
celebração da Ceia em si... Eram heresias que surgiam
das divisões que ameaçavam cercear a Igreja em Corinto.
Obviamente, onde
há divisão, há heresia,
posto que as pessoas se dividem em torno de ensinamentos diferentes.
Logo, um desses ensinamos será verdadeiro e os outros, falsos
(heréticos)
20] "De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para
comer a ceia do Senhor"
Aqui, Paulo
mostra que eles não estavam se reunindo para comer a Ceia do Senhor,
posto que a Ceia pressupõe verdadeira comunhão. Aqueles
irmãos, inflados pelas constantes dissensões que
assolavam a Igreja em Corinto naquele tempo, se reuniam, comiam o pão
e tomavam o vinho, porém isso não passava de um ritual
vazio, posto que entre eles não havia perfeita comunhão
em trono do Corpo de Cristo.
[21]
"Porque,
comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria
ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se"
Neste ponto,
Paulo mostra os detalhes do que estava ocorrendo. Havia desordem naquela
celebração. Uma desordem que nasce não da falta
de liturgia ou ritualismos, mas da falta de amor e comunhão
sinceros. Havia egoísmo. Havia divisão. Uns ficavam sem
a refeição, outros comiam e bebiam demais... Não
havia naqueles irmãos o discernimento necessário para
celebrar a Ceia, posto que toda divisão traz falta de
discernimento e amor mútuo.
[22]
"Não
tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a
igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm?
Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo"
Paulo
continua exortando aqueles que cometiam excessos no comer e beber.
O apóstolo
mostra que a Ceia do Senhor, inserida na comunhão entre os
santos, deve ser pautada no amor mútuo e não na
satisfação egoísta das necessidades físicas
de alimentação. Quem quisesse comer à vontade
e beber, que o fizesse em casa, posto que, na celebração
entre os irmãos, todos deveriam participar de forma ordeira
e dando igual importância a todos...
Entre os versículos
23 e 34, após ter exortado os desordeiros pela forma como
estavam celebrando a Ceia, Paulo ensina a origem da Ceia, qual é
o verdadeiro simbolismo por trás dela e como ela deve ser
celebrada. É como se, depois de apontar os erros, ele agora
apontasse a forma certa:
"Porque
eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor
Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e,
tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é
o meu corpo que é partido por vós; fazei
isto em memória de mim.Semelhantemente
também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este
cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei
isto, todas
as vezes que beberdes,
em memória de mim.
Porque todas
as vezes que comerdes este
pão e beberdes este
cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
Portanto,
qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do
Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do
Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim
coma deste pão e beba deste cálice.
Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria
condenação, não discernindo o corpo do SENHOR
Por
causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e
muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a
nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando
somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não
sermos condenados com o mundo. Portanto, meus irmãos, quando
vos ajuntais para
comer,
esperai
uns pelos outros.
Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos
ajunteis para condenação. Quanto às demais
coisas, ordená-las-ei quando for"”
Alguns
têm tentando interpretar "fazei
isto em memória de mim",
como o ato de repartir o Corpo de Cristo com outras pessoas e de pregar o
novo testamento no sangue de Cristo. Ou seja, atrelar a ordenança
de Jesus apenas ao fato espiritual, tirando do mandamento feito pelo
Senhor a literalidade da comida do pão e da bebida do vinho.
No
entanto, no versículo 25 vemos que o ato literal de beber o
vinho deve ser feito em memória de Cristo várias
vezes e
o próprio Senhor é quem estabelece isso: "...Fazei
isto, todas
as vezes que beberdes,
em memória de mim...".
E mais: Quando o Senhor repartiu o vinho para que Seus discípulos bebessem,
Ele avisou que não
beberia mais do fruto
da vide "até que
venha o reino de Deus" (Lucas 22:29-30).
E o que ocorrerá quando venha o reino de Deus? Um beber e
comer "simbólicos" ou uma refeição
literal? Vejamos:
"...Eu
vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, para
que comais e bebais à minha mesa no meu reino,
e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel" (Lucas
22:29-30)
Voltando à
passagem de I Coríntios 11, no versículo 33, o
ensinamento de Paulo não deixa nenhuma margem de dúvida
respeito da literalidade do comer do pão e do beber do vinho
na Ceia:
"Portanto,
meus irmãos, quando vos ajuntais para
comer,
esperai uns pelos outros. Mas, se algum tiver fome, coma em casa,
para que não vos ajunteis para condenação..."”
Fica, então,
mais claro que a luz do sol que Paulo está referindo-se à
celebração literal da Ceia do Senhor, inserida, como já
vimos, num contexto de uma refeição mais ampla. Para
que o raciocínio daqueles que têm se levantado contra a
celebração da Ceia fizesse sentido, então Paulo
estaria ensinado mais ou menos isso:
"Portanto,
meus irmãos, quando vos ajuntais para repartir do Corpo de
Cristo com outras pessoas e para pregar sobre o novo testamento do
Seu sangue, esperai uns pelos outros. Mas, se algum tiver fome,
reparta e pregue em casa, para que não vos ajunteis para
condenação..."
Sem comentários!!!
Basear doutrinas em uma má interpretação de um
versículo e, ainda mais, desconsiderar o contexto, é um
erro gritante. Esperamos que, quem estiver ensinando isso possa
voltar atrás, posto que está opondo-se à própria
Palavra e direção de Cristo.
A
CEIA E O MITRAÍSMO
Alguns
dos que se opõem
à celebração da Ceia argumentam que tal prática
não passa de uma cerimônia do mitraísmo ou
originada nessa crença pagã. No entanto, a própria
História mostra quão incongruente é essa
afirmação. O
mitraísmo
surgiu do culto à entidade chamada Mitra, de origem
indo-iraniana. Esse culto nasceu na Índia, floresceu na Pérsia
e depois foi difundido no resto do mundo até então
conhecido. No século III a.C, com a derrocada do Império
Persa por mãos de Alexandre o Grande, o mitraísmo caiu
em quase absoluto ostracismo.
O
primeiro registro de
alguma referência ao culto a Mitra dentro do Império
Romano se dá em 67 d.C, numa das obras de Plutarco, o qual
menciona esse culto sendo praticado através de ritos secretos
por piratas vindos da Cilícia. As primeiras provas materiais
desse culto são de 72 d.C, através de inscrições
feitas por soldados romanos. O mitraísmo só tornou-se
amplamente conhecido no seio do Império Romano no final do
século II d.C.
Então,
fica claríssimo que a Igreja do Senhor, cuja caminhada começa
em 32 d.C, não tinha qualquer noção de
ensinamentos mitraístas. E mesmo que tivesse, o que mostramos
ser historicamente impossível, os primeiros irmãos, a
maioria judeus, jamais se curvariam a práticas pagãs,
provindas de "piratas da Cilícia" ou "soldados romanos".
A História é clara. A prática
aberta do mitraísmo dentro do Império Romano só
se deu no século II, ou seja, aproximadamente 200 anos após
a instituição da Ceia do Senhor pelo próprio
Jesus em 32 d.C!
Diante dessa
simples constatação histórica, contra-argumentar outros
pontos da teoria sustentada por aqueles que querem associar a Ceia ao
Mitraísmo é desnecessário. Os discípulos
do Senhor começaram, sob ordenança de Cristo, a
celebrar a Ceia 200 anos antes da aceitação do
mitraísmo no seio do Império Romano. Logo,
quem está
ensinando isso, além da falsa doutrina que está
disseminando, mostra um profundo desconhecimento histórico. Os
próprios dados históricos mostram que tal ensinamento é
uma falácia.
A Igreja
Romana, a partir do século IV, ao institucionalizar
aquilo que não deveria ser institucionalizado e ao centralizar
aquilo que não deveria ser centralizado, absorveu muitas
práticas e ideias pagãs que abundavam no Império
Romano. Isso é indiscutível. Essas práticas e
ideias trouxeram conceitos como ritualismos, vestes especiais,
elementos místicos, culto a "santos",
comunicação com mortos, homens especiais (clero),
suntuosos templos, etc...
No entanto,
a Ceia do Senhor foi instituída pelo próprio Jesus. Não é
pelo fato de uma prática ter sido deturpada através do
tempo pela apostasia, que já havia sido profetizada na
Palavra, que nós vamos rejeitar o mandamento original do
Senhor! Ignorar e opor-se ao mandamento de Cristo é cometer um
erro muito mais grave do que celebrar a Ceia de uma forma
ritualística. O ideal é celebrá-la da mesma
forma, com a pureza, naturalidade e comunhão com que Jesus a
comeu junto com Seus apóstolos pouco antes de oferecer-se na
cruz por nós.
Que o Senhor
Jesus nos guie à verdadeira comunhão que deve existir em Sua
Igreja. Uma comunhão sem sectarismos, dissensões,
denominacionalimos, institucionalismos, vaidades pessoais e os
rituais e conceitos próprios das grandes religiões. A
Igreja de Cristo não é uma religião. É
comunhão sincera entre irmãos, que pertencem a um mesmo
Corpo e Senhor. A celebração da Ceia deve estar
inserida nesse contexto. Se não estiver, não passa de
um dentre as centenas de rituais vazios feitos em nome de Deus.
Em Cristo,
PROJETO ÔMEGA
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Saiba que o
Senhor
está no controle de tudo e de todos. Mesmo nos momentos
mais difíceis, Ele estará conosco. A nossa salvação
em Cristo é eterna. Nele, somos novas criaturas. Ele já venceu
a morte. O Senhor é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente
na tribulação. Se você leu este artigo e ainda não
tem a certeza da salvação eterna em Jesus, faça agora mesmo
um compromisso com Ele! Convide-o para entrar em seu coração e
mostrar-lhe a verdade que liberta. Veja porque você precisa ser regenerado
e justificado, para viver a boa, perfeita e agradável vontade eterna do
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